terça-feira, 28 de abril de 2015

I Kissed A Girl - Cap. 11

Você narrando
  Um almoço inesperado/forçado com a Demi? Nada mal. Logo, não foi tão forçado assim, mas eu quis fazer charme e fingi resistir um pouco, e qual o problema de ir almoçar com ela? Eu gosto da sua companhia, embora implicante, sempre do contra e muito provocante em vários sentidos, ela me faz rir e sempre me divirto ao seu lado. 
- Eu só tenho que deixar minha mala no hotel.
- Tudo bem. - Ela disse sorrindo enquanto caminhávamos para a saída do aeroporto.
- E as suas malas? - Perguntei curiosa.
- A maior parte veio no voo que eu perdi, só trouxe uma de coisas mais pessoais nesse voo e ela vai ser levada pelo Max e Nikki para o hotel. - Seu segurança estava na nossa frente e sua empresaria logo atras, eles nos guiariam até o carro.
- A sim, meu segurança já já chega...
- Idiota. - Ela me empurrou.
- Ei, mais respeito, ou meu segurança pode te tirar de perto de mim.
- Calada!
- Eu... - Perdi a fala ao ver a gritaria dos poucos fãs que estavam lá, era um barulho estrondoso.
  Eu não conseguia ouvir meus próprios pensamentos. A Demi parou para falar com as pessoas e Nikki, me puxou:
- Vem, vou te levar pro carro. - Ela segurou em meu braço e me guiou até o automóvel todo preto, o motorista guardou minha mala.
- E a Demi? - Perguntei.
- Ela já vem, vou lá busca-la. Espere aí dentro. - Assim fiz, fiquei no carro, mexendo no celular.
- Oi, boa tarde. - Disse o motorista.
- A, oi, boa tarde. Me desculpe não ter te cumprimentado. - Eu estava tão confusa com a situação que fui completamente sem educação.
- A senhorita é amiga da Demi?
- É... Tipo isso.
- Ai meu Deus! Eu amo meus fãs. - Demi falou eufórica quando entrou no carro. - Ola, Steve.
- Oi Demi.
- Já conheceu a (s/a)?
- Estávamos começando a nos conhecer. Pra onde vamos?
- Isso é com ela. - Ela olhou pra mim.
- Comigo?
- Sim, qual seu hotel? Pra deixarmos sua mala. - Passei o endereço do hotel onde eu ficaria. - Mas esse não é...
- Sim. - Respondeu o Steve.
- É o que? - Perguntei a Demi.
- Nada não. - Fiquei quieta por um tempo.
- Serio que não vai responder?
- Vai descobrir. - Ela riu. - Steve, pode ligar o radio por favor?
- Claro. - Começou a tocar uma musica, mas eu estava distraída no meu celular. Demi começou a me olhar com uma cara estranha, ela tinha um sorriso nos lábios e eu não estava entendendo nada.
- Que foi? - Perguntei meio assustada.
- A musica. - Ela disse rindo.
- O que tem ela?
- É serio isso?
- Isso o que? - Eu to muito confusa.
- Não sabe que musica é? - Prestei um pouco atenção na canção.
- I kissed a girl. - Respondi normalmente. Demi fechou a ca... Puta que pariu, respondi normalmente demais, que merda! - Demi, eu sei que musica eu só estava distraia.
- Tanto faz.
- Não é tanto faz. - Eu sorri ao lembrar do nosso primeiro beijo.
- Ta sorrindo assim por que?
- Por causa da musica.
- Ela te faz sorrir? - Ela ainda parecia brava ou chateada. 
- Eu vivi algo muito bom ao som dessa musica e isso me faz sorrir. - O semblante indiferente em seu rosto deu espaço a um sorriso tímido e envergonhado super lindo, ela pegou seu celular e em seguida uma mensagem chegou pra mim, "Eu te beijaria agora se o Steve não estivesse aqui.", ai meu Deus, essa menina é maluca. - Que? - Perguntei rindo.
- Nada, fica quieta.
- Ok.
  Chegamos no hotel e tinham mais fãs na porta, então entramos por outra entrada. Fomos recepcionadas muito bem no hotel, estava estranhando.
- Senhorita Demi, seu quarto já está pronto. Me acompanhe para pegar a chave. - Um rapaz de no máximo 25 anos nos atendeu.
- Muito obrigada.
- Como assim seu quarto? 
- Eu também estou hospedada aqui.
- Mas que coincidência! - Falei surpresa.
- Ou destino. - Ela piscou e sorriu, quase que me mata de tanta beleza.
  Caminhamos até o balcão e a moça falou varias coisas chatas sobre o que desejava a nossa estada, mentira que ninguém tava dando atenção pra mim, e depois nos entregou os cartões. - Mas esse não é o quarto que eu estou acostumada a ficar. - Demi queixou-se.
- Para de ser mimada Demi! - Falei seria.
- Não enche! - Ela disse grossa. 
- Ok. - Lhe dei as costas.
- Onde vai?
- Pro meu quarto, com o qual estou muito satisfeita.
- E nosso almoço?
- Quando resolver o grande drama da sua vida vá me chamar ou mande alguém fazer por você.
- Você está sendo ridícula!
- Não sou eu que estou reclamando do lugar no avião ou do tamanho do meu quarto. 
  Fui para o elevador e antes que ela pudesse responder ele chegou. Quando entrei no quarto fiquei boquiaberta, ele era enorme, coloquei minha mala em um canto e fui testar a cama, qual o melhor jeito de se fazer isso se não pulando nela, sim, eu fiz isso, quase tive orgasmos, a cama era maravilhosa. Eu ainda estava tentando entender o porque do quarto ser tão grande, então mandei uma mensagem pro meu pai, ele me disse que se sentiu culpado por me mandar sozinha pra cá e reservou o melhor quarto, claro que eu não reclamei. Mas comecei a pensar que talvez eu tivesse tratado a Demi de uma forma rude e desnecessária, afinal, não é tão ruim assim querer um bom quarto.


