terça-feira, 22 de outubro de 2013

YMMG - Capítulo 54


Você narrando 
  Não posso acreditar que a Demetria está fazendo isso, não posso acreditar que ela não vai aparecer. Já imaginava que essa festa seria um lixo por causa da minha mãe que nem olha na minha cara, mas sem a Demi está insuportável. Se não fosse pelos convidados eu subiria e ficaria no meu quarto até minha mãe me aceitar.
  Queria saber o porque da Demi não estar aqui, mas não vou ligar pra ela, ela que está errada.

Demi narrando
  Que lugar cheio, espero que tenha alguém conhecido. Fui andando até o bar, esbarrando em meio mundo de pessoas bêbadas, havia um ou outro conhecido, mas ninguém que me agradasse. Me sentei em um banco e logo fui atendida, pedi um Red Bull para começar e também não estava afim de ficar bêbada.  
 Olha quem está aqui, Joe Jonas e sua bela namorada, Blanda alguma coisa. 

- Senhorita, sua bebida.

- Brigada.
- Demi? - Deveria saber que o melhor amigo do Joe estaria aqui.
- Wilmer! - Disse como se estivesse surpresa.
- O que faz aqui?
- Vim andar à cavalo. 
- Seu bom humor me surpreende.
- Não enche.
- Faz um tempo que não nos falamos.
- Isso prova que você não estava afim de ser apenas meu amigo, precisava mais que isso, foi eu começar a namorar pra você sumir.
- Você sabe que não é verdade, gosto de ficar com você, mas sua amizade e sua felicidade em primeiro lugar. Não queria atrapalhar seu namoro.
- Me poupe, Will, e sai daqui.
- Você que sabe, só não apronta, espero que sua namorada te controle, não queremos que amanhã as pessoas estejam falando de como você estava bêbada.
- Minha namorada não está aqui.
- Então acho bom você se cuidar sozinha. - Ele se levantou e depositou um beijo em cima da minha cabeça.
- Não preciso de ninguém pra cuidar de mim. - Disse quando ele se virou de costas e levantei meu belo dedo médio.
  Mas a verdade é que eu precisava sim de alguém pra cuidar de mim, principalmente agora, mas não era qualquer alguém, precisava dela, da minha bebê. Aquela otária! Estou com tanta raiva dela, gostaria de bater na cara dela, queria socar ela e depois fazer sexo selvagem com ela.
  No meio da minha revolta virei pro cara do outro lado do balcão e pedi o mesmo que o garoto ao meu lado estava bebendo, não sabia o que era, mas o menino parecia tão jovem e aguentava, eu também aguentaria, com certeza já havia ingerido coisa pior. Como deixaram ele entrar, ele não devia passar de dezesseis anos, e o pior não é o fato dele estar dentro e sim o fato dele estar bebendo. 
  Quando recebi meu pedido dei um primeiro gole com vontade, o primeiro é sempre o pior, queima, arde, me faz querer vomitar. Esse provavelmente foi o pior primeiro gole de todos, mas acho que foi porque doeu não só fisicamente, também doeu moralmente, o que meus fãs ou minha família e amigos pensariam se soubessem que depois de tanto esforço contra isso eu estava aqui novamente. Olhei pro garoto ao meu lado e lembrei de mim a alguns anos, terminei minha bebida e pedi outra, disse que queria a que mais estivesse saindo essa noite, depois que peguei meu copo fui para pista de dança, aquelas inúmeras luzes girando, piscando e se alternando entre si me deixavam cada vez mais tonta, havia uns caras tocando, a música não era ruim, me aproximei para ouvir melhor, não que eu entendesse algo do que eles diziam, a essa altura já não entendia nem meus pensamentos. 
  Acabei desistindo de ouvi-los e fui dançar, me lembro que alguns caras chegaram em mim e algumas garotas também, não adiantava, só pensava na imbecil que não atendia as minhas ligações. O Joe me viu e me chamou para se juntar a eles, que mal havia nisso, a noite não poderia ficar pior, a cada duas músicas o Joe chegava com uma rodada nova de bebida, a escrota da namorada dele a cada música se esfregava mais nele, acho que ela queria provar pra mim que ele era dela agora, a coitada não sabe que eu pouco me interesso nela e no namoro dela.
  Ei, parabéns Demetria Lovato, você  merece um prêmio, decidiu comemorar a morte do pai enchendo a cara, assim como ele costumava fazer. Olha onde eu cheguei, estou ajoelhada, no banheiro da boate, vomitando, com o Wilmer segurando meu cabelo, não posso negar, ele é meu amigo e eu gosto dele, só não como antes.
- Vem. - O Wilmer me ajudou a ficar de pé.-  Não precisa de ninguém, né? - Eu apenas olhei pra ele. - Toma essa água.
- Não quero! - Disse batendo na garrafinha que ele segurava.
- Para de ser rebelde e bebe logo.
- Quero sair daqui. - Tentei sair, mas não conseguia me movimentar direito.
- Vai sair assim que beber a água.
- Me dá isso. - Peguei a água e tomei tudo em menos de um minuto, eu estava com sede, mas não queria dizer ao Wilmer.
- Teimosa, ainda tem um gole. - Virei a garrafa. - Nem pense nisso! - Ele disse quando eu ameacei cuspir a água nele. - Demi, não!
- Hahahahahaha. - Sem quer comecei a rir descontroladamente da cara que ele fazia e acabei cuspindo toda a água nele. 
- Não acredito que fez isso. - Ele disse rindo.
- É, eu fiz. - Disse perdendo o equilíbrio e apoiando nos ombros dele. 
  Quando despertei da crise de riso percebi que estávamos muito próximos, ele olhava intensamente para os meus olhos, percebi o que estava prestes a acontecer e me afastei dele. Acho que ele percebeu meu desconforto.
- É, tá na hora da bêbada ir pra casa.
- Não quero ir pra casa! - Eu disse isso gritando por alguma razão desconhecida.
- Não adianta gritar. Está de carro?
- Sim, mas não quero ir, quero dançar.
- Já dançou bastante por hoje.
- Mas um pouquinho? - Ele nem me respondeu, apenas pegou na minha cintura e me levou para fora do banheiro, ele praticamente me carregava.
  Com um braço o Wilmer abria caminho e com o outro ele me servia de apoio. Com dificuldade chegamos ao estacionamento.
- Onde está seu carro?
- Lá! - Apontei na direção em que ele estava.
- Me de as chaves.
- Não! Meu carro, minhas chaves, eu dirijo!
- No estado em que você está não consegue dirigir nem carrinho bate-bate, e olha que nele a intenção é bater.
- Toma, mas dirigi direitinho.
- Eu estou sóbrio, diferente de umas pessoas por aí.
- Eu também estou. - Não sei porque, mas ele começou a rir. - Oops, soluço. - Disse dando um pulinho com o soluço.
- Está sim, agora entra. - Me joguei no banco de trás. - Pra sua casa?
- Não quero ficar sozinha!
- Pra minha casa?
- Engraçadinho.
- Nem bêbada trai a namorada que chata.
- Nem me fale daquela vadia, me leva pra casa da minha mãe.
- O que aconteceu entre vocês?
- Não quero falar, cala boca e dirigi.
- Grossa mal educada.
- Shiiiiiu, escuta o silêncio.
- Esculta o silêncio??
- É e pega meu celular aí na frente. - Ele me entregou o celular. - Puta que pariu!
- Que foi? 
- Tem 42 ligações perdidas.
- De quem?
- Da minha mãe, Marissa, pai, Dallas, tem até da Madison, mas nenhuma da vagabunda da minha namorada!
- Sua mãe vai te matar.
- Eu sei.
  Cheguei em casa e nem conseguia abrir a porta, o Wilmer tentou me ajudar, mas acho que eu estava fazendo muito barulho e minha mãe abriu a porta.
- Mãe, eu...
- Entra. Olá Wilmer. - Eu entrei, mas fiquei atrás dela.
- Oi, é... eu só vim trazer ela, aqui está a chave do carro e a bolsa dela, já estou indo.
- Obrigado por traze-la, espero que ela não tenha feito muitas besteiras.
- Não muitas, acho que ela só precisa de um banho gelado.
- Essa vai ser a última coisa que ela vai ter. - O Wilmer pegou um táxi que passava e minha mãe entrou.
- Acho que vou ir tomar banho e dormir. - Disse tentando me livrar da bronca.
- Vai sim,  mas só depois de nos ouvir. - Só agora que ela falou que me dei conta que ainda estavam todos na sala, menos a Maddie. - Senta. - Fiz o que ela mandou. - Onde você foi?
- Em uma boate. - Disse olhando pro chão.
- Uma boate? É tudo que tem a dizer!?
- Não grite mãe.
- Não grite!? Você imagina como estávamos preocupados? Você não tem mais 16 anos, Demetria! Não tem mais idade pra fazer esse tipo de coisa. E por mais que tenha 20 anos ainda nos deve satisfações, é assim que funciona nessa família e não é você que vai mudar isso. Se você queria ir para uma festa, fosse pra casa da sua namorada, ela deve estar te esperando até agora.
- Ela nem liga.
- A Dallas precisava de você e você nem se quer perguntou como ela estava. Nós demos um tempo pra você e você ficou trancada no quarto, sem comer. Nem preciso perguntar se comeu por aí, sei que a resposta vai ser negativa.
- Eu... eu...
- Não gagueje! 
- Pai, você não vai dizer nada?
- Estou decepcionado de mais para falar. - Escutar isso me doía mais que qualquer sermão.
- Dallas? - Ela apenas abaixou a cabeça. - Mary?
- Demi, você extrapolou.
- Não acredito nisso, todos vão ficar contra mim?
- O que você queria? Quer que passemos a mão na sua cabeça? Pense como eu me sinto ao ver minha filha chegar em casa nesse estado. Nós abrimos olhos pra você Demi, você pediu ajuda, nós ajudamos e agora você quer que deixemos você voltar a estaca zero?
- Não, mas...
- Sem mas! Vai para o seu quarto, tome um banho e vá dormir. Amanhã você irá acordar cedo e levará a chave do carro pra (SeuApelido), vai explicar tudo a ela e se desculpar por você e por nós. Ela não merecia isso, era importante sua presença lá.
- Também era importante que ela atendesse minhas ligações, também era importante que ela me ajudasse nesse momento. - Comecei a chorar, não queria isso, mas voltei a pensar no meu pai, pensei em como a (SeuNome) me queria lá hoje e não aguentei.
- Vai pro quarto, Demi. - Minha mãe disse mais calma.

