quarta-feira, 27 de julho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 33

  Vir trabalhar está se tornando um grande sacrifício, me levantar da cama e saber que não terei nenhuma mensagem da Demetria pra responder me da dores de cabeça. Hoje o dia está repleto de reuniões para decidir o rumo da empresa, estou tendo que comandar tudo aqui, já que meu pai está em Atlanta, onde abriremos uma nova unidade, a cidade está em grande crescimento industrial e acho que será bom para os negócios, mas odeio essas reuniões, ainda mais agora. Achei que a essa altura Demi já teria me mandado ao menos uma mensagem, mas nada aconteceu até agora, mas o que estou pensando, foi eu quem disse que deveríamos parar com isso, agora devo aguentar a saudade que só aumenta a cada segundo em meu peito. Que droga, apenas dois dias e já estou enlouquecendo.
- S/a, te encontrei!
- Paula. Chegou cedo, não? Sua reunião não é apenas as quinze horas?
- É sim, mas pensei em chegar mais cedo para podermos conversar um pouco, já que não terminamos nossa conversa no domingo, também podemos falar sobre a pauta da reunião e depois almoçar. - Se sentou à minha frente na mesa da cafeteria. Tomar café foi o jeito que encontrei de me manter acordada após ter passado a noite conversando com a Giovana.
- Eu tenho uma reunião em meia hora.
- Mas ainda assim podemos almoçar.
- Já que insiste. - Não queria muita conversa, meu humor está péssimo, mas não sabia como recusar.
- Como está? - Pior pergunta que ela poderia ter feito. Tentei enrola-la e desconversar, não foi muito difícil já que eu tinha uma reunião.
- Vou à minha sala pegar os papeis, me acompanha?
- Claro. - Paguei a conta e saímos dali. - Eu vou reler alguns documentos, se importa que eu fique aqui em quanto está na reunião? - Perguntou assim que chegamos a sala.
- Não, pode ficar a vontade. - Peguei o que era necessário e saí rapidamente antes dela me prender por mais tempo.
  Fui ao banheiro antes de ir pra sala de reuniões e comecei a pensar que Demi tem razão, Paula é uma mulher muito atraente, fora que ela é inteligente e muito bem sucedida, é educada e centrada. Não sei por que estou pensando nessas coisas, mas prefiro pensar nisso do que na Demetria.

Demi narrando
  Depois da ligação Marissa acabou abrindo meus olhos. Eu estava há seis anos comprometida com alguém, tudo que eu preciso agora é me sentir livre e aproveitar minha vida. Não vou deixar que uma mulher do nada entre na minha vida e me deixe fora de si.
- Vou ficar a semana com você. Vamos nos divertir, ok?
- Sim!! Pode ir fazendo a programação pra nossa semana de solteiras. Que ridícula eu sou.
- Eu sei. - Rimos.
- Enquanto isso vou tomar banho e depois vamos comer em algum lugar, estou morrendo de fome.
- Ok, lindinha.
- Falsa.
- Te amo.
  Entrei no banho e me dei conta que não seria tão fácil seguir adiante sem o Wilmer e que não seria tão fácil como imaginei tirar a S/a da minha vida, eu a quero por perto, falar com ela me faz bem, a presença dela me faz mais feliz. Droga!

S/n narrando
  Fiquei três horas na reunião, sai de lá morrendo de fome e fui correndo chamar a Paula para nosso almoço, eu estava um tanto quanto ansiosa pelo almoço. Acho que estava nervosa pela presença da Paula, já havia sentido nervosismo perto dela, pelo fato dela ser um mulher inspiradora, mas nunca havia me sentido assim como estou agora.
- Demorei? - Entrei em minha sala.
- Quase não vi o tempo passar. - Sorri sem graça pelo fato de ter a feito esperar tanto tempo.
- Então vamos? Estou morrendo de fome.
- Vamos, também já estou ficando com fome. O restaurante aqui é bom?
- É sim, mas pensei que poderíamos comer em outro lugar.
- Mesmo? Que restaurante?
- É aqui perto, tenho certeza que vai gostar, vamos?
- Se você diz, confio em você. - Nos direcionamos a porta.
- Só um minuto, esqueci meu celular aqui. - Peguei o aparelho em cima da mesa e partimos.
  Fomos caminhando até o restaurante, já que é a apenas algumas quadras do escritório. Paula me falava sobre como havia decidido se tornar uma mulher de negócios e tudo que havia feito para alcançar suas metas.
- Bom, o que acho mais importa é estar trabalhando no que te da prazer. Assim você vai se dedicar mais e vai ser mais sucedida no que fizer.
- Concordo com isso, mas no momento sinto que meu lugar é na empresa do meu pai, o ajudando, pelo menos até eu descobrir o que eu realmente quero fazer.
  Nosso almoço foi melhor do que imaginei que seria. Paula é uma mulher madura e fala coisas que realmente fazem sentido pra mim. Poderíamos passar horas falando sobre negócios e nossos pontos de vista em comum sobre isso. Acho que isso me fez pensar em Paula de outra maneira... O que está acontecendo com os meus pensamentos hoje? Droga!




Gente, desculpa pelo capitulo pequeno e meio bosta. Foi o que deu pra colocar nesse. Os próximos prometem... Comentem o que acham que vai rolar enquanto aguardam. Kisses!! ;)

domingo, 24 de julho de 2016

I Kissed a Girl - Cap. 32

  Só não. Só não queria ter que trabalhar. Só isso. Era pedir demais? Era. Pois estamos passando por processo de expansão. Mas não queria ter que trabalhar com a Demetria na minha cabeça, ainda mais depois de ter saído de sua casa da forma como saí. Não conversamos direito, não nos entendemos. Acho que em vez de concertar nossa situação eu piorei.
  Mas o que posso fazer? Ela está em um mesmo relacionamento há 6 anos. Que expectativa eu poderia criar? Não posso entrar em uma batalha sabendo que vou perder. Ela deixou bem claro que mesmo o namoro estando uma porcaria não era capaz de terminar com o Wilmer. Eu não sou esse tipo de pessoa, que age por impulso, que se arrisca, acho até que já fiz demais essas coisas por ela. Ela é Demi Lovato, o que temos ou tínhamos não é algo que se possa manter em segredo. Não gosto de sair da minha zona de conforto, mas ela faz com que eu me sinta ótima fora dessa bolha que me cerca, mas ao mesmo tempo fico com muito medo de me machucar ou acabar machucando a Demi.
  Fui o caminho inteiro, da Demi à empresa, pensando nessas situações e acho que tomei a melhor decisão, por mais que me doa agora ainda é possível que cicatrize. Eu torço para estar certa, mas acho que a Demi já está fundo demais na minha pele para ser removida.
  Achei que o dia seria uma grande droga, desperdício de tempo, mas não. Graças a correria, por conta da expansão, não parei nenhum um segundo, logo não tive tempo para pensar na mulher por quem estou perdidamente apaixonada. Isso só durou até chegar em casa, Giovana me esperava na sala, com um sorriso largo e cara de quem queria fofocar.
- Gi, por favor, hoje não.
- Como não? Hoje sim! Nem vem. - Quase me deixo contagiar por sua empolgação. - Pode me contar! Como foi com a mais nova queridinha da família Dalstrin? Confesso que senti um pouco de inveja, essa era minha posição.
- Foi uma droga Giovana. Não sei, acho que fiz uma besteira, mesmo fazendo a coisa certa.
  Começamos a conversar e graças a Deus que ela estava ali para me ajudar, pude desmoronar em seus braços.