Demi narrando
  Primeiro, eu não acredito que eu não vou ficar no quarto de sempre, e segundo, não acredito que a (s/n) me deixou aqui sozinha. O rapaz que nos recebeu me levou até o meu quarto, que é vizinho do que estou acostumada a ficar o que me deixou mais irritada ainda, e antes que ele saísse perguntei:
- Você sabe me informar em qual quarto a garota que estava comigo está hospedada? - Demorou um pouco pra convence-lo a me dizer.
  Eu quase não acreditei. Estamos destinadas a nos cruzar. A (s/a) tinha ficado com "meu" quarto. Tomei um pouco de água e fui chama-la pro almoço, eu estava morrendo de fome.
- Quem é? - Ela gritou.
- Eu e porque está berrando? - Esperei um pouco e a (s/a) abriu a porta.
- Porque eu estava na minha cama maravilhosa! - Ela falou toda feliz, olhei pra cama toda bagunçada.
- Você estava pulando na MINHA cama? - Bati nela.
- Ai, não me bata, por que disso?
- Esse é o quarto que fico. - Continuei batendo nela, claro que não era forte, eu só estava brincando. Ela começou a rir desesperadamente. - Que foi?
- Nada, kkkkk me desculpa, não foi intencional kkkkk. Quer trocar?
- Idiota! - Dei um ultimo tapa.
- Então, vamos comer ou...
- Pelo amor de tudo que é mais sagrado... VAMOS!
- Nossa, há quantos anos não come? 
- Não me irrite.
- Ok senhorita Demi Irritada Lovato. Só vou pegar minha bolsa. Sera que vai sobreviver a isso?
- Anda (s/n)!
- Ta, ta.

Você narrando
  Demi me levou em um restaurante chamado Print (amo a decoração desse restaurante). Era perto do hotel, levamos uns dez minutos para chegar. Logo fizemos o pedido, Demi pediu uma salada com uns frutos do mar e eu pedi ravióli. 
- O que veio fazer em Nova Iorque?
- Eu vim pra fechar alguns negócios, assinar alguns papéis.
- Muita responsabilidade pra um garota de... Eu ainda não sei quantos tem.
- 47.
- Idiota! Quantos anos tem menina? Fala logo!
- Você ta meio mandona hoje. 22.
- Não é só hoje, acostume-se.
- E por que eu deveria?
- Porque agora me tem na sua vida. - Ai que vontade de morde-la.
- Kkkkk ok, tentarei me acostumar. E você, pra que veio?
- Vou me apresentar no Good Morning America.
- Seu trabalho é tãaaao mais glamouroso que o meu.
- Adoro quando me faz rir. - Fiquei muito envergonhada, queria me esconder de baixo da mesa, mas ela me olhava com uma carinha tão fofa de "espero uma resposta".
- Bom, eu adoro sua risada, então...
- Eu estava pensando, se não se importar de acorda muito cedo, eu iria gostar muito que fosse amanhã.
- Eu?
- Não, o garçom ali.
- Realmente, bem mais pertinente.
- Para garota!
  Tivemos um almoço super agradável e cheio de implicância, Demi é simplesmente adorável, acho que... Esquece, estou ficando maluca só pode.


Demi narrando
  A (s/a) é uma pessoa maravilhosa, faz o tempo passar sem que eu perceba.
- Então quer voltar pro hotel? - Ela me perguntou.
- Na verdade estou louca pra fazer compras. - Ela me olhou com cara de quem não gostou da ideia. - É que eu gostaria que passássemos o dia juntas.
- Não adianta fazer essa carinha de cachorro que caiu da mudança.
- Que?
- Nada, lerda.
- Quem?
- Demi!
- Eu?
- É!
- É o que?
- Você é ler... A esquece. A questão é que eu estou cansada e quero dormir, fora que compras não é a coisa que mais me anima. Olha, adorei nosso almoço, muito obrigada pela companhia, você está sendo sensacional, mas vou voltar pro hotel.
- Ta né. Mas você vai mesmo amanhã no gma?
- Me chama, se eu acordar, quem sabe.
- Como você é má.
- Como você é chata.
- Você acha que você é legal?
  Ficamos nisso por um bom tempo, a (s/a) estava agindo meio distante, ofereci carona até o hotel, mas ela preferiu pegar um táxi. Eu fui as compras, porque vir a Nova Iorque e não fazer compras é um desperdício, por mais que seja meio triste fazer isso sozinha, então decidi ligar para a Natalie pra ver se ela gostaria de me encontrar. Não demoramos pra nos encontrar.

Você narrando
  Eu realmente amei passar esse tempo com a Demi, mas eu não posso me deixar levar por essa atração esquisita e que toma conta do meu corpo quando estou com ela. Afinal, ela é Demi Lovato, uma garota, uma garota famosa, uma garota famosa que namora, uma garota famosa que namora um homem. Da pra entender onde quero chegar? Não ta certo fazer o que a gente faz, parecemos duas malucas, ficando em banheiros ou em lugares escuros. Achei que o melhor seria me afastar para evitar problema.
  Voltei para o hotel e tentei pensar na reunião que terei amanhã, mas eu estava muito cansada e a Demi estava em tudo. Me concentrar era impossível, então tomei um banho e fui deitar. Acabei pegando no sono. 
  Eu estava no Central Park, estava tudo bem tranquilo, o sol estava brilhando e passarinhos cantavam ao fundo, de repente começou a chover. O som dos pássaros parou e uma gargalhada alta se aproximava atras de mim, curiosa, me virei e encontrei um arco-iris. A garalhada se aproximava mais e a Demi passou entre o arco-iris, sua risada ficava mais alta e parecia mais real, comecei a ouvir uns barulhos de mão na porta. Era um sonho, mas a gargalhada permanecia, demorei um pouco pra perceber que ela realmente estava na porta do meu quarto. 
  Me levantei rapidamente e aquela gargalhada de criança que ela tem invadia todo meu quarto, o hotel inteiro deveria estar ouvindo. Abri a porta e ela já foi entrando.
- Olá, Demi! Como foram suas compras? Eu estou bem, tomei um otimo banho super relaxante.
- Já explico. Paolo, pode deixar as sacolas ali. - Ela se referia ao moço com um carrinho cheio de sacolas do lado de fora. 