Você narrando 
  Realmente ela não veio, ok, estou conformada, mas isso não vai ficar assim. O Arthur acabou de ligar e disse que estava vindo, disse pra ele que não precisava, que já era tarde, mas ele insistiu, disse que iríamos festejar mais um pouco, não engoli muito isso, ele estava estranho, parecia querer dizer algo.
  Não havia mais ninguém aqui, a Luana ficou toda bravinha por causa do meu namoro, então decidiu ficar no hotel e eu e a Amanda estávamos assistindo um filme de comédia quando o Arthur chegou.

- O que você tem? - Ele perguntou depois de se acomodar conosco no sofá.

- Nada. - Respondi sem ânimo.
- Ela ficou a noite inteira assim, ela já não estava bem por causa da tia, mas piorou quando percebeu que a Demi não vinha mesmo. - A Amanda se intrometeu.
- Ela nem passou aqui? - Ele fez uma cara de espanto.
- Não, nem ela, nem a família dela. Vou dormir, tudo que quero é que esse dia termine de vez.
- Ei, espera. - O Arthur puxou meu braço fazendo eu me sentar novamente. - Vim pra comemorar com vocês.
- Awwwwnn que fofo. - A Amanda bebeu?? Eu e ele olhamos para ela, que corou.
- Hoje não Thur, não consigo.
- Vai ficar assim a noite toda?
- Não, só até eu dormir.
- Nada vai fazer você se sentir melhor?
- Nada, Arthur, esquece.
- Ok, já que não tem jeito, tenho que te contar uma coisa. - Meu coração parou de bater e eu parei de respirar. - Não sei como te dizer, mas como seu amigo tenho que falar.
- Ok, mas fala de uma vez Arthur! - Me veio mil e uma coisas na cabeça, estava com muito medo do que ele iria dizer.
- A Demi estava lá, e com o Wilmer...
- E o que mais???
- Tudo que vi foi ele segurando ela pela cintura, eles andaram o tempo todo assim, e ela parecia estar mais pra lá do que pra cá.
- Eu não acredito que ela fez isso. - Eu estava tão decepcionada, tão magoada, tão machucada por dentro, dessa vez ela me feriu. Nem sei o que pensar.
- (SeuApe... - Não precisava ouvir nada.
- Não, Amanda, não precisa.
  Lagrimas não me saiam e também não expressariam a dor que eu sentia.










Vocês me deixam maluca kkkkk querem pegar a Miley, mas não querem traição, apesar que, sinceramente, eu concordo que traição é muito complicado e eu mesma já falei que acho traição imperdoável, e não é isso que queremos entre as duas, né? Mas no próximo imagine eu prometo que "você" pega a Miley. Vocês não estão mais comentando!? Preciso saber a opinião de todos, vocês que me ajudam a escrever a história e sem os comentários fica difícil. 

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Assim a gnt marca de se encontrar, mas quem não for também segue e adiciona :D Kisses!! ;)


domingo, 20 de outubro de 2013

YMMG - Capítulo 53

Você narrando
- Amor, tem certeza, não vai ficar chateada?
- Pela milésima vez Demi, não, eu não vou ficar chateada, é melhor assim.
- E que horas sua família vai chegar? - Ela disse subindo o zíper do meu vestido.
- O Arthur vai pegar todos no aeroporto e vai leva-los direto para cerimonia. 
- Eu queria estar lá pra ver você recebendo o diploma. - Me sentei para colocar a sandália. 
- Se der tempo passa lá, mas foi você mesma que disse que era melhor evitar uma discussão por lá.
- É melhor mesmo e acho que não vai dar tempo. Tenho um dos seus presentes de formatura aqui.
- Um dos? Como assim? Mais de um? 
- Se quiser não precisa aceitar, não gostei muito, mas não me importaria de ter que usar. - Me levantei enquanto ela mexia em sua bolsa. - Caralho!
- Que foi? - Me assustei.
- Acho melhor trocar de roupa.
- Por que? - Está tão ruim assim.
- Sério, acho melhor colocar um pijama bem comprido, com pantufas, de uma forma que não mostre nenhuma parte do seu corpo.
- Demi.
- Você está perfeita. - Ela falou sorrindo, olhando nos meus olhos. - Não posso deixar você sair assim.
- Que susto que me deu. - Me aproximei dela. - Boba, eu te amo muito.
- Eu também te amo e por isso que não vou deixar você ir assim.
- Vai deixar sim e mais tarde deixo você fazer o que quiser com esse vestido e com quem está dentro dele.
- Ok, mas só porque tem um otimo poder de me convencer a fazer as coisas. Fica de costas. - Me virei. - O cabelo amor. - Levantei meu cabelo e ela passou um colar pelo meu pescoço, não conseguia vê-lo por completo. - Espero que goste.
- Deixa eu ver. - Fui até o espelho e fiquei olhando o colar, não era muito extravagante, ele era muito delicado, tinha pingente em forma de coração vazado.
 Olhei-me por inteiro no espelho, e acho que foi a primeira vez que fiz isso e gostei da imagem que era exibida nele, acho que o fato da Demetria estar atrás de mim ajudou bastante, ela se aproximou e me abraçou.
- Você está linda. - Ela disse baixinho com a cabeça apoiada no meu ombro, me arrepiei.
- Só porque você está ao meu lado. - Sorri para ela através do reflexo no espelho.