Demi narrando
- Mas que porra é essa!? - Acordei espantada sentindo uma mão passar pelo meu corpo.
- Achei que gostasse de mulher agora.
- Callahan! - Levei minha mão ao coração. - Que susto sua vaca!
- Desculpa, mas não resisti a essa bunda. - A babaca ria descontroladamente.
- O que faz aqui tão cedo? - Cocei os olhos tentando me acostumar com a claridade.
- Já são onze horas, Demi.
- Jura? - Assentiu. - Mesmo assim, achei que fosse chegar mais tarde.
- Eu ia, mas decidi te fazer uma surpresa, percebi pela sua voz no telefone que precisava da melhor amiga de todas. - Disse convencida.
- Ha ha! Precisava, mas não tenho o numero da Selena.
- Puta!
- Te amo. - Deitei com a cabeça em seu colo e a abracei.
- Sei. - Como eu fiquei feliz por tê-la aqui agora.
- Boba. - Rimos até o silencio prevalecer, mas logo foi quebrado por Marissa.
- Sobre nossa conversa ontem... - Exitou por um momento. - O que decidiu?
- Terminei com o Wilmer. - Falei de uma vez.
- QUE! - Berrou.
- Fala baixo, pra que gritar?
- Não acredito.
- É serio.
- Como você está?
- Eu to bem, quer dizer, foi difícil, afinal, foram seis anos. Tivemos momentos incríveis juntos e ele esteve ao meu lado nos piores dias, mas não dava mais pra perder meu tempo em um relacionamento que não ia adiante. Chegamos juntos a conclusão que nosso namoro foi minguando até chegar ao fim. Eu tenho meus sonhos e não sinto como se o Wilmer estivesse pronto pra quero-los tanto quanto eu ou para fazer parte deles.
- E a S/n está? - Ótima pergunta.
- Que? Por que está falando disso?
- Só uma curiosidade. Já contou pra ela que está solteira e livre?
- Não.
- Por que não?
- Não sei. Acho que estou com medo. Medo de me apaixonar, medo de entrar em algo que ainda não me sinto pronta, medo de não ser o que imagino...
- Quanto medo. - Ela fez uma cara engraçada que acho que devia ser de medo. - Liga pra ela. - Me entregou o celular.
- Não, não tenho presa... Ta, quem quero enganar. - Peguei com desespero o celular da sua mão, o que a fez rir, assim que encontrei seu contato liguei.
- O que vai dizer? - Eu estava concentrada demais pensando no que iria falar, para lhe responder. - Qual o problema? - Comecei a ficar tensa, o telefone chamava e chamava, mas nada dela atender. - Demi? - Liguei algumas vezes. sem sucesso. 
- Nenhum problema, inclusive não preciso pensar no que que vou dizer, não preciso falar nada já que ela não atende. - Joguei o celular nos pés da cama.
- Calma, Dem.
- Calma nada, por que ela não está atendendo?
- Ela deve estar trabalhando.
- Espero que seja isso mesmo, ela saiu daqui sem nos resolvermos direito, temos que conversar de qualquer maneira.
- Com certeza ela deve ter um motivo.
- Não quero saber. Vai ver ela está com ocupada com alguém que tenha certeza do que sente por ela. 
- Ainda tem duvidas sobre o que sente?
- Não. Tenho. Não. É que é confuso, está acontecendo tudo muito rápido e intensamente.
- Liga mais uma vez.
- Não Marissa, você tem razão, ela deve estar trabalhando.
- Você não disse que ela trabalha na empresa do pai?
- Sim, mas nem por isso tem menos responsabilidade.
- Já estou discando. 
- Marissa!
- Ta chamando. - ela colocou no viva voz.
- Vou te matar, não sei o que di... - Fui interrompida por um "Alô". A voz me era familiar, mas não reconheci. - Oi, aqui é Demi Lovato, gostaria de falar com a S/n. - Nesse momento comecei a ficar com um friozinho no estomago, mas tentei ser simpática.
- Oi Demi, aqui é a Paula. - Não acredito nisso! Marissa me olhou confusa e me incentivou a continuar.
- Olá. - Respondi seca, domada pela raiva, sem simpatia alguma. - Possa falar com ela?
- Um momento, querida. 
- Relaxa. - Mary disse num sussurro.
- Então Demetria...
- Só Demi, querida. - A corrigi.
- Então Demi, a S/a, não pode falar agora, está em reunião, quer deixar um recado?
- Não, obrigada.
- Tem certeza? Vou vê-la assim que ela estiver disponível.
- Já disse que não! - Perdi a paciência com essa vagabunda. - Apenas diga que liguei e ficarei aguardando um retorno dela. - Por que disse isso? Não quero falar com ela.
- Pode deixa, vou falar para ela te ligar. - Quem você pensa que é?
- Obrigada.
- Tch... - Desliguei.
- Ridícula! - Esbravejei.
- Quem? - Minha amiga continuava com cara de perdida.
- Você.
- Eu?
- Sim, você por me fazer ligar para a filha da puta! E a piranha que atende o celular da filha da puta e a filha da puta que me fez achar que estava interessada em mim e a trouxa aqui por se importar com a filha da puta saindo com a piranha. 
- Demi, você é maluca.
- Mary!! - Afundei a cabeça em suas pernas.
- Respira. - Ela respirou fundo. - Essa... Como a chamou? Piranha? - Fiz que sim com a cabeça. - Essa piranha é a de Nova Iorque?
- Sim.
- Pelo que entendi elas têm assunto de trabalho, as vezes é só isso.
- Mas por que ela estava com o celular da S/n?
- A S/n deve estar mesmo na tal reunião e a Piranha atendeu.
- É Paula, Marissa. Ela pediu para esperar, logo, a S/a deve ter dito que não queria falar comigo.
- Como você é paranoica.
- Não, você não vê o jeito como ela olha e fala com a S/n. E ainda por cima ela é toda adulta e sedutora.
- Ai, tadinha da minha amiga criança e baranga.
- Provavelmente atrapalhei mais um almoço das duas.
- Para com isso, Demetria! - Me deu um tapa na cabeça. - Espera a mulher te retornar.
- Não entendo, por que ela está fazendo isso comigo? 
- Paranoica!
- Ridícula!


Oi fofoletes (que gay(adoro))!! Finalmente esse termino em?! Pqp, tava demorando pra essa muié fica desempedida! Queria ter postado ontem, mas não estava em casa. Nem ia postar hoje, mas capitulo de presente para Malony. Parabéeeeeeens!! Muita Demi pra você viu, feliz aniversario, mesmo não tendo chamado pra festinha. Como fico feliz vendo a participação de vocês! Então, não deixem de comentar, inclusive as sugestões, ok? Afinal, vocês fazem literalmente parte da história. Kisses!! ;) 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 31

  Eu olhava em seus olhos castanhos que se fechavam lentamente, cada vez mais apertados, era incrível como aqueles pequenos olhos continham tanta informação sobre essa mulher, ela conhecia o mundo e eles mostravam todas as experiencias que ela tinha vivido, para conhece-la bastava olhar atentamente dentro deles, sua alma e essência estavam bem ali, se existe mesmo essa coisa de pessoas com a alma antiga com certeza ela era uma dessas, não era possível adquirir tanta dor, alegria, sabedoria e intensidade em apenas uma vida, por fim, em seus olhos cabiam o mundo. Conforme se fechavam um sorriso em seus lábios se abria, era algo cauteloso, tímido, mas completamente sincero. Imaginei que ela já estivesse dormindo me levantei devagar para não acorda-la, apaguei a luz e fechei a porta devagar para não fazer barulho, mas antes de fecha-la por completo ouvi um "obrigada" que saiu como um sussurro, já acho sua voz um tanto quanto sensual, ela vai e fala sussurrando, é de matar. Eu nada respondi ao seu agradecimento, terminei de fechar a porta, fui a sala e me sentei no sofá, fiquei encarando a tela da tv desligada enquanto pensava no que estava acontecendo.
  Sera que eu estava realmente me apaixonando por ela? Sera que já estou apaixonada por ela? Só sei que necessito da presença dela, ela me faz rir, me acalma, me traz uma paz imensa. Como esquecer isso? Como tirar isso da minha vida?
- Bom dia, moça! - Abri meus olhos lentamente, lá estava ela, radiante, um sorriso enorme no rosto, ela vestia o moletom que me roubará no dia anterior, instantaneamente um sorriso apareceu na minha boca. - Não acredito que dormiu no sofá! - Ela me olhou se fazendo de brava e ao mesmo tempo achando graça. - Poderia ter dormido no quarto de hospedes ou... no meu. - Ela acariciava meu cabelo. 
- Não foi proposital. Na verdade eu ia pra casa, me sentei por alguns instantes e acabei nanando. - Eu ainda estava meio confusa, não sei como acabei dormindo.
- Repete nanando com essa voz rouca!
- Não. 
- Vai, por favor!
- Me deixa, quero nanar mais.
- Aiiii que fofaaaa!!! - Ela me deu um selinho rápido e mordeu meu lábio, quando se afastou vi que estava corada. - Foi mal. - Disse envergonhada.
- Foi mal pra você, pra mim foi ótimo. 
- Mesmo?
- Sabe que sim. Mas também sabe que não da, não consigo mais.
- Não posso terminar com ele. - Bastou ela dizer isso pra me irritar, não entendo o por que disso, ela mesmo diz que está uma droga. - S/a, vamos tomar café e se quiser depois podemos conversar sobre isso.
- Não acho que tenha algo que conversar, Demi. Desculpa. Tenho que ir trabalhar. - Me levantei apressada. - Que horas são? - Ajeitava minha roupa.
- Não acredito que está fazendo isso comigo. - Encostou a cabeça no sofá, achei que fosse chorar.
- Demi, por favor, não faz isso. Não torne mais difícil.
- Mais difícil? Não parece que está sendo nada difícil pra você! - Se levantou e cruzou os braços, agora ela parecia realmente zangada, não falava da mesma forma meiga de antes. Mas de fato estava sendo a coisa mais difícil que já fiz.
- Tenho que ir. - Me direcionei a saída. 
- S/n! - Lhe dei atenção, mas ela se calou.