Demi narrando
  Fiquei fazendo compras por algumas horas, decide voltar para o hotel, chegando lá pedi para alguém me ajudar a levar as sacolas no meu quarto e um rapaz chamado Paolo me ajudou. Eu estava procurando a chave do meu quarto enquanto o elevador subia, mas não encontrei de jeito algum, liguei para a Nikki e ela disse que eu deveria espera-la em algum outro quarto, logo pensei na (s/n). 
  Procurei mais um pouco a chave, sem sucesso, comecei a bater na porta da S/a, mas ela demorava a abrir. Eu comecei a rir da idiotice que eu havia feito, fui pegar o celular pra tentar ligar para ela, quando coloquei a mão na bolsa lá  estava a chave, atras do celular. Pensei em ir pro meu quarto, mas ela abriu a porta com a cara toda amaçada e fofa, não resisti e fui entrando.
  Depois que enchi o quarto da (S/a) de sacolas, expliquei minha falta de responsabilidade e me joguei na cama, e claro que não contei que achei a chave, porque queria ficar ali com ela. 
- Você ta toda amaçada, tava dormindo?
- Não. - Ela disse ajeitando a roupa. - Do que ta rindo?
- Não adianta arrumar a roupa, sua cara que ta amaçada. - Disse rolando na cama e pude sentir o cheiro dela.
- Eu devo estar horrível. - Ela correu pra frente de um espelho.
- Para! - Ela estava esfregando o rosto. - Você ta... - Exitei em falar.
- Estou? E nem adianta invetar desculpa, sei que to parecendo uma bolacha.
- Bolacha? - Ri muito. - Eu ia dizer que está linda. Se fosse uma bolacha eu comeria. - Ela virou rapidamente pra mim e só ai percebi o que eu disse.
- Como é?
- Nada. Vem cá.
- Pra?
- Vem! - Ela se aproximou da cama, mas não sentou. - Não vou te comer não bolacha... Quer dizer... Brincadeira.   
- Você está do meu lado da cama.
- Achei que a cama fosse toda sua agora que não é mais minha.
- E é, mas não ocupo ela toda, fico desse lado.
- Eu percebi, seu cheiro está nele, por isso estou aqui.
- Gosta do cheiro da minha baba? - Ela perguntou se sentando.
- Ai sua nojenta!!! - Bati com travesseiro nela, que agarrou.
- É brincadeira, não babo... A maioria das vezes. - Ela estava apoiada no travesseiro, a coisa mais fofa, precisava morde-la.
- Boba.
- Quem é boba?
- Não sei, eu disse fofa.
- Ok, então a boba é você.
- Talvez. - Ficamos nos olhando em silencio. - AAAHHH! - Eu levei um susto quando o telefone do quarto tocou.
- Idiota. - Ela falou rindo e atendeu o telefone. - Oi. - Ela falou algumas coisas, não dei muita atenção, liguei a tv e comecei a procurar algo interessante. - Abaixa o volume. - Ela me cutucou fazendo cocegas, não aguentei e comecei a rir. - Que criança.
- Algum problema? - Perguntei quando ela desligou.
- Nenhum, você esqueceu uma sacola lá fora. - Ela disse se levantando.
- Como assim!? E isso não é um problema? - Sentei rapidamente na cama.
- Calma, ela está aqui. - Ela abriu a porta e pegou a sacola. - Viu.
- Traz aqui, deixa eu conferir. - Olhei a sacola e nada tinha sumido, era justamente a sacola que tinha o presente pra (s/a).
- Então, tudo em ordem? 
- Sim. Vamos assistir alguma coisa?
- Demi eu acho me...
- Ok, eu escolho.


Você narrando
  Eu realmente falei serio sobre ficar afastada da Demi, mas não sei o que acontece, ela aparece e eu fico louca, fico sem saber o que fazer e tudo me atrai pra perto dela. Ficamos deitas assistindo coisas aleatórias na tv, até ela achar um filme de suspense mais ou menos bacana:
- Sabe, é bom ficar assim.
- Assim como? - Perguntei estranhando.
- Assim, fazendo nada. Sabe quantas vezes eu faço isso? Nunca.
- Faço nada sempre, quando quiser fazer nada com alguém é só me avisar. - Ela me olhou com um sorriso enorme.
- Vou passar a te incomodar pra sempre.
- Quem disse que será um incomodo? 
- Não aguento mais. - Ela se virou e começou a me beijar. 
  Meu Deus, como isso é bom, como ela é maravilhosa, eu simplesmente não resisto. Sua boca na minha, o calor do seu corpo perto do meu, suas mãos me acariciando, é inexplicável. Começamos o beijo com pressa, como se algo fosse nos interromper a qualquer momento, até percebemos que estávamos a sós e nada nem ninguém iria atrapalhar. Aos poucos o beijo ficou calmo e delicado. Quando terminamos Demi estava em cima de mim, suas mãos estavam na minha cintura e eu a abraçava. 
- Eu... Eu... Você... - Demi gaguejava e ofegava ao mesmo tempo.
- É a primeira vez que nos beijamos de uma forma normal.
- É a primeira vez que nos beijamos e tenho a certeza de que não é algo errado.
- Mas é errado.
- Por que? - Não sabia como responder, então me calei. - Você é linda.
- Você também. - Ficamos quietas e adormecemos.






Gente, é isso, mil perdões pela demora, tentei me desculpar e me esclarecer em um comentário do cap 10, quem tiver interesse  em entender o meu sumiço da uma conferida lá. Pretendo voltar a postar mais frenquentemente em breve, e pretendo não demorar pra postar o próximo. Se gostaram comentem o que acharam e se não gostaram comentem o que deveria mudar. Espero que vocês ainda estejam por aqui. Senti sdds! Kisses!! ;)

domingo, 11 de janeiro de 2015

I Kissed A Girl - Cap. 10

- O que está fazendo? - Perguntei enquanto caminhávamos.
- Indo ao banheiro. 
- Isso eu sei, mas porque não esperou eu voltar?
- Não ia ficar sozinha com aquele homem.
- A é, esqueci que ele poderia tentar te matar.
- Engraçada você. - Seguimos até o banheiro em silencio. - Eu vou primeiro. - Ela me empurrou.
- Que educada. - Me encostei na parede em frente a porta e fiquei alguns minutos esperando. - Demorou em.
- Calada! - Ela me puxou pela jaqueta para dentro do banheiro.