- Claro que não, você é sempre linda, você tem um brilho nos olhos, uma sinceridade no sorriso, não consigo mais viver sem isso. Mas devo confessar, ficamos mais bonitas assim, juntas. - Fiquei de frente para ela que continuava com os braços envolta da minha cintura.
- E você acha que eu consigo viver sem você? Quero dizer, eu e você, nós, isso tudo, tem que ser pra sempre. Perfeito enquanto durar e tem que durar até depois do fim. 
- Engraçado como uma pessoa em apenas seis meses se torna seu mundo, sempre quis um namoro perfeito, mas o que nós temos... É bem melhor que tudo que eu poderia imaginar. 
- Não queria chorar.
- E não chore, segure essas lagrimas mulher, não vai borrar sua maquiagem. - Essa menina é tão perfeita.
- Isso é momento de fazer gracinha, Demi? - Falei sorrindo.
- Sem querer atrapalhar, - A Amanda entrou no quarto. - o carro chegou.
- Caramba, Amanda! Se eu não estivesse namorando você estaria com esse batom todo borrado. - Que vadia!
- Demetria! - Dei um tapa na cabeça dela, doeu até em mim, ninguém mandou.
- Ai! Doeu.
- (SeuNome)! Você é louca? - A Amanda perguntou assustada.
- Cale a boca antes que faça o mesmo com você! - A Demi começou a rir. - Ta rindo do que?
- Nada. - Ela disse levantando as mãos.
- Bom mesmo. E vamos logo antes que mate vocês duas. - Sai do quarto puxando a Demi pelo braço e deixando a Amanda para trás.
- Amor, desculpa? - Ela perguntou enquanto estávamos descendo as escadas.
- Não!
- Ei. - Ela me parou de uma forma que pudêssemos nos olhar. - E todo aquele romance no quarto?
- Acabou quando a Amanda entrou lá e você se jogou pra ela.
- Exagerada, eu estava brincando. - Fiquei a olhando. - Para de fazer esse bico. - Ela me deu um selinho.
- Não faça isso!
- Não posso lhe beijar?
- Não!
- Não posso dar um selinho no biquinho da minha namorada?
- Não depois de ter dado em cima da melhor amiga dela. - Voltei a descer a escada. - Amanda, vem logo! - Gritei para que ela descesse.
- Serio? Ficou tão brava assim?
- Mais do que imagina.
- Argh, eu te amo, bebê!
- Ta. - Ela me puxou pela cintura e me abraçou forte.
- Eu te amo, você é a mulher mais linda nesse mundo, não te trocaria por nada, nem ninguém, não vivo sem você...
- Vamos? - A Amanda apareceu.
- Vamos. - Respondi e me soltei da Demi.
- Tchau Demi. - A Amanda disse abrindo a porta e indo pro elevador.
- Tchau, se divirta e cuida dessa moça.
- Não preciso de baba. - Dei as costas e sai andando.
- Amor! - Não queria olha-la, mas foi incontrolável, virei para olha-la. - Sua bolsa. - Ela estendeu o objeto pra mim. - Atenda seu celular, ta?
- Aham.
- O elevador! - A Amanda disse de fora.
- Tenho... - A Demi me interrompeu.
- Pode ir na frente, Amanda. 
- Não! - Tentei evitar, mas a minha "melhor" amiga já havia entrado no elevador.
- Esculta, quero que você se divirta e que aproveite, mas não sai da linha e me atenda.
- Você pode confiar em mim, já eu não sei se posso confiar em você.
- Como assim? Para com isso. Estou tentando ser paciente com esse seu ciumes bobo porque hoje é seu dia, mas assim fica difícil. Eu confio em você, sei que não vai fazer besteira, mas não quero que fique bêbada e que pague mico, você quer se lembrar desse dia pra sempre e sei que vai se arrepender de não ter na memória um momento assim. Eu não tive e me arrependo, só quero que hoje seja perfeito pra você. Só estava brincando com a Amanda, mas se você prefere que eu me de mal com a sua melhor amiga a escolha é sua.
- Ok, me desculpe, é que arrrrrghhhhh, pense se fosse ao contrario.
- Se fosse ao contrario não me importaria e acharia graça se você brincasse assim com... a Marissa, por exemplo.
- Nós estávamos tão bem.
- E ainda estamos meu amor.
- Mesmo?
- Mesmo. - Ela sorriu, ela sabe que isso me tranquiliza.
- Você tranca o apartamento?
- Desço com você, deixa eu pegar minha bolsa. 
 Ela pegou a bolsa e descemos, fomos até o hall de mãos dadas.
- Porque sua mão está gelada e suando? - Ela me perguntou.
- Acho que estou um pouco nervosa, ansiosa e com medo de fazer alguma coisa errada. - Ela segurou firmemente minhas duas mãos.
- Respira fundo. - Assim eu fiz. - Não vai ser fácil, mas não é um grande problema. Não vou estar lá fisicamente, mas estarei de alma, mente e coração, além disso sua família estará lá, torcendo por você, só tem que subir e pegar o diploma, não tem como dar errado. E pensa que a noite iremos comemorar.
 Eu e a Amanda daremos uma festa, estará a minha família, a mãe e a irmã da Mandinha, Demi e sua família e alguns amigos, menos o Arthur que tem que tocar em uma grande casa de festas e eu não poderia deixar ele perder essa oportunidade, mas se desse tempo ele iria aparecer.
 Me despedi da Demi, depois que ela me tranquilizou e fui para faculdade.