Demi narrando
- Fala.
- Não tenho nada a dizer. - Eu tinha, eu estava prestes a assumir que me apaixonei, mas pela forma com que ela agia não sinto que isso fosse fazer diferença.
- Então estou indo, se não vou me atrasar. - Ela ficou esperando que eu dissesse algo, mas eu estava triste demais para dizer qualquer coisa. 
  Me virei de costas vendo-a deixar minha casa pelo espelho, notei que ela relutou antes de sair, mas o fez. Não acredito que estou tendo esses sentimentos idiotas por essa idiota. Por que tem que ser tão complicado? Não vou chorar, não dessa vez, vou assistir a um filme triste e comer alguma coisa. 
  O que tenho que fazer pra essa mulher sair da minha cabeça? Faria qualquer coisa, mas não consigo. Tudo nela me encanta, até a chatice. É que quando estou com ela me sinto bem, me sinto feliz, sinto que posso apenas relaxar e ser eu mesma. Eu já havia colocado um filme, mas não prestava atenção, só conseguia pensar que não posso aceitar que não a teria mais por perto, me apaixonei, me apaixonei como nunca antes, eu a desejo, desejo seu corpo, sua voz, seu toque. 
  Levei um susto quando meu celular vibrou anunciando uma mensagem: - Demi, me desculpe por ontem, quando podemos nos ver? - Estava demorando pro Wilmer voltar atrás. Decidi terminar de assistir ao filme antes de responder, não como se eu fosse realmente assistir. S/n ainda estava na minha cabeça e agora também o problema com o Will. O que ela queria era demais, como termino um namoro de anos assim, do nada, por alguém que me ap... Quer saber, eu sei o que tenho que fazer e não posso mais esperar, tinha que vê-lo, então o respondi: - Vou a academia e depois estarei livre.
  Combinei com o Wilmer de nos encontrarmos na minha casa, assim eu ficaria mais confortável, por volta das seis horas. Fui na academia e descarreguei toda minha raiva e tristeza no treino, tenho certeza que acertei um soco muito forte no treinador, mas sempre muito gentil, me disse que estava tudo bem. Saí de lá me sentindo um pouco mais aliviada e desestressada, mas o fato do meu coração estar partido não mudou.
  Cheguei em casa e meu lindo filhinho me encheu de amor, o que foi super reconfortante, tomei um banho quente pra tirar a tensão e trabalhei em algumas musicas novas, só parei porque o Nicholas me ligou todo empolgado falando sobre a turnê que estamos prestes a iniciar, eu queria conversar com ele sobre o quão problemática minha vida está no momento, mas não quis estragar o momento, ficamos um bom tempo no telefone, até ele se despedir dizendo que tinha um encontro, o que me deixou furiosa, pois ele não quis me contar com quem era. Por um lado até que isso foi bom, por hora me distraiu e afastou os pensamentos que tanto estavam me chateando. Aprovei que estava mexendo no celular pra ligar pra Marissa, ela vai vim pra cá em alguns dias, queria saber se tinha como antecipar a viagem pra ficar comigo, ela disse que tudo bem, como eu já imaginava, também disse que amanhã mesmo já estaria aqui. Decidi fazer algo pra comermos antes que ele chegasse.
- Demi? - Ouvi o Will chamar. 
- Na cozinha.
- Olá. - Disse me dando um beijo na bochecha com o Batman no colo, estavam muito fofos.
- Oi. Temos que conversar. - O olhei por cima dos ombros de forma carinhosa.
- Sim, temos. Me desculpa por ontem, eu estava nervoso, não deveria ter descontado em você.
- Não, não deveria. Mas não quero discutir por isso.
- Então me desculpa?
- Claro. - Ele sorridente me abraçou. 
- Vou terminar aqui e aí conversamos, pode ser? - Eu tentava não ser rude, não queria mais brigas. Assim que terminei, nos servi minha maravilhosa sopa, sim fiz sopa e por sinal ficou sensacional.
  Não demorou para que começássemos a falar sobre tudo que estava nos afligindo. Nossa conversa durou horas, tudo que eu queria depois dela era descansar, e foi o que fiz assim que o Wilmer foi embora.


  To xonada no quanto vocês têm participado, estou amando cada comentário e todo o apoio, obrigada por estarem aqui e por deixarem suas opiniões, é isso que me motiva a continuar e a querer sempre melhorar como "escritora". Amo vocês! Continuem a me dar amor kkkk... Kisses ;)

quinta-feira, 21 de julho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 30

Você narrando
  Não acredito no que estou fazendo, mas é que realmente fiquei preocupada, não sabia o que estava acontecendo, quando vi já estava no carro, só pela Demetria mesmo.  A casa do Wilmer não era tão longe, mas me perdi umas quatro vez. Quando eu estava chegando mandei uma mensagem avisando a Demi, que me respondeu dizendo que esperaria na frente da casa. Assim que estacionei a vi sentada de cabeça baixa brincando com os dedos, parecia uma criança, ela devia estar tão distraída que nem me notou.
- CUIDADO! - Falei correndo me aproximando dela.
- AAAAHHH!!! - Demi levou as mãos aos olhos, não contive a risada. - S/n! Idiota, me assustou. - Voltou a ficar cabisbaixa, o que me partiu o coração, queria saber o porque dela estar assim, mas não ia sair me entregando fácil assim. - Desculpa fazer você vim. - Levantou a cabeça.
- Vim porque quis, não me obrigou a nada.
- Eu sei, você é louca...
- Eu sou louca? Ok, da próxima vez te largo chorando.
- Ta ta. Você está certa, obrigada.
- Vamos, vou te levar pra casa. - Estendi minha mão para que ela se levantasse.
- Brigada. - Quando em pé, nossos corpos ficaram muito perto, me controlei para não beija-la.
- De nada. - Respondi normal e me afastei. Entramos no carro em silencio, ficamos assim por alguns instantes. - E então?
- Que? - Ela se fez de desentendida.
- Que nada, Demetria! O que aconteceu?
- Nad... - A olhei com cara de poucos amigos. - Ok, vou falar.
- Bom mesmo, porque não sou sua motorista, que você me chama pra te buscar e te levar nos lugares e fica por isso mesmo. Claro, também não sou sua mãe, não me deve satisfações, nem seu namora...
- S/n, se acalma. - Confesso, fiquei apreensiva, não sabia o que tinha acontecido e não sabia como reagir, comecei a falar sem parar ou pensar.
- Desculpa.
- Posso agora?
- Sim.
- Eu briguei com o Wilmer...
- Isso já estava bem claro, ele te fez alguma coisa?
- Não! Quer dizer, tirando o fato de ter me irritado completamente, ele não fez nada.
- Menos mal.
- Estava preocupada?
- O que acha?
- Acho que se for isso vai ser fofo.
- A Demi, para vai.
- Ok.
- Não é pra parar de falar, é pra parar de ser boba.
- Bleh. - Me mostrou a língua. - Brigamos como nunca antes, S/a. Ele estava muito nervoso e mal me deu atenção. Eu nunca senti tanta raiva dele assim.
- Mas ele te ligou.
- Foi o que eu falei para ele.
- Não entendo.
- Fiquei muito irritada por ele me fazer ir até sua casa pra brigar.
- Sei. - Por que ela me lembrou isso? Achei melhor me calar, ela parecia estar realmente chateada e eu não iria piorar isso. Chegamos em sua casa e o Batman correu para pular em suas pernas.
- Oi filho! - Agora ela tinha aquele seu sorriso perfeito no rosto que me fazia sorrir instantaneamente, sua voz também estava mais alegre. - Calma, menino. Já estou em casa. - Ela se ajoelhou e começou a acaricia-lo. O cachorrinho estava eufórico, corria de um lado para o outro e logo voltava para Demi. - Vem! - Ela bateu com as palmas das mãos em suas pernas e o agarrou.
- Demi vai matar o cachorro. - Tentei intervir, ela o esmagava entre os braços.
- Ai desculpa bebe. - Ela soltou o abraço quando a bola de pelo fez um chiado.
- Louca.
- Ele gosta. - Retrucou risonha e se levantou com certa dificuldade. - Vou fazer um chá, aceita? - Colocou sua bolsa em um aparador.
- Pode ser. - Foi então que reparei que eu estava de moletom enquanto ela ainda estava toda produzia e maquiada mesmo depois de chorar.
- Fica a vontade ta? - Apenas assenti. Ela se direcionou para a cozinha e eu aproveitei um pouco para me familiarizar com sua casa. - S/a, vem me fazer companhia. - Ela colocou a cabeça dentro da sala.
- Claro. - Quando entrei na cozinha tropecei em seu sapato me dando conta que ela estava descalça, ri ao pensar em quão criança ela é.
- Tudo bem?
- Claro. - Me imitou.
- Tem certeza?
- Lembra no banheiro, na casa de seus pais, quando me perguntou se estava tudo bem? - Não sei onde ela quer chegar com isso.
- Lembro, era mentira?
- Não era mentira, estava tudo bem por você estar lá, estava tudo bem porque quando me abraça tudo fica bem.
- Demi, eu não posso lidar com isso. Não dessa maneira.
- Que maneira? Do que está falando?
- Não posso ser sua amiga. - Acho que fui muito direta, mas não estava mais aguentando toda essa intimidade e esse fingimento de que estava tudo bem entre nós, ou entre ela e o Wilmer.
- Que? - É, vai ver que pra essa bipolar realmente está tudo bem.
- Não é isso, é que não posso continuar como se fosse só sua amiga.
- Você sabe que é mais que isso, muito mais. - Sua voz era tranquila e mantinha a atenção na preparação do chá.
- Saber disso e sentir isso são coisas distintas, Demetria. - Toda vez que digo seu nome noto como seu corpo se estremesse na tentativa de se manter controlada. - Eu sei disso pela batida acelerada do meu coração quando estou ao seu lado, pela forma como me falta ar quando lhe vejo. Mas não sinto isso quando nos apresentamos como amigas, não sinto isso quando tenho que te buscar aos prantos na casa do seu namorado.
- S/a, tenta entender, enquanto eu estiver com ele isso vai acontecer.
- Então porque não termina?!
- Não acha que está sendo um tanto quanto precipitada? - Com certeza estava sendo precipitada, falei mais do que devia.
- Sim, quero dizer, não, não estou dizendo isso por mim ou por nós. Estou dizendo por você, você que disse que não sente a mesma coisa quando está com ele e que tiveram a pior briga de todas. Então por que não da um jeito nisso?
- Não sei...
- Não consigo Demi, não consigo continuar com isso.
  Não acredito que disse isso. Me dói tanto só de pensar em não te-la, mesmo que dessa maneira horrível e mentirosa. Mas não digo isso por egoismo ou por não querer mais nada, pelo contrario, estou com medo do que posso estar sentindo e querendo, estou com medo de sofrer mais do que posso suportar por uma pessoa que provavelmente nem sinta o mesmo, fora que também sinto que isso pode acabar prejudicando a Demi, não só na sua vida pessoal como na sua vida publica, não quero lhe causar problemas.