Demi narrando
  (S/n) disse que ia ao banheiro e eu não queria ficar sozinha com o senhor sem educação, então fui junto.
- Eu vou primeiro. - Entrei na cabine e nem sei porque fiz isso, não estava afim de usar o banheiro.
  Fiquei lá, me olhando no espelho e refletindo sobre... A (s/a). É, sim! Não paro de pensar nela e em como ela é bonita, gentil, as vezes da vontade de socar, mas argh! Abri a porta do banheiro, ela me esperava:
- Demorou em.
- Calada. - A puxei para dentro e fechei a porta.
- Mas o que...
- Por que não me ligou? Ou mandou mensagem? Eu teria gostado sabia!? Mas agora, agora eu estou brava com você, você...
- Calada! - Ela simplesmente me beijou. 
  Vamos lá, o que dizer sobre o beijo? Ela sempre me surpreende com seus toques. Nós estávamos esmagadas entre a pia e a parede, não me lembro desses banheiros serem tão apertados, mas nesse caso eu estava simplesmente amando, aquele banheiro se tornou o lugar mais romântico do mundo, espera, eu disse romântico? O que acontece comigo? Toda vez que nossos corpos se tocam sinto que vou explodir de tanta paixão e excitação. E o beijo dela com certeza é o melhor, o melhor de todos. Isso é errado né? Eu gostar mais do beijo de uma garota que mal conheço do que o do meu namorado. 
- Ok. - Falei ofegante. - O que foi isso? 
- Foi algo bom, né? Quer dizer, eu espero que sim. 
- Sim. - Disse rindo da cara de expectativa da pessoa apavorada na minha frente.
- Sim foi algo bom?
- Algo inesperado... - Ela ficou tensa. - E muuuuito bom. - Lhe dei um selinho.
- Por que não me ligou? Ou mandou mensagem? Eu teria gostado sabia!? Mas agora, agora eu estou brava com você! - Ela me imitou.
- Boba. Aqui é apertado né?
- Acho que não podemos ficar juntas aqui.
- Eu tenho certeza!
- Você sai primeiro?
- Pode ser, mas antes...
- O que? 
- Mais um beijo. - Ela sorriu e se aproximou, mais, se é que era possível. Iniciamos de uma forma lenta, eu queria senti-la, dessa vez eu queria que fosse algo intimo e suave, porque todos nossos outros beijos foram meio desesperados, tirando o primeiro, mas esse foi interrompido com pouco tempo. Ela estava com uma mão na minha cintura e a outra tinha os dedos enroscados no meu cabelo, eu estava com os braços em seus ombros. Sua língua tocava meus lábios e boca, era uma sensação inexplicável. Sua mão que estava em minha cintura desceu na altura da minha coxa e a apertou, depois levantou minha perna, colocando-a envolta da sua, eu me apoiei na pia, (s/a) inclinou minha cabeça e me deu um chupão no pescoço, eu estava delirando. Seu perfume estava entrando em meus pulmões e eu já estava começando a viciar.
- Chega né? - Ela disse mega ofegante.
- Não! - A puxei e mordi sua boca.
- É serio, vão perceber que estamos, ou não estamos onde deveríamos estar.
- Mas eu quero mais. - Ela riu. - Do que está rindo?
- Desse seu bico, que criança. - Beijou minha testa. - Agora vai. - Lhe dei as costas e sai do banheiro.


Você narrando
  Eu não sei o que acontece, mas a Demi faz com que eu queira sempre agarra-la, isso é errado, depois do episodio no banheiro eu não conseguia parar de pensar no que eu tinha feito, essa não sou eu, não saio por aí agarrando pessoas, principalmente pessoas do sexo feminino. Nós estávamos de volta aos nossos acentos, minha tensão a respeito do voo tinha voltado.
- Ei, fica calma. - Demi tentou me acalmar.
- Não vai rolar.
- Ainda devem ter umas quatro horas de voo, então é melhor que se acalme. Coloca seu fone, a toca e respira.
- Ok. - Acho que fui um pouco grossa, mas é que eu sabia que isso não ia funcionar, mesmo assim eu fiz. Pude ver Demi tentando virar de costas pra mim, talvez nas poltronas dos voos que ela faz deve dar certo, mas não nesse avião, quando "se virou" sua bunda enorme empurrou minha perna. - Ei, cuidado.
- Tanto faz! - Ela empurrou ainda mais minha perna.
- Como é infantil.
- Você me chamou de infantil? - Ela virou-se seria.
- Não foi o que...
- Foi sim, foi exatamente o que quis dizer.
- Então ta né, se você diz.
- Grossa. 
- Ei, Demi, desculpa, eu estou realmente nervosa.
- A culpa não é minha, só estava tentando ajudar.
- É, eu sei, desculpa.
- Ok, desculpo e me desculpa por ter te empurrado.
- A não se desculpe, eu adorei ter sua bunda próxima ao meu corpo. - Nos encaramos, minhas bochechas ardiam. 
- Eu não acredito que disse isso! - Ela falou rindo.
- É nem eu. - Ela ria desesperadamente.
- Você está muito corada. - Eu me calei e afundei na poltrona de olhos fechados. - Mais uma vez, você não está sozinha. - Ela pegou minha mão e eu abri meus olhos. 
  Basta o contato da pele dela com a minha pra que eu me arrepie. Ela tinha repousado sua cabeça no encosto e fechado os olhos, estava com uma cara serena, tranquila. Acho que ela conseguiu me tranquilizar, porque fechei meus olhos e adormeci. Acordei um pouco assustada haviam aeromoças circulando pelo corredor, o homem sem educação estava acordado:
- Oi, me desculpe, aconteceu alguma coisa? - Perguntei com medo que ele fosse grosso.
- Vamos pousar.
- Já?
- Em dez minutos.
- Obrigada.
- Ainda bem que sua amiga dormiu, assim ela fica mais quieta. - Eu o ignorei e virei minha cabeça para Demi.
  Ela tinha dormido no meu ombro e tinha um sorriso na face, ainda estávamos de mãos dadas. Apertei sua mão delicadamente, mas ela nem se mexeu. - Demi, vamos pousar. - Ela ainda dormia. Coloquei minha mão em seu rosto e comecei acaricia-lo. - Bela adormecida. - Seu sorriso aumentou, eu não sei porque eu estava agindo dessa forma, mas era involuntário.
- Chegamos? - Ela perguntou bocejando.
- Ainda não, dez minutos para o pouso.
- E porque me acordou?
- Boba!