Demi narrando
 Eu iria com a Marissa pegar o presente da (SeuNome), passei na casa da minha mãe para busca-la, antes do presente eu tinha alguns compromissos, depois da coletiva fomos para a concessionaria. Minha bebê tinha pego a carta, mas ainda não tinha tido tempo de procurar um carro, decidi fazer isso por ela. 
- Quero um carro assim também.
- Compra.
- Grossa. - Estávamos esperando o moço com as chaves e a Marissa não calava a boca.
- Marisa fica quieta, para de falar.
- Como você é chata.
- Eu?
- Senhorita, as chaves e os documentos. - Vendedor me entregou os papéis com a chave.
- Muito obrigada.
- Você pode me arrumar umas balinhas. - Marissa disse apontando para o bomboniere do outro lado do balcão.
- Marissa! - Dei uma cotovelada nela. - Me desculpe. - Disse ao moço.
- Sem problemas, aqui está. - Ele estendeu a mão com algumas balas, abaixei a cabeça e balancei negativamente. - Espero que aproveite sua nova aquisição.
- Obrigada, mas não é pra mim.
- É pra senhorita? - Ele se referiu a Mary.
- Quem me dera, - Ela disse tentando abrir a bala que ela não tinha guardado na bolsa. - depois que essa ingrata começou a namorar se esqueceu de mim.
- Nós já estamos indo, obrigada pela atenção e desculpe a malcriação dessa criança, vou coloca-la de castigo.
 Demos meia volta e fomos até o carro.
- Marissa, não acredito que pediu as balas!
- Pedi mesmo.
- Eu não disse que iria comprar depois pra você?
- Disse, mas e se você não achasse das mesmas?
- Quantos anos você tem?
- Depende, idade mental ou cronológica? 
- A média das duas.
- Sei fazer conta não. - Ri do jeito que ela falou.
-  Criança, você leva o meu carro e eu levo o da (SeuApelido).
- Quero levar o novo.
- Não enche.
 Deixamos o carro na garagem do prédio da (SeuNome) e voltamos pra casa da minha mãe no meu carro. Chegando lá fui descansar no meu antigo quarto, só iria voltar pra casa da (SeuApelido) às 22 e ainda eram 16, meu show ontem foi até às 2 da manhã e tinha ido dormir às 4 e às 9 já estava em pé, assim não dá, precisava dormir.
- Demi, filha, acorda. - Meu pai estava sentado ao lado da minha mãe na cama, Maddie estava em pé afrente da Mary que estava ao lado da Dallas que estava com uma cara enxada de choro, todos estavam estáticos, não era um bom sinal.  
- O que está acontecendo? - Olhei rapidamente no relógio e eram 18 horas e alguma coisa.