Demi narrando
- O que quer dizer com isso, S/n? Onde está querendo chegar? - Eu estava realmente assustada.
- Demi, eu nunca faria você escolher, sei que ele é importante pra você.
- E então?
- Devemos ser só amigas ou devemos fazer isso de uma maneira onde eu não me sinta uma intrusa, onde eu não sinta que a coisa que mais me faz bem é uma coisa totalmente errada.
- Não quero isso! Não quero ser sua amiga, ou só sua amiga!
- Demi...
- Eu não posso, eu não sei como deixa-lo.
- E eu não posso te pedir que faça isso. - Fiquei em silencio e acabei me distraindo com essas coisas que ela me dizia enquanto servia a porcaria do chá.
- Droga!
- Que foi?
- Me queimei com essa porra. - Nem doeu muito, mas eu estava irritada e triste, então por que não xingar?
- Só você mesmo, olha a boca. - Ela não estava ajudando, mas confesso que não estava sendo muito madura.
- Ainda por cima sujei tudo e estou toda melecada de chá.
- Por que não vai tomar um banho para relaxar um pouco? Eu limpo as coisa aqui e preparo outro chá pra gente.
- Mesmo?
- Vai. - Ela fez um sinal com as mãos me expulsando da cozinha, da minha cozinha.
  Como ela consegue me fazer sentir tanta raiva e tanta felicidade ao mesmo tempo. Achei a ideia do banho ótima, nada como uma água quente caindo sobre os ombros pra refletir. Entrei no chuveiro com o propósito de esclarecer o que acontecia no meu relacionamento com o Wilmer, mas o que a S/a havia dito não saia da minha cabeça.
  Por um lado, claro que ela tinha razão, era complicado pra mim, imagine pra ela que não tem como fazer nada para mudar nossa situação, mas por outro lado sinto que ela está sendo um pouco precipitada, ela podia me dar mais tempo pra resolver as coisas, ou... A verdade é que me mata o fato dela ter razão. 
  Tenho que dar um jeito nisso, mas não tenho cabeça para isso agora. Só não posso perde-la. As lagrimas persistiram até que conseguiram cair. Não sei, mas ela se tornou algo em mim, algo que não consigo me ver sem, a quero por perto. Em meio a esses pensamentos terminei meu banho. Me vesti com a roupa que estava em cima da cama e me deitei embaixo do edredom.
- Demetria? - S/a bateu na porta entre aberta segurando duas xícaras com uma mão.
- Entra.
- Trouxe uma maçã também, imaginei que... - A interrompi.
- Toda vez que me chama de Demetria meu corpo treme.
- Já tinha percebido, não faço por mal. Obrigado por não reclamar
- Sei que não, sinto que não. Por isso ele treme, por conta da intensidade com que você diz, isso me atinge de uma maneira inexplicavelmente boa, por isso não reclamo como faço com os outros. - Ela sorriu timidamente. - Senta. 
- Espero que esteja bom pra você. - Ela me entregou uma das xícaras. Primeiro comi a maçã, depois dei alguns goles no chá, que estava muito bom, tudo sem dizer nada. - Quer conversar?
- Não, só quero descansar.
- Tudo bem, vou indo, mas depois temos que conversar sobre aquilo.
- S/a, não tem nada pra conversar. Mas fica comigo, pelo menos até eu dormir? - Fiz minha cara mais triste.
- Fico. - Acho que ela não estava muito contente, mas acabou sedendo.




  Não me matem!! Por favor. Tudo vai dar certo, prometo, apenas esperem kkkk amo vocês. Já leram o livro ou assistiram o filme The Lucky One? Com o Zack Gosto Efron (qual é time?) e com a Taylor Gostosa Schilling (unica(o) taylor que gosto), bom a história é ótima, eu adoro e recomendo, mas recomendo também o imagine My Only One, baseado na história, com nossa Demi GOSTOSA Lovato. E não deixem de dar a opinião de vocês sobre tudo o que estão achando de I Kissed A Girl. Kisses!! ;)

quarta-feira, 20 de julho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 29

  Pensem em como tudo deu errado kkkkk... midisgurpa to nervousa. Sério gente, meu celular, onde eu escrevia os caps morreu, simplesmente desligou e nunca mais voltou. Mas e daí? Eu já tinha mandado boa parte pro email, não é mesmo? Afinal, isso já tinha acontecido antes. Então tranquila da vida entrei no email e olhei emails até 2014 pra ver se encontrava, quem disse que estavam lá? Como enviei do celular imagino que deve ter dado algum erro. Fiquei puta da vida, xinguei meio mundo, me xinguei, mas caiu a ficha que não ia adiantar, então fui viajar e decidi escreve-los novamente no note pra quando chegasse em casa eu postasse, o filho da puta atualizou/reiniciou/deletou/mefodeu, não sei, só sei que deletou tudo que tinha nele. Nesse meio tempo fiquei sem... tempo, que redundância, entre show do 5H, viagens, aniversários e o mais importante, a gravidez da minha irmã (vou ser madrinha :') )!! Conclusão, deu ruim, mas o que importa é que estou de volta. 




  Demi já estava conversando com o Wilm... seu namorado a muito tempo, eu estava impaciente, mesmo sabendo que eu não deveria e que não tinha nada a ver com isso. Minha mãe aproveitou que ela não estava pra elogia-la, o que me deixava descontável, minha vontade era de dizer o quão linda e gostosa ela é.
- Desculpa a demora, não nos vimos o fim de semana inteiro, ele queria saber onde eu estava.
- Mas está tudo bem? - Luna pareceu realmente preocupada.
- Está sim. - Não soou muito sincera. - Mas acho melhor eu ir encontra-lo.
- Fique mais pouco. - Minha mãe pediu.
- Não tenho certeza sobre isso. - Demi diz olhando para minha cara fechada.
- Só mais um pouco, está cedo. A conversa estava tão boa. Não é mesmo S/a? Me ajude a convence-la.
- Se ela tem que ir, deixe-a ir mãe.
- É melhor que eu vá, Julia, mas foi um prazer lhe conhecer, obrigada pela noite.
- Eu que agradeço a companhia, volte quando quiser.
- Vou chamar um táxi, já volto para me despedir.
- Táxi nada! S/n te trouxe, ela é que é responsável por te levar embora.
- É que vou para casa do meu namorado.
- Vamos de uma vez! - Falei irritada e me enchendo dessa conversa dela ter que ir.
- Mesmo? - Me levantei sem lhe dar uma resposta. Ela se despediu de todos e seguimos o caminho para o carro. - Adorei sua família, eles são ótimos. - Ela tentou puxar assunto, em vão, me mantive calada. - Olha, não precisa me levar.
- Já estou levando. - Voltei a ficar em silencio, mas dessa vez não por muito tempo. - Onde devo ir? - Perguntei seca. Ela me explicou o caminho e parecia estar chateada, não mais do que eu.
- S/a... - Disse com sua voz doce fazendo meu coração derreter, mas me mantive fria.
- Já está entregue, pode ir. - Já estávamos há um tempo paradas em frente a casa do Wilmer.
- S/n, vamos conversar.
- Não deixe seu namorado esperando.
- Não está sendo justa. - Quase não acreditei quando ouvi isso.
- Não temos nada pra conversar, Demi. - Tentei não perder a paciência.
- Depois nos falamos?
- Você que sabe.
- Agora tenho que ir, mas depois vamos conversar. Não sei porque está agindo assim.
- Não sabe?
- Não.
- Tchau, Demetria.
- S/a! - Ela me encarou na espera de uma resposta, quando viu que não teria, saiu do carro irritada e bateu a porta.
  A observei entrar na casa sem olhar para trás, a forma como a tratei doeu mais a mim do que a ela, mas o que eu podia fazer? Eu estou completamente irritada e chateada. Sei que não tenho tanta importância quanto seu namorado, mas havíamos combinado. Voltei para casa de meus pais, agora a quantidade de pessoas era menor, fiquei mais algum tempo lá até que Giovana começou a reclamar de sono e dizer que tinha que trabalhar amanhã, então fomos embora.
  Demi ainda estava em meus pensamentos, será que ela estava bem? Não sei porque pensar essas coisas, afinal, ela está com o namorado, deve estar ótima, nem deve lembrar que existo, e a trouxa aqui, no caso eu, se preocupando atoa. 