Demi narrando
  Eu não sei quando aconteceu, mas depois que peguei na mão da (s/n) eu acabei dormindo, detalhe, no seu ombro, o que fazia eu sentir seu cheiro de uma forma intensa. Eu levantei meu olhar para vê-la, ela estava dormindo, acho que quase todo o voo estava, foi impossível não sorrir vendo ela assim, calminha, sem toda aquela braveza dela. Beijei delicadamente seu rosto e voltei a dormir. Acordei de novo com ela acariciando meu rosto.
- Chegamos? - Perguntei bocejando e totalmente sonolenta.
- Ainda não, dez minutos para o pouso.
- E porque me acordou? 
- Boba!
- É serio, seriam mais dez minutos de sono! - Ficamos em silencio até o pouso.
- Demi, está com fome? Podemos comer alguma coisa enquanto o Max pega as malas. - Eu estava morrendo de fome e ia aceitar o "convite" da Nikki, quando uma ideia me surgiu.
- Eu já tenho planos pro almoço, não vou estragar comento pocaria.
- Ok, então. - Ela voltou para sua poltrona pra pegar sua bagagem de mão.
- Como você não está com fome? - (S/n) perguntou incrédula. - Eu estou morta de fome, vou descer do avião e ir direto comer alguma coisa.
- É otimo você estar com fome, mas não vai de jeito nenhum comer alguma coisa aqui.
- A vou sim!
- Não vai! Porque se for estragará nosso almoço.
- Nosso almoço?
- Sim, vamos almoçar juntas.
- Desde quando?
- Desde quando eu decidi.
- Mas e se eu não aceitar seu convite?
- Não foi um convite. - Me levantei passando por ela. - Foi uma ordem! 
  Fui ao encontro de Max e Nikki que estavam mais ao fundo no avião. Liberaram a saída do avião e eu passei pela poltrona da (s/a):
- Te espero na esteira.







Miiiiil perdões pela demora, mas tava difícil, a criatividade decidiu dar um role e a preguiça ocupou seu lugar, mas está aí, eu espero que gostem, pq foi difícil. Em breve pretendo fazer uma maratona, provável que seja no fds que vem. Essa semana eu fiz um tumblr, então quem quiser dar uma olhada (http://lovaticmind.tumblr.com), lá vou postar textos meus (o que eu nunca faço então é uma oportunidade de ver outras coisas que escrevo) e coisas que gosto, ou seja, da pra me conhecer um pouco melhor por lá.  Aaaaahhhh e quase me esqueço, um 2015 FODA pra todos nós!!!! Kisses!! ;)

domingo, 28 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 9

Demi narrando
  Eu consegui chegar atrasada no aeroporto, não muito, mas o suficiente para perder o voo! Só eu mesmo viu, perder um avião reservado pra mim. Mas eu entendo, a banda tinha que ensaiar e os dançarinos também, tentamos achar algum avião particular, mas levaria muito tempo pra chegar, então, por muita sorte, havia um avião, pequeno, que partiria para NY em 30 minutos. Nikki, foi comprar as passagens enquanto eu e Max fomos comprar algo pra comer.
- Bom, só tinha passagens em poltronas separadas, mas temos que pegar esse ou não chegaremos a tempo. - Nikki se juntou a Max e eu. - Como o voo é doméstico e pequeno, a grande possibilidade de que alguém aceite trocar de lugar, assim o Max pode ficar perto de você, Demi.
- Ok.
- Não fala de boca cheia menina! - Max falou sério, mas logo caiu na risada.
- Ainda bem que você comeu antes de sair de casa. - Nikki disse rindo. 
- Me deixem, chatos! 
- Vamos indo? Temos poucos minutos. - Deixamos as malas na esteira e embarcamos. - Demi, tenho uma noticia meio ruim pra você. - Nikki falava enquanto nos guiava até o terminal correto.
- O que? - Perguntei desesperada.
- Não tinha lugar na janela.
- Não acredito! 
- Olha, ela está quase chorando. - Max morria de rir.
- Max, ela é uma criança.
- Estou triste, respeitem meu momento de luto.
- Quem morreu Demetria?
- Minha tradição de ir sentada na janela.
  Me conformei com o fato de não ter uma primeira classe por conta de ser um avião pequeno, mas a questão da janela estava difícil, só caiu a ficha quando entrei na aeronave, olhei todos os corredores em busca de um lugarzinho na janela e não obtive resultado positivo. Entendam, não é frescura, nem medo, é questão de eu gostar e me sentir mais segura quando estou olhando pra onde estou indo, sem estar na janela é tenho uma certa sensação de claustrofobia, mas posso suportar, talvez chorando um pouco ou dormindo, mas posso. 
  Nikki me mostrou os três lugares e me disse para escolher, dois deles eram no corredor e o outro era no meio, escolhi a ultima opção, pois ficando no meio estaria mais perto da janela. Os outros acentos não eram muito distantes, me direcionei ao meu lugar, pedi licença para o homem que estava no corredor para que eu pudesse me sentar. Do meu lado esquerdo tinha uma garota com a cabeça encostada na janela e fones de ouvido, acho que ela está dormindo.
- Moço, com licença. - Me virei para o homem no meu lado direito.
- Sim. - Ela me incentivou a prosseguir.
- Está vendo aquele homem? - Apontei para o Max. - Ele é meu... - Me dei conta que o cara não tinha me reconhecido e que talvez ele achasse que eu estava de gozação ao falar que era meu segurança. - É meu tio, você se importaria de trocar de lugar com ele?
- Folgada você em! Não vou trocar, comprei esse assento porque é o da minha preferencia, se eu quise...
- Você não tem educação não!? Só fiz uma pergunta.
- Ei da pra parar de falar, tem alguém tentando não passar mal aqui. - A menina, que agora parecia não ser tão menina disse sem se mexer.
- Se se incomoda com os lugares, compre as passagens com mais antecedência!
- Acredite, não gostaria de estar aqui, preferia milhões de vezes meu voo particular...
- Voo particular? Ha, não me venha com historinhas! Quem você pensa que é?? - Eu ia responder, mas alguém fez isso antes, talvez não por defesa, mas ta valendo:
- Meu senhor, da pra se acalmar pelo amor de Deus, podemos ter um voo tranquilo? A moça só fez uma... - Não acreditei, era muita coincidência. - Demi?
- Você? - Perguntei ainda surpresa.
- Demi, algum problema aqui? - Max parou ao lado das poltronas. Olhei para ela e de volta para o Max.
- Não, problema algum. - Respondi.
- Tem certeza? 
- Tenho sim.
- Senhores passageiros... (... e todo aquele discurso chato sobre sentar e por os cintos, não mereço escrever isso né galera? Aí vocês me respondem: É! Você não merece!!!! Obrigada, amo vocês!!). - Max foi pra sua poltrona e nós três nos sentamos sem falar absolutamente nada. Eu por ainda estar pasma, o homem acho que pela intimidação do meu "tio" e a (s/n), sei lá, depois que o Max apareceu ela novamente encostou na janela e colocou o fone, mas dessa vez alto o suficiente para ela não ouvir nada do que se falava ao seu lado, mas não o suficiente pra saber que musica escutava.
- (S/n)! - A chamei.
- Você a conhece? - Filho da p... meu vizinho sem educação me perguntou, eu apenas ignorei.
- (S/n)! (S/a)!? (S/n)! - Da ultima vez decidi cutuca-la, mas tive que repetir a ação algumas vezes, ela fingiu não sentir nas primeiras vezes, mas aposto que estava apenas me evitando.
- Fala! - Ela parecia irritada.
- Cinto, tem que colocar.
- Menina, pare de encher o nosso saco! Vá dormir ou sei lá. - Ta, esse cara é mais do que sem educação.
- Ei! Não fala assim com ela!! Você tem problema, se alguém está enchendo esse alguém é você. - Ele se calou e fechou os olhos, amei ela me defendendo ou apenas enfrentando esse grosso.
- Valeu! - Falei baixinho, ela só deu um sorriso amarelo como resposta, mas mesmo esse sorriso caído, nela ficava lindo. Haviam se passado 15 minutos de voo e eu não conseguia sossegar.
- Demi! Está com algum problema? Precisa de ajuda? - Acho que ela disse isso pelo fato de eu as vezes quase subir nela para observar a janela.
- É...
- Fala!
- A janela.
- O que tem ela?
- Eu...
- Esquece, troca vai. - Ela soltou seu cinto e se levantou, fiquei a olhando. - Anda, ta desconfortável essa posição.
- Ah, sim! Me desculpa. - Me levantei e evitei cair, mas o espaço era minusculo e não queria me aproximar muito dela, mesmo assim nossos rostos ficaram bem perto por alguns segundos, ambas ficamos envergonhadas por isso. Ela se sentou e depressa colocou uma touca na cara. - (S/a)! Está com algum problema? Precisa de ajuda? - Eu a imitei, pude ver um risinho tímido surgir em sua boca, que junto das narinas eram as únicas coisas a mostra.
- É, não! - Sua voz saiu meio tremida.
- Tem medo de avião? 
- Não! - Ela tirou a touca dos olhos.
- Então fala o que foi!
- Não!
- Vai, fala!
- Não!
- (S/N)! Vai ficar apenas no "não"?
- Nã... É vergonhoso, não vou dizer.
- Eu só voou na janelinha, feito criança. Quer mais vergonhoso que isso?
- É realmente, agora me sinto menos pior, por saber que tem outra criança ao meu lado.
- Como é?
- Nada. 
- Qual o lance com a touca e o fone?
- Primeira vez que viajo sozinha de avião. - Ela disse entre dentes sussurrando, mas deu pra entender.
- Ok, poderia te torturar com isso, mas não vou fingir que não ouvi.
- Obrigada por isso!
- De nada. - Ela colocou a touca de novo, tirei o fone que estava do lado esquerdo, vulgo o lado que eu estava. - Não está sozinha. - Coloquei o fone de novo, pude ver os pelinhos de seu pescoço pra cima, e sua mão apertando firme o apoio da poltrona, ri sozinha.