Você narrando
 Minha casa estava uma zona, tínhamos acabado de chegar da celebração, estava eu, a Luana (sua outra melhor amiga, pra quem não lembra) e a Amanda tentando arrumar as coisas rapidamente, enquanto o Arthur leva minha família e a família da Mandy pro hotel.
- Ai, que saudades de vocês. - A Lu disse se jogando no sofá.
- Também sentíamos sua falta. - Disse me sentando.
- Amanda, jura que a (SeuNome) desencalhou antes que você?
- Vai se foder, Luana. - Ela disse jogando uma almofada.
- E eu não acredito que você não está com o Arthur, ele é tão lindo e da pra ver que ele gosta de você.
- Somos só amigos agora e eu amo outra pessoa.
- Que cara poderia ser melhor que o Arthur? Ele deve ser um deus, perfeito.
- Em primeiro lugar ele não é nada disso e... - Comecei a falar.
- Em segundo lugar "ele" nem existe.
- Por que fingiu que estava namorando? - Luana perguntou espantada.
- Não estou fingindo, eu namoro, mas eu na... - Vou dar na cara do próximo que me interromper. 
- Ela namora uma garota, pronto, falei.
- Amanda! - Não acredito que ela disse, mas por um lado me sinto aliviada.
- Como é? Estão tirando com a minha cara né? Só pode.
- Eu não sei como explicar, apenas aconteceu, ela é incrível.
- Isso é serio, Amanda?
- Aham.
- Como não me contou, como pode fazer isso, não posso acreditar. Isso é loucura.
Nesse momento o Arthur entrou na sala seguido por todos.
- Tia, você sabia que a (SeuNome) namora uma menina?
- Luana! - Eu e a Amanda dissemos juntas. 
Todos ficaram em silêncio e olhando pra mim, o que vou dizer agora? 
- Isso é verdade filha? - Não tinha coragem de responder.
- Amanda, mostre o apartamento pra mim e pra sua irmã, vamos também Luana. - A mãe da Amanda levou todos ao andar de cima, menos minha mãe, minha irmã e meu padrasto.
- Eu já vou indo, mais tarde dou um jeito de aparecer. - O Arthur falou indo embora.
- Ande, fale-nos, o que está acontecendo. - Meu padrasto se mantinha calado, ele sempre fica quieto e ouvindo, e a minha irmã acho que nem estava entendo direito.
- Eu conheci ela no shopping e depois o "destino" nos fez se esbarrar no mercado, desde então não nos separamos.
- Simples assim? Você vira "lésbica" do nada e tudo normal. Isso é apenas uma fase, que aconteceu tardiamente, mas está acontecendo. (SeuNome), você não é mais uma adolescente, não pode ficar dando uma de rebelde. O que aconteceu com a minha filha?
- Ela está aqui e está apaixonada. Apaixonada por uma mulher que a ama e que faz sua filha se sentir a pessoa mais feliz do mundo.
- Serio que você está namorando uma menina?
- Fica quieta, Bruna! Não é coisa pra criança. 
- Não sou criança.
- Não fale desse jeito com a sua irmã, (SeuNome).
- Ela fica se intrometendo.
- Ela quer respostas, assim como nós, se ela está se intrometendo nós também estamos.
- Então é isso. - Eu disse me levantando.
- (SeuNome)! Volte aqui agora!
- Eu só queria que vocês gostassem dela e nos aceitassem, assim como a família dela fez comigo!
 Corri pro meu quarto e nele fiquei não sei por quanto tempo, acabei dormindo.
- (SeuApelido), acorda. - A Amanda estava na porta.
- Pode entrar. - Disse me sentando. - Que horas são?
- Já são 20 horas. 
- Caramba, dormi muito.
- E chorou muito também né?
- Meus olhos estão tão inchados assim? 
- Sim, vai tomar um banho, coloca uma roupa, já acalmei um pouco sua mãe e logo as pessoas vão chegar.
- E a Demi.
- É a Demi também.
- Preciso dela.
- Então vai se arrumar pra ela.
- Se ela chegar e eu ainda não tiver descido, fala pra ela subir.
- Ok. Vou descer e preparar as últimas coisas, fica bem tá?
Demorei um pouco pra me aprontar, quando desci já eram 22:15 por aí.
- Amanda, você viu a Demi ou a família dela?
- Calma, ela ainda não chegou, ela sempre se atrasa.
- Mas eu pedi pra ela não se atrasar hoje, disse que era importante.
- Já já ela chega, não tem quase ninguém ainda.


