segunda-feira, 4 de novembro de 2013

YMMG - Capítulo 57

  Nunca vi a Demi negar fogo, que droga, vou bater nela.
- Vai amor, você ta tão linda e sexy. 
- Para, (SeuNome), sua mãe está aqui, não vou fazer isso.
- Ela sabe que somos namoradas, namoradas transam. - Disse enfatizando a última palavra.
- Meu Deus! O que deu em você hoje?
- Na verdade ainda não dei nada, mas to querendo dar e você não quer aceitar, se quiser dar não tem problema. - Eu estava deitada em cima dela, mordendo seu pescoço.
- Opa, aí não pode. - Ela disse quando levei minha boca a sua orelha.
- Sabia que iria funcionar. - Sorri vitoriosa.
- Nã... Não... Não está funcionando. - Ela já se contorcia.
- Não é? - Perguntei com uma voz "sexy" e desci minha mão direita até sua coxa.
- Não.
- E essa voz trêmula? - Fui subindo minha mão lentamente até os botões do seu shorts. 
  Demi fechou os olhos e deu uma gemidinha. - Para! - Ela abriu os olhos subitamente. - Já disse não. - Apertei sua intimidade e logo ela se calou.
  Me levantei um pouco para olha-la e ela tinha um sorriso enorme pra quem não queria isso. - Não aceito não como resposta, aproveita o momento. - Comecei a abrir os botões e sorri de canto ao ver a renda da sua calcinha. Voltei a beijar seu pescoço, mas dessa vez revesei com algumas mordidas, nunca chupões, já que sempre deixo marcas fortes. Coloquei minha mão sobre o tecido da sua calcinha, que estava quente, assim como meu corpo e todo aquele quarto. A Demi já estava entregue, nem lutava contra, nem me ajudava, apenas sentia meus toques. Ultrapassei o limite do tecido e sua pele estava quente e úmida...
- Lembre-se, você começou! - Demi disse me empurrando.
  No começo não entendi direito o porque dela ter feito isso, mas assim que ela se levantou foi até a porta do quarto e a trancou. Ela fez um sinal para que eu me deitasse, não a questionei.
- Espero que esteja pronta, pois vou descontar toda raiva que eu estava de você na cama. - Ela passou uma perna de cada lado do meu corpo.
- He. - Eu não deveria ter feito isso.
- Não é pra achar graça. - Ela disse segurando meu rosto.
  Ela desabotoou o primeiro botão de sua camisa, fui ajuda-la, mas quase perdi a mão.
- Não me toque, para fazer isso vai precisar da minha permissão.
- Ok, posso tocar em você?
- Não e além da permissão terá que me chamar de gostosa, nada de Demi ou qualquer outra coisa, sempre gostosa.
- Isso não será difícil.
- Veremos. - Ela terminou com os botões, mas não tirou a camisa. - Anda, tire! - Ela ordenou.
- Posso toca-la, gostosa? - Perguntei irônica.
  Ela levou seus lábios macios ao meu ouvido e sussurrou com uma voz firme, mas suave, se é que isso é possível. - Sem brincadeirinhas. - Por fim ela me deu uma leve mordida no lóbulo e voltou para posição anterior, me ordenando que tirasse sua blusa. Seu sutiã já aparecia, isso já era o suficiente para me enlouquecer, deslizei minhas mãos nos seus braços, levando junto a camisa, a tirei e a joguei pra fora da cama. Se eu estava excitada? Acho que essa palavra é pouco para definir, amo esses joguinhos, só não tenho paciência. 
  A Demi abaixou um pouco as alças do sutiã, ameaçando tira-lo, mas não fez, em seguida ela subiu as alças e soltou o fecho, mas nada de tirar aquela droga. - Demi, tira logo! Aaaaaai! Por que fez isso? - Perguntei após o tapa que ela deu na minha perna. 
- Só me chame de gostosa. - Droga, agora entendi onde ela quer chegar com isso.
  Ela finalmente tirou o sutiã e seus seios ficaram a mostra, pensei em toca-los, mas tive medo. - Posso? - Perguntei apreensiva, ela arqueou as sobrancelhas como se estivesse me avaliando, logo ela balançou o dedo negando a permissão.

Demi narrando
  Eu ri da carinha de frustrada da minha bebê.
- Pare de rir! Não tem a mínima graça. - Lancei um sorrisinho malicioso pra ela.
- E isso, tem graça? - Passei minhas unhas na sua barriga, ela se arrepiou por completo.
- He, isso tem. - Ela disse com um sorriso bobo no rosto.
  Com as minhas mãos ainda embaixo da sua blusa, fui subindo a mesma, até tira-la por completo. Ai ai, o corpo dessa garota, poderia passar horas observando suas curvas. Beijei de onde começava sua calça de moletom até a parte exposta de seus peitos fartos, para finalizar dei uma mordidinha e me levantei da cama.
- Onde você vai? - Ela perguntou desesperada.
- Acabou. - Entrei no banheiro.
- Como assim acabou?