Você narrando
  Eu estava brava, irritada e desacreditada! Em parte porque meu pai havia me mandado, de surpresa e sozinha, pra Nova Iorque e isso não é legal, mas o que mais me irritava era o fato da Demi ainda estar nos meus pensamentos, as vezes eu vejo alguma coisa e ela vem, outras basta eu estar pensando em nada e lá vem ela tomar conta da minha mente. Já fazem uns nove/dez dias e isso ainda acontece, ela deve ter feito macumba, me hipnotizado ou alguma coisa do gênero. Eu deveria ter mandado ao menos uma mensagem, mas o que eu diria? Fora que para ela é bem melhor eu estar longe.
  Eu já estava no avião, ouvindo musica, tentando não pensar muito no voo, mas umas pessoas ao meu lado começaram a discutir e o cara estava sendo muito mal educado. Decidi tentar ajudar e acabei descobrindo que a moça, com quem o homem brigava, era a Demi. Não nos falamos, exceto a vez que ela me falou pra colocar o cinto e quando eu a defendia.
  Decidi trocar de lugar com ela, pois o cara estava enchendo muito ela e também a criança não parava de olhar a janela, praticamente subia em cima de mim. Eu não estava muito afim de falar com ela, por ela não ter me procurado? Sim, apesar de entender completamente o porque disso. Conversamos um pouco mais quando ela quis saber o porque do meu nervosismo, mas logo me calei novamente.
- Não está sozinha. - Ela retirou meu fone e praticamente sussurrou com sua voz macia e aveludada. Obviamente me arrepiei inteira e também é obvio que ela mexe comigo.
  Eu ainda não conseguia me tranquilizar, faltavam pelo menos mais cinco horas de voo. Me levantei e Demi me segurou:
- Onde vai? 
- No banheiro, posso? - Perguntei olhando pra sua mão que ainda me segurava.
- Ah, sim, claro. - Ela disse e me soltou. - Mas vou com você.
- Que? - Eu já estava no corretor, mas voltei para olha-la.
- Vai, anda logo. - Ela me empurrava para a direção do banheiro.







Sei que ficou pequeno de novo, é que fico escrevendo e se eu não cortar acabo escrevendo um livro em apenas um capitulo. Mas pretendo postar um por dia até terça, pois vou pro interior e lá não costuma ter sinal de 3g ou do moldem. Comentem! Kisses!! ;)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 8