Demi narrando.
 Por que você não atende? Eu pedi pra você. Eu ligava desesperadamente para (SeuNome), que não atendia mais uma vez. Estava no escuro do meu quarto, sozinha, só havia a luz do meu celular, mal enxergava as letras na tela, as lagrimas não permitiam. Eu precisava dela e ela não estava nem aí.
- Demi, abra a porta, vem ficar com a Dallas, vocês precisam se ajudar agora. - Minha mãe batia pela vigésima nona vez na minha porta.
 Não iria sair daqui, queria ficar sozinha, mas precisava da voz dela, precisava saber que ela se importava, por que ela está fazendo isso comigo. Ela deve ter feito merda na cerimonia, não posso acreditar nisso, se eu não tivesse dito...
 Sabia que um dia isso iria acontecer, mas não imaginei que iria doer tanto, por que ele se foi? Eu não tive coragem de falar com ele. Eu deveria ter dito que o perdoava, não deveria ter sido tão fria.
 Duas horas se passaram, eu não aguento mais, não vou ficar aqui, trancada, preciso me distrair e esvaziar a mente. Tomei um banho frio e coloquei uma roupa de festa, sabia que seria útil deixar roupas aqui. 
 Entrei na sala e todos me olharam com espanto, Dallas me olhou e eu não consegui encara-la.
- Vai a festa da (SeuNome)? - Meu pai perguntou.
- Não. - Respondi rapidamente procurando minha bolsa. 
- Não deveria avisa-la? - A Madison disse sem me olhar.
- Pode tentar, se ela atender o celular diga que o presente dela está na garagem e que fico feliz por ela.
- Onde vai, Demi? - Dallas falou com a voz fraca, não queria vê-la assim, não queria ter que responder essa pergunta pra ela.
- Vou me distrair, se quiser vem comigo.
- Demi, não temos culpa, fica conosco, podemos te ajudar. 
- Não, Marissa, vocês não podem me ajudar, nada vai traze-lo de volta. Não se preocupem, não vou me mutilar, vou me divertir.
- Como se isso também não fosse se mutilar! Com esse seu tom de voz nós sabemos bem o que quer dizer com "se divertir"! - Minha mãe alterou o tom de voz e meu pai a repreendeu com o olhar. - Me desculpa, não deveria estar sendo dura com você. Mas você também não pode ser dura com você filha, você não tem culpa, ninguém tem culpa, se ele tivesse entrado na linha a tempo. - Havia um tom de lamentação na voz dela. 
 Por mais que parta o meu coração não posso ficar aqui, vendo toda essa choradeira, isso tudo só me faz sofrer mais e minha namorada está sei lá onde, fazendo sei lá o que, com sei lá quem.
- Tenho que ir.
- Onde vai, Demetria? - Meu pai se levantou.
- Em algum lugar que eu possa dançar, gritar, rir e principalmente esquecer. - Saí de lá antes que me dissessem qualquer coisa pra me fazer ficar e que seria completamente inútil.











 Alguém aí pediu drama? Já sabem o que aconteceu com a Demi né? Estou tendo umas idéias, mas as coisas vão acontecer mais rápido, espero que gostem. Acho que vou colocar a traição nesse imagine, o que acham? Eu quero encontrar/conhecer vocês na TNLT! Comentem o que acharam desse capitulo, ok? Kisses!! ;)

sábado, 19 de outubro de 2013

YMMG - Capítulo 52

~~ 2 meses depois ~~
- Ta mãe já entendi.
- Tem certeza? Porque me parece que está prestando atenção em outra coisa.
- Claro que não. - Na verdade eu estava, eu observava o reflexo da bunda da Demi no espelho.

- Chama a Amanda, quero falar com ela.
- Hã? - Me perdi nas curvas da minha linda namorada que acabara de sair do banho.
- (SeuNomeCompleto)! - Agora fodeu, chamou pelo nome inteiro.
- Desculpa, tinha, tinha, é que, é que tinha uma bunda com vida própria no banheiro. - Demi estava se contorcendo para não rir alto, ela achou graça da forma como me atrapalhei, não era preciso saber português pra achar essa cena engraçada.
- Menina me respeita e não gagueje. Que história é essa de bunda?
- Brincadeira, mãe.
- Seu namorado está aí?
- Não.
- Não minta pra mim.
- Não estou. - E realmente não estava, só estávamos eu e a minha namorada. Minha mãe colocou na cabeça que é um garoto, não a julgo, também nunca me imaginei namorando uma menina, ou melhor dizendo, uma mulher. Claro, já sonhei em namorar a Demi, mas isso era meio impossível, coisa de fã.
- Então como tinha dito, chame a Amanda, quero falar com ela.
- Ela não está. - Na verdade eu não estava, pelo menos não onde minha mãe achava. Desde que a Demi se mudou para o apartamento vivo aqui.
- Tudo bem, mas da próxima vez quero ve-la.
- Pode deixar.
- Tchau filha, nós te amamos muito.
- Não parece, só está você aí.
- Seu pai está trabalhando e as meninas foram viajar.
- Ok, amo você e mande um beijo a todos.
- Mando sim, beijo.
- Beijo.
~~ Skype off ~~
- Ai! - Berrei quando a Demi pulou em mim e o computador quase voou.
- Posso te amar agora? - Ela disse com um sorriso irresistível.
- Deve. - Unimos nossos lábios com um beijo doce e suave.
- Agora levanta. - Ela disse afastando um pouco seu rosto.
- Mas já? - Disse passando a mão na sua bunda.
- Amor, nem começa. Achei que estaria entusiasmada pra pegar sua carteira de motorista.
- E estou, mas prefiro seu corpo.
- Podemos comemorar, mas só depois que voltar.
- Mas eu to carente.
- E eu estou roxa.
- O que você fez?
- Cínica!
- Eeeuuu?
- Vai me dizer que não se lembra da noite passada. Bem, vou refrescar sua memória, ontem a senhorita me mordeu e eu dei um grito mais auto do que o de quando tive o orgasmo.
- Me lembro vagamente, acho que vou passar a te morder ao invés de te dar prazer, já que faz mais barulho com mordidas.
- Prefiro sua língua do que seus dentes.
- Demi!
- Já pro chuveiro!
~~ Um tempo depois~~
- Amor até quando vai enrolar sua mãe? 
- Desculpa, não ouvi. - Havia escutado, mas queria ganhar tempo pra achar uma resposta adequada.
- Perguntei quando vai dizer a sua mãe que está namorando comigo. - Ela falou mais auto.
- Oi?
- Vai começar.
- Estou brincando. Acho que não vai ser uma coisa boa de contar e falar por telefone ou internet será pior. Logo ela virá pra cá, pra minha formatura, e então eu conto pessoalmente.
- Hm, ok. - Senti o tom de lamentação na sua voz.
- Princesa, entenda, por mais legal que minha mãe seja ela não é como a sua, não vai ser fácil pra ela e nem pra mim.
- Você acha que foi fácil pra mim ou pra minha mãe?
- Não, sei que não foi. - Um silêncio indesejado se instalou no ambiente, uns minutos depois Demi falou:
- Quantas horas pretende ficar aí?
- Já terminei, sua grossa.
- Vou te levar lá e volto pra te pegar depois da minha entrevista.
- Ok.
- Separei sua roupa.
- Obrigada.
- Não agradeça, você já está atrasada e eu não vejo a hora de deixar essa vida de motorista.
- Se não quer me levar aos lugares é só dizer, nunca te obriguei a me levar e a maioria das vezes você que se oferece.
- Só estava brincando, sua grossa. - Ela me imitou.
 Eu sabia que ela não estava brincando totalmente, ela estava chateada e nesses momentos ela fala sem pensar, não queria mais brigar, então deixei pra lá.