Demi narrando
  S/n estava sendo um saco e incompreensível, obvio que eu gostaria de ter ficado com ela e com sua família, a noite estava sendo super agradável, eu estava me divertindo, mas ela tem que entender que tenho um namorado e enquanto isso existir tenho que dar atenção a ele.
- Will? - Disse em voz alta assim que adentrei a casa. - Onde está? Wilmer? - Comecei a subir as escadas. - Porque não me respondeu? - Perguntei quando o encontrei no quarto.
- Estava distraído. - Ele não se deu ao trabalho de me olhar, continuou mexendo no notebook.
- Entendi. - Coloquei minha bolsa em uma cadeira e me sentei ao seu lado na cama. - O que está fazendo?
- Trabalhando.
- No que? - Tentei olhar o monitor, mas ele o desviou do meu alcance. - Qual o problema!? - Disse me exaltando um pouco.
- Nenhum. - Se aconchegou melhor entre os travesseiros e coberto.
- Tudo b...
- Demi, eu não te atrapalhei o fim de semana inteiro enquanto aproveitava fazendo sei lá o que com sei lá quem. Então não me atrapalhe agora. - Respirei fundo para não soltar os cachorros nele, eu estava errada.
- Bem, você me ligou. Agora estou aqui, vamos aproveitar. - Tentei ser o mais gentil e doce.
- Tenho que terminar esse roteiro.
- Ok, posso te ajudar. - Me deitei ao seu lado.
- Não preciso de ajuda.
- O que quer então?
- Nada.
- Wilmer você me ligou reclamando e agora estou aqui.
- Pedi para que viesse?
- Wilmer!
- O que Demi? - Fingiu estar paciente, mas eu sabia que estava super nervoso e eu também.
- Por que me ligou então?
- Pra saber se minha namorada estava viva, mas não precisava ter vindo.
- Não mesmo! Olha pra mim enquanto conversamos! - Fechei a tela do computador.
- Demetria!
- Demetria coisa nenhuma. Wilmer há quanto tempo não saímos juntos? Há quanto tempo não me convida para fazer alguma coisa ou me acompanha em algum evento?
- O problema é esse? Por que não me falou?
- Desde quando preciso dizer que quero sua companhia? Você faz viagens e só me avisa quando já está voltando. Você desaparece e mal fala comigo.
- E o que mesmo que você fez esse fim de semana?
- Eu estava me divertindo.
- E eu atrapalhei? Me desculpe. Pode voltar a se divertir.
- É o que eu deveria fazer.
- Então faça.
- Isso não está funcionando.
- Já faz algum tempo.
- É tudo que tem a dizer?
- Sim, não quero que demore a voltar pra diversão.
- Eu já estou indo. - Me levei pegando minha bolsa.
- Você está indo por vontade própria.
- Tenho consciência disso e tenha consciência de que não voltarei atrás.
- Você quem sabe. - Essas palavras soaram baixo enquanto eu atravessava a porta do quarto.
  Desci as escadas correndo, quase cai, inconscientemente ri, acho que de nervosismo. Fui até a cozinha e lá me sentei. Não queria, não mesmo, mas a raiva era grande, não pude evitar que as lagrimas rolassem. Estava com raiva do Wilmer pela forma como me tratou, com raiva dele ter me feito sair da festa dos pais da S/n, e falando nela, estava com raiva dela por ter sido fria e grossa comigo, mas também está com raiva de mim por ter esse sentimento por ela, por querer estar com ela sempre, por deseja-la, por te-la deixado pra vim ver este babaca. 
  Peguei meu celular e procurei por seu numero:
- Alô. - Sua voz me fez ficar mais desesperada. - Quem é? - Acho que ela ouviu o choro e não deve ter visto de quem era a chamada. - Demi, é você? O que aconteceu? Por que está chorando?
- S/a...
- Eu? - Eu tentava controlar o choro. - Demetria, pelo amor de Deus, se acalme. - Acho que ela quem estava começando a ficar desesperada. - Pare de chorar e me diga de uma vez o que está acontecendo. - A forma como demonstrava estar preocupada me ajudou a ficar mais tranquila.
- Eu... Eu... - O choro já tinha parado, mas ainda tentava controlar a raiva e o nervosismo.
- Vai Demi, fala. Tem a ver com o Wilmer?
- Sim.
- Me diz o que ele fez?
- Nada, ele não fez nada.
- Impossível estar assim por nada. Onde está?
- Na casa dele.
- Não pode ficar aí.
- Eu sei.
- Estou indo te buscar.
- Não precisa. - Claro que precisava, eu queria vê-la e não queria ter que pegar um táxi.
- Já estou indo.
- Não quero atrapalhar sua festa.
- Não atrapalha, já estou em casa.
- Então vá descansar. Depois conversamos. - Vai descansar nada, vem me buscar.
- Já estou no carro.
- S/n!
- Demetria.



Amores, pra compensar pretendo postar vários capítulos seguidos, mas vocês têm que me dizer o que estão achando, têm que participar quando estou presente e não só quando sumo, ok? Kisses!! ;)


quinta-feira, 23 de junho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 28

  S/n com certeza conseguiu fazer com que eu me sentisse sua, a cada toque dela sinto mais e mais que pertenço a ela. Isso é tão confuso na minha cabeça, o fato é, eu namoro e deveria pertencer ao meu namorado. Mas não sinto como se fosse o maior dos problemas, não sinto como se esse fosse o principal fator da bagunça na mina cabeça. Não entendo, como posso me entregar assim para uma completa estranha, como posso deixar que ela me possua de uma forma que me faz esquecer o mundo, o que ela faz comigo, o que sinto por ela, tenho certeza que não é mais só atração física. Tenho medo do que pode ser esse sentimento, mas quando em seus braços o medo se vai, não por completo, ainda resta o medo de perde-la, como posso ter medo de perder algo que não tenho.
- Ei, tudo bem?
- Sim. - Respondi serena. Aproveitando o momento tranquilo para mante-la perto de mim e sentir seu perfume.
- Foi bom? - Ela quebrou o clima gostoso.
- S/a!
- Que?
- Estragou o momento! Que tipo de pergunta é essa?
- O que? Nunca fiz isso.
- Nunca abraçou alguém?
- Engraçadinha. Nunca imaginei que... E foi tão... Não sei o que dizer.
- Olha pra mim. - Segurei seu rosto em frente ao meu. - O que vê?
- A pessoa mais linda do mundo?
- Boba. - Lhe beijei. - Essa sou eu que estou vendo.
- Sim, me referia ao meu reflexo no espelho atrás de você.
- Ta legal pessoa que decidiu ficar engraçada. Mandei olhar pra mim, não pro espelho. - Olhei em seus olhos. - Está olhando pra uma pessoa completamente feliz, feliz por sua causa, você fez isso. Tem dúvida se foi bom?
- Eu... Não sei. - Ela só pode estar brincando.
- Fala sério, S/n! - A afastei e desci da pia.
- Que foi?
- Já estava ficando desconfortável.
- Ta.
- S/a, pelo amor de Deus, pela forma como gemi, pela for como implorei por mais... Óbvio que foi sensacional e inesperado. Eu amei! - Percebi que ela precisava ouvir de mim ou não ficaria satisfeita.
- Foi inesperado pra mim também. - Ela me observava enquanto me arrumava.
- E o que achou? - Levantei a cabeça após subir a calcinha.
- Eu queria sentir você, foi diferente. Pra melhor. - Ela colocou as mechas do meu cabelo pra traz da orelha. - Você é linda.
- Ta bom. - Eu ri da forma boba que ela falou.
- E deliciosa. - Ela mordeu meu queixo.
- Ta bom. - Eu estava achando realmente engraçado.
- É serio. - Começou a distribuir beijos em meu pescoço.
- Ta bom, você também é linda.
- E minha irmã? - Respirei fundo pra não estrangula-la.
- Pra que estragar os momentos cara? Qual o prazer que sente nisso? Sua irmã é linda e engraçada... Mas ela não é você. O que importa pra mim é você! - Só notei o que havia dito quando S/a abriu seu belo e raro sorriso.
- Demi, só não sei lidar com a minha irmã. Desculpa por isso.
- Converse comigo. Lidaremos juntas. Também tenho uma irmã mais velha e sei como pode ser complicado.
- Tudo bem. A Paula, é só negócios. Não precisa ter ciumes.
- Ter o que? Acho que não ouvi direito.
- Ciumes.
- Claro que não tenho ciumes. - Tenho e muito! - É que você é a unica que conheço aqui.
- Sei. - Certamente ela não acreditou. Foi a pior atuação da minha vida. Nos recompomos e decidimos voltar a festa. - Estamos bem? - Me perguntou durante o trajeto.
- Maravilhosamente bem. - Andávamos lentamente para os fundos da casa, não nos tocávamos, mas estávamos bem próximas. - Foi inesperado de que forma?
- Como assim?
- Você disse que foi inesperado o que aconteceu no banheiro.
- Claro, não costumo planejar sexo no banheiro.
- Então ta.
- Brincadeiras a parte. Desde Nova Iorque, fiquei imaginando se isso aconteceria...
- Você me chupar?
- Demetria! - Comecei a rir descontroladamente. - Para!
- O que?
- Deixa pra lá.
- Não, me conta.
- Não sabia como ia acontecer e não sabia se eu faria certo. Mas apenas aconteceu e foi incrível, maravilhoso, você é maravilhosa. - Fiquei realmente excitada ao ouvir isso.
- Ual! Eu te beijaria facilmente agora.
- Não faça isso. - Ela disse rindo.
- Não farei, mas que fiquei com vontade de fazer o mesmo com você fiquei. - Falei mais baixo já que chegávamos perto das pessoas.
- Onde estavam!? - Giovana perguntou.
- Eu estava mostrando a casa pra Demi.
- Sim, acabamos nos distraindo com a conversa. A propósito, a casa é maravilhosa, Sra. - Fui interrompida por um olhar serrado. - Perdão, Julia. - S/a me olhou como se me chamasse de sínica, mas não era de todo mentira, o que vi da casa era maravilhoso.
- Obrigada Demi.
  A conversa entre, Julia, Luna, Giovana, S/n e eu estava boa e já levava algum tempo, era uma conversa de mulheres, elas frequentemente me perguntavam sobre como é pra mim fazer coisas normais, o que eu achava engraçado, já que não faço nada anormal. S/a parecia um pouco entendiada, mas sempre que me olhava tratava de colocar um sorriso nos lábios, eu também fiz questão de lhe dar bastante atenção, pra que ela esquecesse essa história boba com a sua irmã, pra minha sorte, um senhor mantinha Paula entretida e longe de nós, mas sempre notava seu olhar pesado pra gente.
- Saco!
- Algum problema, Demi? - S/a rapidamente me questionou.
- Não, me desculpem, só me assustei com meu celular. - Tentei fazer com que voltássemos pra conversa sem ser percebida. A verdade é que fiquei nervosa ao ver que era o Wilmer e claro que S/n notou o nervosismo e não parou de me encarar.
- Por que não atende de uma vez? - Ela pareceu zangada, talvez pelo fato de eu não tirar o olho do celular, mas é que o Wilmer começou a ligar insistentemente, então achei que fosse melhor mesmo atender e faze-lo parar de atrapalhar.
- Com licença meninas, é meu namorado, não o vi o final de semana inteiro, acho melhor atender.
- Com certeza, sem problema. - Julia foi gentil e educada como sempre. Me levantei e em seguida me afastei um pouco de onde estava, eu podia sentir o peso do olhar da S/a sobre mim, mas o que eu podia fazer?