  Cheguei em casa e Marissa me deu um susto.
- Isso são horas?
- Poxa mãe, achei que eu tinha até onze horas pra chegar em casa.
- Já são onze e meia.
- Fiquei alguns minutinhos lá em baixo. Merda! - Percebi que falei mais do que deveria, agora teria que dar satisfação.
- Fazendo o que lá? - Falei! Que comece as satisfações.
- Conversando.
- Com o taxista?
- Não exatamente.
- Com quem então Demetria?
- Com a (s/n) Marissa!
- Demi o que você está fazendo?
- Não sei. E seja lá o que foi, nem começou e já acabou.
- Assim é melhor. - Me sentei ao seu lado no sofá.
- Dormi no quarto comigo?
- Quer conversar, né?
- Aham.
- Vamos. - Ela pegou minha mão e se levantou.
  Nos preparamos pra dormir e nos deitamos.
- Dem, eu te amo, você sabe né?
- Sim, eu também te amo.
- E eu só quero o melhor pra você e a...
- E a (s/a) não é o melhor?
- Não sei o que ela é e nem você Demi, é muito cedo pra dizer. Você deve estar gostando por ser algo novo, diferente de tudo que você já se aventurou a fazer, mas isso não significa que é seguro.
- Eu sei... - O pior é que eu realmente sabia que era completamente arriscado confiar em alguém na posição que eu possuo. - É só que ela me faz deixar a marca Demi Lovato de lado e pensar na pessoa que existe dentro de mim. Não sei há quanto tempo não ia a um restaurante italiano tradicional, simples e delicioso. Ela não me trata como se eu fosse feita de cristal, ela me trata como alguém comum, como a pessoa que eu sou. É como se ela enxergasse isso dentro de mim e atrás de todo o glamour em que estou envolvida.
  Continuamos com essa conversa tranquila durante muito tempo, Mary é mais que uma conselheira, porque além de saber o que eu quero, ela normalmente acerta sobre o que é melhor pra mim. Ela me ajudou a chegar a conclusão de que eu deveria seguir minha vida sem confusões e sem tornar as coisas difíceis, problemas com os fãs, imprensa e Wilmer é o que eu menos quero agora.


Você narrando
  Não levei muito tempo pra chegar em casa, preparei um chá e fui para o quarto, li algumas paginas de uma revista qualquer... E que merda de barulho é esse? Abrir meus olhos e o despertador berrava. Droga! Hoje é segunda. Acho que entre uma pagina e outra acabei dormindo, mas parecia que eu tinha apenas piscado. 
  Durante essa fração de segundo ou as horas que dormi percebi que a melhor coisa seria deixar essa história com a Demi pra lá, afinal, ela é Demi Lovato e ela tem namorado, e não somos lésbicas, né? Bom, decidi que é e pronto! 
  Com muito esforço me levantei e fui tomar banho, me troquei sem muita pressa, está em tempo. Tomei um rápido café e fui trabalhar.

Demi narrando
  Marissa havia voltado pro Texas há três dias, eu devo pegar um voo, ao qual já estou atrasada por sinal, para Nova Iorque, provavelmente eu passe os próximos dias por lá.
  Quanto a (s/a)? Bem, não nos falamos desde que ela me deixou em casa e isso já faz uns dez dias. Não sabia como falar com ela, se ligava, mandava mensagem ou o que dizer, então esperei para que ela fizesse algo, nada aconteceu. Me resta seguir a vida como se nada tivesse acontecido. E pra falar a verdade, nada aconteceu. Ou aconteceu? Não! Não aconteceu! Então é isso.









Eu sei que está pequeno, mas não me julguem, irei recompensa-los logo. Achei melhor postar pequeno do que deixar vocês sem nada. Amo e rio muito com os comentários de vocês, então quanto mais melhor! Caso eu não consiga postar amanhã, um Feliz Natal a todos meus leitores, saibam que não só os comentários, mas que a presença de vocês é um grande presente pra mim, afinal uma das partes mais difficiles de se escrever um blog/fic/imagine/etc é justamente iniciar sem saber se terá pra quem escrever, não são os números que importam e sim a "fidelidade", digamos assim, de quem está envolvido nisso, todos vocês, então saibam que vocês são perfeitos e que escrevo para vocês! Obrigado por ler, por comentar, por dar idéias, por questionar, sugerir e até mesmo julgar. Um otimo Natal, repleto de luz, felicidade, paz... É claro, presentes também né, porque isso é muito legal, mas não substitui a verdadeira intenção dessa data, o nascimento...  Não só de Jesus, mas junto com ele vem o nascimento de coisas boas, positivas e desejos! Seja lá qual sua religião ou a falta dela, saiba que existe algo maior e que algo ou alguém o ama de verdade, contem comigo caso algum dia se sintam sozinhos ou sem esse amor, pois eu amo cada um de vocês!! Kisses!! ;)
P.s: Não deu tempo de corrigir, alguma duvida/erro deixe nos comentários.
P.s²: Esqueci de umas das coisas mais importantes!! Tenham um Natal repleto de DEMI!!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 7

Demi Narrando
  (S/a) me trouxe a um restaurante italiano, não era um restaurante luxuoso, achei isso o máximo, porque normalmente as pessoas me levam a restaurantes para me impressionar, esquecendo o motivo mais importante. Me alimentar! 
  Antes eu não sabia o porque de eu estar fazendo essas coisas, mas agora percebi que é porque a (s/n) me tira da zona de conforto e faz com que eu adore isso. Há algum tempo ando entediada e em apenas duas noites ela me fez ter varias experiencias e sensações novas.
- Demi.
- Eu? - Tive que segurar o riso, pois elas estava com a boca toda suja de molho de macarrão.
- Você falou pra Marissa? - Eu assenti. - Que precisávamos conversar, o que tem pra me dizer?
- Ah, esquece isso. - Acho que eu não queria estragar nosso jantar.
- Fala.
- Sua boca ta toda suja. - Pude rir finalmente.
- Limpou?
- Não. - Peguei um guardanapo e fiz aquela cena clichê, mas sem o beijo. - Pronto.
- Obrigada. - Ela agradeceu meio sem jeito. - Agora pode falar.
- Eu não posso apenas querer passar um tempo com você?
- Isso foi bem bonito, mas quero a verdade.
- Ok, falo. Mas vamos terminar de comer primeiro, aí você me leva pra casa...
- Ta pedindo carona?
- Não me lembro de ter pedido, não foi você que ofereceu? - Falei rindo. - Talvez tenha sido mais como uma intimação.
- Ok, folgada. Prossiga.
- Então vai me levar?
- Na rua é que não vou te deixar.
- Que linda!
- É, você também é linda! - Ela me chamou de linda, que linda.
- Aí durante o caminho nós conversamos.
- Ok, irei confiar em você.
- Pera aí eu que estou confiando em você para me levar pra casa e se você for mesmo uma psicopata?
- É e vou te matar enforcada com o espaguete.
- Engraçadinha.
- Veja, não é qualquer espaguete. É o melhor espaguete de todos!
- Tem razão. 