Demi narrando
Eu levei a (SeuNome) para fazer o teste de habilitação, espero que essa folgada passe, depois fui à minha entrevista e anunciei o segundo single do DEMI. Já havia terminado todos os compromissos, liguei pra (SeuApelido) e ela disse que ainda demoraria um pouco, resolvi dar uma volta pra passar o tempo.
 Vi uma joalheria e achei que poderia achar alguma coisa interessante por lá e que era um bom lugar para passar o tempo.
- Boa tarde, no que posso ajudar? - Disse uma moça muito educada e bem vestida.
- Hm, pra ser sincera, não sei. - Dei uma risada controlada.
- Está procurando alguma coisa pra você ou para dar de presente?
- Qualquer um dos dois, estou matando o tempo.
- Chegou uma coleção nova de colares, a senhorita gostaria de olhar?
- Pode ser. - Estava um pouco perdida, não sabia o que olhar e também não sabia como dispensar a mulher.
- Estou querendo um anel de noivado. - Ouvi um homem dizer atrás de mim. 
 Sem querer voltei a pensar sobre a conversa que tive à uns meses sobre casamento com a (SeuNome). Acho meio precipitado um noivado, mas eu sinto que ela é a pessoa certa pra mim, consigo me imaginar acordando todos os dias ao lado dela, mas não consigo entender o porque de eu achar que não é o momento, me sinto mal por isso.
- O que acha desse? - Uma voz do além.
- Desculpe, o que disse? - Disse quado me toquei que a voz era da vendedora.
- Gostou desse? - Ela perguntou sorridente.
- Ual, eu amei. - Eu realmente tinha gostado. - Posso colocar?
- Claro. Deixa eu te ajudar. - Me virei de costas para que ela pudesse fechar o colar.
- Obrigada. - Disse e olhei no espelho.
- Ficou muito bonito, deveria levar.  - Disse o homem que havia entrado pra comprar o anel de noivado.
- Obrigada. - Eu respondi envergonhada.
- Ele tem razão, ficou maravilhoso. - Observei a mulher imaginando que ela deveria dizer isso a todos os clientes, ri mentalmente e sorri para ela.
 Olhei a hora no celular e já estava quase na hora que eu tinha combinado com a (SeuNome).
- É, eu gostei. - Era um colar lindo e tinha ficado perfeito, não havia motivos para não leva-lo, dei uma ultima conferida. - Vou levar.
 A mulher guardou o colar na caixinha e nos dirigimos ao caixa, depois que fiz o pagamento fui pegar a (SeuApelido). 
Cheguei ao local onde tínhamos combinado, era um lugar discreto e não tinha como se confundir, mas a cabeçudinha da minha namorada conseguiu esquecer. Fiquei um tempo observando ela que olhava de um lado pro outro, provavelmente tentando ver se eu chegava. Ela estava tão linda, eu a amo tanto, chega a doer. Pela expressão no seu rosto não dava pra saber se ela havia ou não passado no exame, mas com o tempo ela foi ficando com uma cara de preocupada, então achei melhor ligar pra ela. Depois da ligação ela entrou no carro furiosa.
- Por que demorou tanto!? 
- Ei! Vai com calma e não precisa bater a porta, ela não tem culpa que você esqueceu onde havíamos marcado.
- Demi, eu estava preocupada, você disse que já tinha terminado tudo, imaginei que já estaria aqui quando eu terminasse.
- Eu estava, mas você não viu.
- E por que não me avisou?
- Estava te olhando.
- Oi?
- Me dá um beijo que eu explico.
- Um beijo? - Ela disse de uma forma sexy e começou a se aproximar.
- Bem, pode me dar vários, mas lá em casa. - Ela me deu um rápido selinho.
- Vamos pra minha casa, tá? 
- Tá. - Ela riu. - Do que está rindo?
- De você. - Ela parou de rir e me olhou sorrindo, ai, esse sorriso.
-  Tenho cara de palhaça? - Dei partida no carro.
- Na verdade...
- Não termine. - Lhe olhei ameaçadora.
- Ok. Por que mesmo que você estava me olhando?
- Não posso admirar a beleza da minha namorada gostosa?
- Ual, por que tudo isso?
- Porque eu te amo. - Desviei minha atenção rapidamente para ela e pude ver um sorriso encantador.
- Eu também te amo.