People, perdão a demora e o capitulo pequeno, mas como havia dito, estou em período de provas, então, estou focando bastante nisso, mas quando entrar de ferias pretendo recompensar. Só postei mesmo pra não ficarem muito tempo sem nenhuma postagem. Mas me digam, o que acham que vai sair dessa ligação? Kisses!! ;)



sexta-feira, 17 de junho de 2016

I Kissed A Girl - Cap. 27

Demi narrando
  S/n havia me contado que seu pai era empresario, mas não sabia que era tão bem sucedido, por isso quando chegamos acabei me surpreendendo, a casa era muito bonita e bem grande.
- Ual! Quando crescer vou trabalhar pra ter uma casa assim! - S/a riu discretamente.
- Como se sua casa fosse pequena. - Ela tinha razão, mas isso não me deixou menos preocupada a respeito do tipo de pessoas e festa que eu encontraria lá dentro.
- Tem certeza que estou bem vestida? - Perguntei quando paramos com o carro.
- Está nervosa?
- Talvez...
- Relaxa. - Apertou minha coxa e me deu um beijo na bochecha. - Vamos?
- Ok.
- Você vai ver, não é uma grande festa, só uma reunião, com alguns amigos. - Abriu a porta do carro e com a mão me ajudou a sair. Fomos de mãos dadas até a grande porta da entrada, mas só percebi quando ela soltou pra procurar algo na bolsa. - Achei. - Retirou a chave e destrancou a maçaneta.
- Licença. - Disse entrando na casa, vai que tivesse alguém, eu tinha que ser educada.
- Quem vê pensa. - Sorriu para mim. - Não fica nervosa ta? - Eu fiquei um pouco quando observei a escada larga que levava pro andar de cima. -  Meus pais são tranquilos, a casa engana. E tenho certeza que já foi a festas mais chiques.
- Só não quero passar ou te fazer passar vergonha.
- Impo... 
- O churrasco é nos fundos, não no hall! - Uma voz feminina e alegre a interrompeu atrás de mim.
- Calada. Já estamos indo. - Me virei e me deparei com uma mulher muito bonita, parecida com a S/n e mais velha que ela, mas não o suficiente para ser sua mãe.
- Quando a mamãe disse que você traria uma amiga sem ser a Giovana não acreditei. E agora acredito menos ao ver Demi Lovato ao seu lado.
- Calada, Luna! - S/a repetiu.
- Prazer, Luna Dalstrin! -Se aproximou me estendendo a mão, com um belo sorriso em seu belo rosto. - Irmã disso ao seu lado. - Me fez rir.
- Prazer o meu. - Peguei em sua mão e a cumprimentei. 
- Que bom que já se conheceram, agora vou te apresentar quem importa. - S/n me puxou pelo braço. Olhei para trás e vi que Luna nos observava, ou me observava, com um sorriso largo. - Prazer o meu?! Que porra foi aquela? - S/n, estava brava e mais seria que o normal.
- Que? - Me fiz de desentendida, mas tinha quase certeza que era ciumes.
- Olha se não é a mais nova dos Dalstrin. Quanto tempo! - Um moreno alto de suéter me assustou. Será que só tem gente bonita nessa casa?
- Nos vimos sexta na reunião, Carlos. - S/a disse risonha, risonha demais pro meu gosto.
- O que posso fazer se um dia longe de você já me mata de saudades. - O tal Marcos lhe abraçou. Não acho mais ele bonito, ele é ridiculo, solta ela!
- Essa é a Demi. Demi, esse é o Marcos, trabalha na publicidade da empresa. - A bom, achei que não iria me apresentar.
- Olá. - Disse firme, sem deixar de ser educada.
- Demi Lovato? A cantora né? - Não, a palhaça que está completamente desconfortável.
- Ela mesmo! - S/a respondeu sem nem me dar tempo de pensar.
- Não sabia que conhecia pessoas como ela, Dalstrin. - Como eu como? Já posso ir embora?
- Como ela como? - Muito bem, boa garota.
- Acho que ele quis dizer talentosa e famosa. - Tentei ser mais convencia que a copia perfeita de modelo da Lacoste, acho que funcionou.
- Nos falamos depois?
- Isso, depois, agora podemos conhecer seus pais? - Entrelacei meu braço ao dela. Eu estava morrendo de vergonha por conhece-los, mas queria arrasta-la para longe.
- Claro.
- Quem é ele? - Tentei soar naturalmente, enquanto nos distanciávamos.
- Trabalha na empresa, falei isso.
- É intima assim de todos que trabalham lá?
- Ciumes?
- Ai, vamos logo! - É, acho que não estou soando tão natural.
- Ok. - Disfarçou o riso. Caminhamos mais um pouco até uma porta de vidro, que nos levou aos fundos da casa. S/a me apresentou a mais alguns amigos que trabalhavam com ela e o pai, todos foram educados, mas nem todos foram simpáticos. Mas realmente não tinha muitas pessoas, o que fez com que eu me sentisse mais a vontade - Pai, essa é minha amiga, Demi. - Nos aproximamos do homem que estava na churrasqueira.
- Um minuto. - Virou uma carne na churrasqueira, pelo cheiro devia estar uma delicia, a ultima vez que comi foi no almoço, já estava começando a pensar com o estomago. - Desculpa. - Se virou em nossa direção. - Oi filha. - A abraçou. - Mauricio, prazer, Demi. Que demora, foi busca-la no Brasil? - Falou brincalhão, comecei a me perguntar de onde vinha essa rabugice dela.
- Prazer, Sr. Dalstrin. A culpa foi completamente minha pela demora.
- Nem precisava dizer, minha filha tem uma pontualidade britânica, chega a ser chato. Essa menina é toda esquisita.
- Pai! - Parei de rir, quando percebi que ela ficou sem graça.
- Me desculpe novamente.
- Imperdoável! - Entrei em choque.
- Pai!
- Não pela demora, mas você me chamar de senhor imperdoável. - Ri aliviada.
- Meninas! Finalmente chegaram! - Me virei em direção a voz e agora tive a certeza de ser a mãe da S/n, elas são idênticas.
- S/a, achei que eu fosse embora sem antes lhe ver. - Não com a mesma certeza, desconfiei que a mulher séria e sedutora, que acompanhava a Sra. Dalstrin em nossa direção, fosse Paula. Cheia das intimidades com a MINHA S/a.
- Sou Julia, mãe da S/a, você deve ser a Demetria de quem ela tem falado. - Tem? Gostei disso. - Mas ela não contou que se tratava da Demi Lovato. - Me cumprimentou com um beijo no rosto.
- Menos mãe!
- O que? Muito simpática? Desculpa filha, mas gosto de deixar claro pras pessoas que se você é tão chata a culpa não é minha. - Tive que rir.
- Estava dizendo a mesma coisa amor, não sei a quem ela puxou. - Mauricio estava atento a churrasqueira, mas participava da conversa.
- Não peguem no pé da garota, ela só está sendo educada. Prazer, me chamo Paula Dalavia. - Quem perguntou?
- Prazer, Sra. Dalstrin. Pode me chamar de Demi, sua filha que tem mania de me chamar de Demetria. Olá Sra. Paula, - Dei enfase no Sra. - me chamo Demetria Lovato. - E você não tem direito nem de me chamar.
- Ok, Demi! Mas nos chame pelo primeiro nome. - Julia sorriu.
- Mauricio! To morrendo de fome, pelo amor de Deus, me arruma algo pra comer. - Reconheci a voz da Giovana. - Demi, quanto tempo desde o café da manhã! - Todos nos encararam curiosos, tenho certeza que sorri de desespero.
- Tentei segura-la o máximo que pude. Mas o espirito faminto a possuiu. - Um homem atraente se aproximou.
- John! - S/a se jogou em seus braços, desse jeito não vou aguentar!
- Oi, linda! - Disse sorridente.
- Oi, sou a Demi. - Vai que alguém note minha presença novamente.
- Prazer Demi, pelo jeito fui o ultimo a te conhecer. - Momento vergonha novamente. - Sou Johnny, mas me chame de John.
- Sem problema.
- Pai, a Demi e eu queremos comer também. - Como ela sabe?? Posso beijar?
  Mauricio não demorou a nos servir, a comida estava ótima, e tive que admitir, foi o melhor churrasco de todos.
  A companhia também era muito agradável, mesmo quando a S/n me deixava pra falar com alguém. Seus amigos me deixaram bem confortável, tirando as vezes que Giovana me colocava numa situação comprometedora, o que me deixava envergonhada. Conversando com eles me senti mais intima e mais próxima da S/a, principalmente falando com a sua irmã, Luna é uma pessoa muito agradável e nossa conversa fluía.
- Como se conheceram? - Luna perguntou sustentando seu sorriso.
- Foi numa...
- Foi na Crazy. - John me interrompeu.
- Jura? - Luna pareceu intrigada.
- Eu falei que temos bons frequentadores.
- Temos?
- Sim, John é o dono. - Giovana me respondeu enquanto ainda atacava a comida.
- Que legal! Eu não sabia que era você. O lugar é incrível, parabéns. - Eu não me lembro muito do lugar em si, mas o fato de ser onde conheci a S/a, o tornava especial.
- Não precisa mentir, Demi.
- Quieta, Luna! Você até hoje não apareceu por lá, não pode opinar. Demi, fico feliz em saber que gostou, é minha convidada, sempre que quiser.
- Aproveita e convence a S/n ir também, ela é uma chata.
- É mesmo. - Tive que concordar. - Mas vou falar com ela, quem sabe ela decida ir.
- Luna, pode pegar salsa pra mim? - Julia pediu.
- Ta né, enquanto a filha inteligente finge ser sociável, a filha linda e simpática serve de escrava.
- Ai, Luna, você é ótima! - Falei rindo.
- Eu sei! - Exclamou de uma maneira engraçada. - Me ajuda?
- Claro. - Me levantei para acompanha-la.
- Isso vai ajuda-la, salsa é muito pesada, ela não vai conseguir trazer sozinha. - Luna apenas mostrou a língua como resposta ao comentário de Giovana.
  Passei pela S/a, que estava séria conversando com um senhor, sorri ao ver sua concentração. Ela me notou, e por um breve instante um sorriso se fez em seus lábios, mas logo se desfez, não entendi o motivo.
- Tudo bem? - Sua irmã me tomou a atenção enquanto andávamos.
- É, acho que sim. - Voltei a olhar a S/n, mas dessa vez eu que deixei de sorrir, no lugar do sorriso mordi o lábio de forma insegura. Senti uma coisa estranha ao vê-la se afastando das outras pessoas com Paula ao seu lado, fiquei irritada, desconfortável... Não sei explicar o que sentia.
- Ciumes. - Luna disse ao entrarmos na cozinha.
- Oi?
- Minha irmã, não liga pra cara feia dela ao te ver ao meu lado. Ela tem ciumes de todos os amigos que ficam perto de mim. - Senti um certo alívio, achei que ela tivesse notado o que eu realmente estava sentindo.
- Bobagem, duvido que ela sinta ciumes de mim.
- Tenho certeza que sim, ainda mais pela maneira que olha pra gente. Não a critico, quero dizer, não é pra menos, já que você é de longe sua amiga mais bonita. - Pudi sentir minhas bochechas queimarem.
- Obrigada. - Sorri tímida, mas incentivei a conversa. - Mas de qualquer maneira, nos conhecemos há tão pouco tempo, acho que está longe dela sentir algo do tipo por mim.
- Não agradeça, é apenas a verdade, você é linda! E conheço minha irmã. Tem algo diferente no jeito que ela te olha.
- Você também é muito bonita. Alias, que família maravilhosa. Mas acho que está enganada.
- Adoro elogios. Nunca me engano. - Falou convencida. - Por que acha isso? Ela não tem motivos pra ter ciumes?
- Não sei, acho que não.
- Eu sentiria. - Luna estava próxima de uma maneira comprometedora, mas se afastou assim que sua irmã entrou dando altas gargalhadas na cozinha, esse som me fez sorrir, mas vi que suas gargalhadas vinham acompanhadas pelas da Paula.