- Então gostou do jantar?
- Ainda estou gostando, não terminei.
  Nosso jantar foi maravilhoso, amo que as pessoas me façam rir e a (s/a) sabe como fazer isso muito bem. Estávamos a caminho do meu apartamento:
- Hora de conversarmos. - (S/n) praticamente me intimou.
- Você tem razão. Eu tenho namorado...
- Eu sei.
- Sabe? - Fiquei bem surpresa, não imaginei que ela soubesse.
- É, eu sei. 
- Ah, ok. O que fizemos ontem...  
- ... e hoje.
- Sim, foi...
- Errado!
- Pare de completar minhas frases! E não, eu não ia dizer errado. Quer dizer, foi, mas eu não senti como se fosse.
- Demi, fala mais devagar. Não da pra prestar atenção no transito com você desesperada.
- Eu só queria entender esse desejo que tenho por você, essa atração...
- Você me deseja? - Ela perguntou rindo.
- Vai se foder!
- Ual! Você é direta assim com todos que te atraem?
- Sou muito, muito idiota mesmo.
- Ei, só estava brincando. Relaxa. Também me sinto atraída por você e isso me deixa confusa. - Ela colocou a mão na minha perna, me arrepiei. - Desculpa! - Ela berrou quando notou o que tinha feito e levou sua mão ao volante.
- Quem precisa relaxar agora em? - Ela apenas sorriu. - A direita.
- Que?
- Minha rua, é a próxima a direita. 
- Ata, claro. - Ela entrou na rua e apontei para meu prédio. - É esse? - Ela perguntou ao estacionar, assenti com a cabeça.
- Então...
- Então... - Ela repediu com a mesma intonação.
- Acho que...
- Acho que não devemos mais fazer isso. - Nos olhamos.
- É, você tem razão! - Apenas concordei.


Você narrando
  Não sei o porque, mas quando Demi me olhou eu senti que precisava mante-la comigo por mais algum tempo. Coloquei minha mão atrás da sua cabeça e a puxei. O beijo era quente, arrepiante e cheio de desespero. Sim, desespero. Eu estava desesperada tentando mante-la aqui, ao meu lado e eu não fazia ideia do porque, só queria... Continuar com isso, ou aquilo, ou o que temos, ou o que não temos, mas queremos ter. Foi um beijo feroz, mas Demi o interrompeu:
- Desculpa, eu...
- Cala a boca! - Ela falou sorrindo. Isso é um sinal né?
- Ok. 
  Respirei fundo, afinal, o beijo me deixou com uma puta falta de ar. Não nos olhamos depois do beijo, afundamos cada uma em seu banco e encaramos a rua a nossa frente.
- Eu não tenho o menor controle sobre meu corpo ou meus lábios quando se trata de você e dessa sua irresistibilidade.
- Essa palavra existe? - Ela me perguntou ainda sem virar o rosto.
- Espero que sim.
- Quer subir?
- Que? - Me virei completamente surpresa pra ela e ela se virou em seguida toda serena, como ela consegue ser assim tão tranquila?
- Uma vez eu li algo do tipo: eu roubo o primeiro beijo, peço o segundo, te cobro o terceiro e convenço ir para o quarto... - Fiquei ainda mais surpresa. - Beijo, o quarto beijo. - Ri descontroladamente.
- Essa foi a coisa mais idiota que ouvi.
- E porque está rindo? - Ela parecia brava ou decepcionada.
- Porque gostei, porque você é muito foda-se pra tudo, é tudo muito inesperado com você e eu que adoro manter tudo sob controle, estou amando. Você tira meu tédio Demi.
- E você o meu. - Trocamos sorrisos e ficamos uns instantes em silencio. - Quero continuar tirando seu tédio e quero que continue roubando o meu.
- Também quero isso. Mas você namora. - Disse com um tom de desapontada.
- Sim. - Ela parecia mais desapontada que eu.
- E já concordamos que não somos lésbicas. - Eu tentei ser firme e seguir com o que era mais sensato.
- Sim. - Ela concordou comigo.
- Sim? - Fiquei na duvida, porque realmente ela me atrai.
- Não.
- Não?
- Porra! Estou tão confusa. - Ela enfiou sua cabeça entre suas mãos.
- Vamos manter assim então? 
- Do que está falando? - Ela me encarou esperando uma resposta imediatamente, mas nem eu sabia o que estava falando.
- Mantenha-se tirando meu tédio e eu faço o mesmo por você.
- Mas...
- Mas sem os beijos. 
- É era isso que eu ia dizer. - Era? - Estamos conversadas?
- Acho que sim.
- Tem certeza que não vai subir?
- Absoluta! 
- Então tchau. - Ela depositou um beijo rápido no meu rosto e saiu do carro em disparada.

Demi narrando
  Eu não podia continuar naquele espaço minusculo, sim, o carro parecia nos esmagar, fazendo com que nos aproximássemos mais e mais a cada instante. Se eu ficasse provavelmente não resistiria e teria que quebrar nosso recém trato. Então me despedi com um beijo rápido em sua bochecha, em seguida saindo do carro como se algo me perseguisse e talvez, realmente, seu perfume fosse perseguir meus sonhos e seu toque meus pensamentos.
- Demi! - Ela me chamou. Era tudo que eu queria, uma desculpa pra continuar ali, pra prolongar aquele momento. Mas por que ela me chamou? Será que quer mais? Não devo me iludir! Tenho um namorado e uma reputação... O que essa garota está fazendo comigo? Respirei fundo e me virei. - Seu celular. - Ela o estendo pra fora da janela. - Já é a terceira vez que o esquece desde que nos conhecemos e faz menos de 24 horas. - Já nos beijamos por três vezes também, mantive esse pensamento dentro da minha cabeça.
- Ah, obrigada! - Peguei o celular e sorri envergonhada. 
- E tchau pra você também.
- Sabe como ir pra casa?
- Sei sim.
- Pode ir então.
- Entra, depois eu vou. 
- Pri...
- E nem tente discutir!
- Ok. - Ri da forma autoritária que ela falou, mas eu não queria ir. Tomei coragem e ela acenou pra mim, lhe dei as costas e segui firmemente para a portaria do meu prédio.







Awwuuuunnn ficou legal esse capitulo né? Eu gostei. E vocês o que acharam? Porra, to adorando essa história, tanto que começou aquele jornal novo da globo, que começa as 5:00 e eu estou aqui revendo os erros, e me perdoem se ainda tiver alguns, poxa, já são 5:00 am, tenho certeza que quando eu acordar vou nem me lembrar do que escrevi. Ah! E estou amando o retorno que estão me dando, obrigada! É isso, vou dormir! Kisses!! ;)