Caramba!!! Estava morrendo de saudades de vocês, como é bom estar de volt!!!!!!!. Bem essa fic vai terminar logo e para ficar mais fácil pra ter ideias vou parar de seguir o tempo certinho que as coisas aconteceram, acho que só chega ao fim de outubro, mas já tenho novas ideias. A verdade é que não estou tendo muita criatividade pra continua-la :( espero que me entendam e que me desculpem pela demora. Amanhã tem mais. Amo muuuuuito vocês e quero saber quem vai na TNLT! Kisses!! ;)

DESCULPAS/Noticias

 Primeiramente as desculpas: Nem tenho o que dizer, de verdade, tudo que sou capaz de dizer é: ME DESCULPEM (mais uma vez). Sei que tenho falhado com vocês a um tempo, mas quando tudo começa a dar certo aparece alguma coisa que faz dar errado. No dia seguinte da minha ultima postagem eu iria postar mais um capitulo e terminar um trabalho, mas meu computador me deixou na mão, estava sem computador e sem celular. E depois que arrumei meu computador veio as semanas de prova e o projeto anual da minha escola, tive que me empenhar em dobro pra ter nota (logo vão entender o porque), não tinha tempo nem pra dormir ou comer, que dirá para escrever. Agora eu estou com o computador novamente e com um celular, ou seja poderei escrever mais e em qualquer lugar, também estou um pouco mais tranquila em relação as provas, devo estar tento umas duas ou três por semana e me livro do projeto da escola essa semana.
 Agora uma das noticias e o porque que eu precisava me empenhar mais para ter nota: No começo de novembro irei fazer uma cirurgia e não poderei ir pra escola e não vou ter todas as atividades então eu preciso atingir as notas até o fim de outubro. O lado bom disso é que novembro vai ser dedicado todo ao blog :D
 Segunda noticia e a mais legal: A Demi vem pro Brasil em abril!!!! Woooohooooo, estou muito feliz, imagino que vocês também estejam. Vocês vão ir? Se sim, em qual lugar?
 Também gostaria de agradecer por vocês terem continuado comigo mesmo sem nenhuma explicação minha, de verdade, vocês são perfeitos, já disse e irei repedir nunca vou abandonar vocês e ainda mais sem lhes comunicar. Amo todos vocês!!
Mais uma vez me desculpem!!! Estou de volta e vou postar um capítulo ainda hoje ;) 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

YMMG - Capítulo 51

Quanta saudadeeeeeeeeeeeees!! Não estavam pensando que abandonei vocês, não é? Se estavam esqueçam agora mesmo, pois eu nunca os abandonaria dessa forma, sem nenhuma justificativa. A verdade é que peguei uma gripe forte nessas semanas e mal mexi na internet. Mas agora estou de volta \o/ ainda não estou 100%, mas estou melhor que antes. Então me desculpem pela demora e logo teremos capítulos melhores e maiores.


Demi narrando
 No ultimo fim de semana eu e a (SeuNome) fomos com meus pais e minhas irmãs visitar minha família em Dallas, como eu já imaginava, todos se apaixonaram por ela, (SeuApelido) ficou com muito medo de dizer que estávamos namorando, não sei porque, então decidimos que seria melhor deixar isso para próxima vez. A (SeuNome) contou a sua mãe e família que está namorando, mas não disse com quem. Em uma semana irei lançar o vídeo de Heart Attack. Não conseguia dormir então decidi ligar para o meu amor:
~~Ligação on~~
- Alô. - Ela disse com uma voz sonolenta e sexy.
- Te acordei?
- Não. - Essa voz roca me deixa muito entusiasmada.
- Mentindo pra mim?
- Não estou mentindo, eu tive um sonho e acordei.
- Sonho?
- É.
- Bom ou ruim?
- Muuuuito bom.
- Hm. 
- Que foi? 
- Nada. - Com quem era o sonho!? - Se era bom porque acordou?
- Não sei, mas agora não consigo dormir, estou imaginando ele virando realidade. - Com quem era o sonho!?²
- Legal.
- Legal?
- É, deve ser.
- Demi?
- Fala.
- Fala você, você que ligou.
- Disquei o numero errado.
- E ia ligar pra quem essa hora?
- Pra alguém.
- Ok.
- Desculpa.
- Por?
- Por ter te atrapalhado com os pensamentos.
- Oi? - Eu sou a lerda da relação!
- Me fala que você faz essas coisas de propósito, não é possível.
- Não entendi.
- Esquece, volta a pensar no seu sonho.
- Prefiro falar com você.
- Tenho que ligar pra outra pessoa.
- Posso fazer alguma coisa pra te convencer a falar comigo em vez de falar com essa pessoa?
- Pare de ser idiota!
- Oi?
- Pensei alto.
- Me diga o que fiz para ser uma idiota? Me lembro que poucas horas atrás, quando estávamos juntas, você me disse que eu era o amor da sua vida.
- Já disse, pensei alto.
- Ta.
- Mudei de ideia.
- Sobre eu ser o amor da sua vida?
- Sobre você ser idiota, eu sou a idiota.
- E eu sou a linda, achei que já soubesse disso.
- Vai se foder!
- Que tal me ajudar com isso?
- Confesso que isso é bem tenteador.
- Bipolar.
- Ridícula. 
- Por que mesmo que você não está dormindo comigo hoje?
- Porque você tem prova amanhã.
- Amor, estou com saudades.
- Nós nos vimos há pouco.
- Não posso sentir saudades de você?
- Pode.
- E por que me ligou? Também estava com saudades?
- Já disse que liguei errado.
- Por que me ligou?
- Chata. Queria ouvir sua voz, não conseguia dormir.
- Que fofa.
- Com que estava sonhando?
- Com nós duas.
- Mesmo?
- É, nós tínhamos nossa casa, um cachorro muito fofo... 
- Ta, chega.
- Que foi?
- É que eu quero ter tudo isso logo, e falando assim eu fico com mais vontade ainda.
- Então deveríamos dar um jeito nisso.
- Simples assim?
- E por que não, eu te amo mais que tudo e quero você comigo pra sempre, imagino que também sinta o mesmo.
- Sinto.
- Então...
- Então vamos nos casar. - Ela riu do outro lado da linha. - Não ria, estou falando serio.
... ~~Ligação Off~~
 Eu e a (SeuNome) ficamos conversando até pegarmos no sono, não faço a minima ideia de quem dormiu primeiro, mas confirmei o que já desconfiava, quero ela pra sempre, não sei se sou capaz de viver sem te-la perto de mim.






Meus amores, capítulo pequeno, mas foi mais para esclarecer as coisas, essa semana voltarei a postar normalmente, não se preocupem, amo vocês. Kisses!! ;)