Você narrando
  Estava tudo indo bem, Demi estava enturmada e parecia se divertir com meus amigos, eu só estava um pouco incomodada com a proximidade da minha irmã com ela. Luna nunca precisou dizer que era bissexual, ela sempre deixou claro que gosta de pessoas, independente do sexo, origem ou raça. Sempre senti ciumes da minha irmã com os meus amigos, já que ela é todo descontraída, alegre, bonita e simpática, mas nesse caso era diferente. Demi vive reclamando sobre eu ser séria demais e parecia estar amanado a espontaneidade da Luna. Não posso nem ficar brava com ela, primeiro por não ter direito nenhum sobre a Demi, segundo por eu não ter contado sobre nosso "relacionamento" pra Luna, mas ela não podia dar em cima de alguém que acabou de conhecer... Pensando bem, podia sim, era a Luna.
  Paula me chamou para conversar sobre negócios, estranhei quando ela pediu pra conversarmos a sós, mas não dei muita importância. Acabou que mal conversamos sobre trabalho, foi mais sobre coisas pessoais, pude conhece-la melhor, descobri que ela tinha se divorciado do marido e que estava pensando em abrir uma nova empresa. Nossa conversa ia bem, até ela me pedir pra acompanha-la ao banheiro, não entendi o motivo, já que ela já havia estado aqui, mas a acompanhei sem questionar.
  Estávamos a caminho do banheiro e Paula me relatava um fato engraçado sobre um homem machista no começo de sua carreira. Entramos na cozinha rindo, mas parei ao ser surpreendida pela proximidade de Demi e Luna. Mas que merda tava acontecendo na cozinha?? Demi tava pegando minha irmã? Como assim!?
- Desculpa atrapalha-las, só estamos indo ao banheiro. - Paula falou alegre, acho que ainda efeito da risada.
- Juntas!? - Demetria se apreçou na pergunta.
- Sim. - Paula respondeu na mesma rapidez que Demi, enrolou seu braço no meu e continuou caminhando, não sabia como reagir ou o que dizer, apenas a acompanhei. Mas antes notei a cara de espantada da Demi, na certa ela não esperava ser flagrada por mim.
- Paula, se não se importa, preciso falar com meu pai. - Estávamos na porta do banheiro.
- Sem problemas, eu acho o caminho de volta. - Ela piscou pra mim? Acho que não.
- Licença. - Saí antes que pudesse ficar mais constrangedor.
  Eu não precisava falar com meu pai coisa nenhuma, precisava falar com meus amigos. Dei a volta pelo outro lado da casa para não correr o risco de encontrar as duas se pegando na cozinha e torci para elas não estarem conversando com o John e com a Gi. Pra minha sorte elas não estavam, mas estavam juntas rindo e se divertindo na churrasqueira ao lado dos meus pais.
- Nem precisa falar. - Giovana disse assim que me sentei. - Por que não vai lá? - Nós três observávamos a alegria ao redor da churrasqueira.
- Por que eu iria atrapalhar?
- Fala sério S/n! - John falou com a expressão fechada.
- Você nunca atrapalha amiga. Você é incrível.
- Além do mais, vocês estão ficando, ou sei lá, mas têm alguma coisa, logo ela te deve satisfação.
- Claro que não deve! - Dizer isso em voz alta me fez cair na real, Demi não é minha, não posso cobra-la de nada, e isso me deixa frustrada. - E o que posso dizer? Não vou lá estragar, olha como eles estão rindo e se divertindo.
- Não sabemos o que está acontecendo, mas Demi a todo momento te procurava com os olhos enquanto estava conosco e quando te achava não parava de te olhar.
- Vai ver estava esperando você não estar por perto pra ficar com a Luna.
- John! - Giovana o repreendeu, mas até que ele estava certo.
- O que elas estavam fazendo? - Perguntei.
- Conversavam com a gente, até sua mãe pedir pra Luna pegar uma coisa e ela chamou a Demi para ajuda-la, só isso.
- E a Demi foi sem nem pensar.
- John, não está ajudando. S/a, vai ver a Luna só está tentado ser legal e se aproximar por saber que você gosta dela.
- Eu não posso imaginar você e ela juntas. - Johnny não tava colaborando mesmo. - Mas se gosta dela da um jeito.
- Eu não gosto dela! - Me exaltei um pouco, tentando negar pra mim mesma esse sentimento idiota e iludido. - Gosto, mas não dessa maneira. - Ficamos em silencio e comecei a imaginar como seria se fosse real, se desse certo pra nós. Mas ela é Demi Lovato, já tem um namorado e agora está interessada na minha irmã.


Demi narrando
- Vamos levar a salsa pra minha mãe, antes que ela me mate. - Eu tentava entender o que acabará de acontecer ali quando Luna me despertou.
- Claro, vamos. - Eu realmente havia ficado chocada, mas eu agiria normalmente, afinal, não tenho nada a ver com quem S/n fica.
- Meninas, estavam plantando essa salsa? - Julia me fez rir.
- Mãe, esse não é o tipo de erva que planto.
- Luna! O que a Demi vai pensa?
- Só estou brincando Demi. 
- Sem problemas, já notei o quão seu humor é diferente do da sua irmã. Julia, quer ajuda?
- Não precisa. 
  Após insistir um pouco, a convenci de me deixar ajudar. Eu precisava me distrair e tirar a cena patética da S/n indo ao banheiro com a Paula. Seus país me ajudaram nisso, me fizeram rir bastante e me contaram histórias constrangedoras da S/a. Seu pai foi conversar com uns amigos, eu só tentei me manter ali na churrasqueira com sua mãe e irmã, para evitar ter que falar com a S/n. 
  Não entendo porque ela fez questão de me trazer até aqui se ela ia ficar de papinho com a outra. Não estamos juntas, ou algo do tipo, mas ela poderia ao menos ter me respeitado, ou ter evitado essa situação. Não consegui evitar ficar longe dela por muito tempo, sua irmã me arrastou pra perto dela e de seus amigos.
- Ta pegando a Paula? - S/n arregalou os olhos, com a pergunta direta de Luna, assim que chegamos na roda em que estavam. Apenas aguardei a resposta.
- Sim, mas seus pais não podem saber. - Giovana respondeu por ela.
- Que? Não! - Tentou negar, mas já era tarde. Eu não queria mais ficar ali.
- Não precisa esconder da sua irmã. - John a incentivou a assumir, não acredito no que está acontecendo, senti uma vontade e tanto de correr dali, não sei porque dessa vontade de chorar.
- Para John. Não é verdade, Demi. 
- O que a Demi tem a ver com isso? - Luna estava confusa. 
- O que está acontecendo? - Só o que me faltava, Paula brotou ao nosso lado.
- Desculpa, com licença. - Não aguentei, me retirei em passos largos e acelerados.


Você narrando
  Não sabia o que estava acontecendo ali, mas não podia deixar que Demi acreditasse na brincadeira idiota daqueles dois. Mesmo que ela merecesse sentir o que eu estava sentindo, tentei corta-los ao perceber que ela estava ficando um tanto quanto desconfortável com a conversa, mas foi em vão, Paula chegou pra piorar tudo e Demi saiu quase que correndo do ambiente.
- Por que fizeram isso? - Perguntei nervosa.
- Atrapalho? - Paula não perdeu a pose, o que me deixou ainda mais irritada.
- Não vê que sim? - Luna não vai com a cara da Paula e nunca faz questão de disfarçar quando não gosta de alguém.
- Luna! - A repreendi.
- Vai defender a namoradinha?
- Que? - Paula ria.
- E você, não deveria ir atrás da sua?
- Do que está falando S/n? - Agora apenas eu e Luna "conversávamos", acho que estava mais pra uma discussão.
- Vi você e a Demetria na cozinha?
- Está maluca? Ela é bonita, atraente e legal, mas acabei de conhecer. Você está ficando louca, não estava acontecendo nada na cozinha.
- Eu vi o quão próximas estavam. Nós vimos. - Encarei a Paula que deu de ombros.
- Eu ia tirar uma folha que estava no cabelo dela. - Que história mais furada.
- A ta!
- Vai logo atrás da sua amiga, se é que são amigas mesmo. - A essa altura acho que ela percebeu que tinha algo alem. - Pode nos dar licença? - Luna serrou os olhos pra cima da Paula.
- Até logo S/a.
- Até logo S/a. - Giovana a imitou.
- S/a, se eu soubesse que estava rolando qualquer coisa entre vocês eu nunca teria me aproximado demais da Demi, mas não tinha como eu saber, sequer passaria isso pela minha cabeça, você nunca... Deveria ir conversar com ela. - Eu estava irritada, mas sabia que Demi não estava bem, então decidi procura-la.
- Demi? - Bati na porta do banheiro.
- Eu?
- Tudo bem? - Eu estava brava e confusa, mas impossível não me preocupar com ela.
- Sim, já vou sair.
- Abre a porta.
- Só estou retocando a maquiagem.
- Ok, irei esperar aqui. - Foi o que fiz, fiquei alguns minutos encostada na porta esperando que ela a abrisse.
- O que estava fazendo? - Demi perguntou assustada quando eu cai pra dentro do banheiro quando a porta abriu.
- Estava te esperando.
- Na porta?
- Acho que não foi minha melhor ideia.
- Com certeza não. - Falou deixando o banheiro.
- Espera. - A impedi de sair e nos tranquei.
- O que está fazendo?
- Temos que conversar.
- Sobre? - Por que ela está fazendo isso?
- Por que saiu daquele jeito?
- Precisava usar o banheiro. - Ela respondia de uma forma distante. Pude notar que sua maquiagem realmente tinha sido retocada.
- Pra retocar a maquiagem?
- É. Podemos voltar?
- Demi.
- O que é?
- Por que está tão impaciente?
- O que você quer? Pare de enrolar. O que quer conversar?
- Não sei, talvez sobre você e minha irmã se beijando ou quase se beijando.
- Que?
- Sei que não posso cobrar nada...
- Não mesmo! - Agora ela estava sendo seca. - E eu não sei do que está falando.
- Vai se fazer de desentendida? - Falei nervosa, minha paciência já estava no fim.
- Acho melhor eu ir embora. - Pegou na maçaneta, me deixando entre ela e a porta.
- Demetria!
- O que quer, S/n? Quer que eu fale que estou puta por estar com a Paula na minha frente? Quer que eu fale que não gosto de te ver perto dela? Quer que eu fale que vim no banheiro por achar que fosse chorar? Eu não vou fazer nada disso! Você não é minha S/n! - Nossa respiração era pesada por conta do nervosismo.
- E nem você é minha! - Falei irritada. - Você fica tão sexy nervosa. - Apertei sua cintura e nos aproximei.
- Me faça ser sua! - Demi sussurrou na minha orelha.
  Não demorei para puxar seus lábios com os meus. Nosso beijo era intenso, acho que ambas descontavam a braveza que sentia no beijo. Demi arranhava minha nuca e apertava minha bunda. Era um beijo selvagem, a empurrei de forma a encosta-la na pia e a levantei para que pudesse sentar na mesma. Ela enroscou suas pernas ao redor do meu corpo, nos deixando próximas, só paramos o beijo quando, sem soltar suas pernas, ela empurrou meus ombros, aproveitamos para encher nossos peito de ar. Mal pude parar para pensar e a Demetria, de maneira desesperada, começou a abrir os primeiros botões da minha camisa, assim que o fez, levou suas mãos na parte do sutiã que contornava meu busto e me puxou para um beijo quente e rápido. Separou nossos lábios novamente e sugou minha clavícula com força, não consegui controlar o gemido. Demi abaixou meu sutiã, deixando a mostra meus seios, apressada, contornou a aréola com a língua e começou a sugar o mamilo com força, eu arfava de prazer e apertava suas nádegas. Quando parou de chupar meu peito, me olhou e mordeu os lábios, eu tinha certeza do que ela queria.
  Me abaixei de uma forma que eu ficasse entre suas pernas, com minhas mãos contornei suas pernas grossas, do joelho até a bunda, levando junto seu vestido. Tentei puxar sua calcinha, mas não foi possível, Demi então apoiou suas mãos no meu ombro e ergueu um pouco o quadril, assim que o fez, abaixei a calcinha. Passei meu dedo médio na linha dos lábios maiores e senti sua pele fervendo. Levei minhas mãos até sua grande bunda novamente, mas dessa vez a arrastei sobre a pia, fazendo com que a mesma se aproximasse da minha cabeça. Mordisquei seu monte de vênus, afastei suas pernas, lentamente lambi a extensão externa e ainda tomada pela raiva misturada com desejo, enfiei minha língua na sua vagina, nesse momento Demi gemeu alto. Puxei sua bunda, facilitando a penetração, comecei com movimentos rápidos de cima para baixo, mas aos pouco fui desacelerando e movendo minha língua de uma maneira mais sutil, agora alternava entre círculos e sugadas, podia ouvir seus suspiros e respiração descompassados. Ela afagava minha cabeça incentivando meus movimentos.
  Eu nunca havia feito isso, mas pela forma como gemia de prazer e pedia por mais me incentivava a continuar e me fazia sentir mais vontade de sentir seu gosto. Senti sua intimidade contrair e Demi inclinar o corpo na direção do espelho. - Vou gozar. - Anunciou. Aprofundei minha língua e a movi com rapidez, suas mãos empurraram minha cabeça pra perto, senti um liquido invadir minha boca no mesmo instante que Demi abafou um grito. Suas mãos repousaram sobre meus ombros, eu beijei e lambi toda sua vagina, sentindo todo seu sabor. Em seguida me levantei e lhe tomei os lábios, seu corpo ainda estava mole e ela mal conseguia acompanhar o ritmo lento do beijo. Decidi deixa-la respirar, levei minha boca até o lóbulo de sua orelha o mordendo:
- Querendo ou não, você é minha. - Beijei seu pescoço, o que fez seus pelos eriçarem. Demetria desencostou do espelho e me apertou em um abraço forte. Embora reconfortante, senti um aperto no coração com esse abraço.





Babado, adoro! Demorei, mas postei. O que acham que vai acontecer? Capitulo grande pra compensar a demora e porque vou entrar em período de provas, então vai ficar mais complicado postar, mas relaxem que assim que der eu posto. E alguém aí vai no show do 5H em SP? Kisses!! ;)