Você narrando
- Acabou de começar. - Demi saiu do banheiro prendendo o cabelo com algum objeto. 
  Ela ficou em pé na cama e foi descendo seu shorts, já aberto, enquanto rebolava. Passei minhas mãos em seus pés e ela me fuzilou com o olhar, tirei as mãos imediatamente.
- Desculpa, gostosa. - Ela apenas ficou de costas e terminou de tirar o shorts com a bunda empinada, que visão. - Faltou uma peça. - Me referia a sua calcinha.
- Perdão? - Ela virou a cabeça para mim.
- Você se esqueceu da calcinha.
- Você acha que eu esqueci? 
- Não, eu só...
- Fique quieta. - Ela virou a cabeça de volta para a porta do quarto.
  Ainda rebolando ela foi se sentando sobre a minha barriga, isso era realmente excitante, depois de sentada ela continuou rebolando, sua intimidade tocava minha pele e me dava calafrios de prazer, ela começou a roçar sua vagina sobre minha barriga. Acho que ela estava se beneficiando disso, já que ela dava alguns gemidos enquanto se movimentava. 
  Ela subiu sua bunda um pouco mais, quase sobre os meus peitos, depois ela se inclinou sobre minhas pernas e passou suas mãos lentamente nelas até chegar na minha calça, ela foi abaixando até que ela parou quando estava sentada sob minha intimidade.
  Eu estava sem calça e sem blusa, a Demi se levantou e mandou eu me sentar, o bumbum dela estava na frente do meu rosto e eu morria de vontade de morde-lo.
- Tira minha calcinha. - Levei minhas mãos até a calcinha e ela me impediu de tocar. - Não, com a boca.
- Quer que eu tire com a boca?
- Exatamente, sem usar suas mãos ou outra coisa.
  Gostei disso, mordi a barra da calcinha e fui descendo o tecido até seus pés, quando terminei fui subindo minha cabeça enquanto beijava sua perna.
- Pediu permissão para fazer isso? 
- Não e cansei de pedir para te tocar. - Virei ela e fiz ela se sentar no meu colo.
- Ainda vai ter que me chamar de gostosa.
- Pode deixar. - Disse enquanto chupava seu seio.
- Hora de tirar isso. - Ela soltou meu sutiã. - Melhor assim. - Ela sorriu e me empurrou na cama.

Demi narrando
  Esses seios macios e enormes da minha namorada, senhor, o que eu tenho de bunda ela tem de peito. Joguei ela na cama sem sutiã e cai, literalmente, de boca em seus "melões", ela tinha um sorriso encantador, parecia a pessoas mais feliz e boba do mundo, isso me incentivava a chupar com mais força. Ela estava arranhando minhas costas e quando eu lhe mordia ela cravava as unhas em mim. Desci meus chupões e mordidas por sua barriga e parei em cima da sua calcinha, depositei alguns beijos naquela região e sem mais delongas tirei sua calcinha.
  Abri um pouco mais suas pernas, ficando entre elas, beijei toda sua intimidade por fora e passei meu dedo indicador. Ela estava dando leves suspiros, mas dava pra ver que ela queria mais que isso, bem, não iria ser tão fácil.
 Beijei seu clitóris e chupei levemente, ela gemeu, lambi ele e subi para beija-la.
- Você vai me torturar, não vai? - Ela perguntou rindo entre o beijo.
- Uhum. - Respondi também rindo.
- Você é má.
- Não, eu sou gostosa. - Falei gargalhando.
- Má, boba e gostosa. - Ela apertou minha bunda.
- Amor?
- Queee... - Ela deu um berro quando penetrei dois dedos nela inesperadamente. - Demi! - Ela gaguejou.
- Gostou?
- Siii... sim. - Tirei meus dedos. - Por que parou?
- Do que me chamou?
- De Dem... de gostosa.
- Hum, bom mesmo. 
  Voltei a penetra-la com os mesmos dois dedos, ela estava úmida e quente, isso me deixa excitada. Comecei com movimentos lentos e profundos, enquanto lhe beijava intensamente. As paredes da sua intimidade latejavam em meus dedos, ela mexia o quadril pra intensificar a penetração.
- Gostosa, usa a boca! - Ela disse com um grito repentino, acho que ela teve um orgasmo.
- Tive uma ideia  - Me levantei e fui em seu closet, peguei a caixinha do prazer e voltei para cama.
- Demi, pra que isso? Ai! - Mordi sua perna por me chamar de Demi.
- Vamos brincar meu amor? - Disse balançando o dildo.
- Não sei não. - Ela parecia desconfortável.
- Não quer? 
- Acho que prefiro sua língua. - Ela disse de um jeito fofo, adorável, sexy e malicioso que só ela tem.
- Você que sabe. 
  Fiquei um pouco desapontada, queria fazer algo diferente pra ela, mas se ela não quer não vou força-la. Coloquei o objeto dentro da caixa e coloquei a mesma no chão. Trilhei um caminho de beijos da sua perna até a "porta do paraíso", depositei um beijo suave e incentivador na sua região íntima, passei minha língua algumas vezes sobre seu clitóris e depois penetrei ela até onde era possível, a (SeuApelido) estava extasiada e eu tinha desejo sobre ela, eu queria devora-la. Eu já não possuía mais controle sobre minhas ações, eu queria ela cada vez mais, quanto mais eu tinha mais eu queria, nunca estava satisfeita, eu lambia e chupava sua intimidade como se fosse minha última refeição. Seus gemidos eram estimulantes e suas mãos pressionavam minha cabeça contra sua vagina.
  De repente ela tirou suas mãos do meu cabelo e colocou um travesseiro no rosto, podia ouvir seu gemido abafado enquanto ela gozava na minha boca. Isso me da prazer, ver ela dessa forma me enche de felicidade, seu prazer é o meu prazer. "Limpei" sua vagina com a língua e dei alguns beijinhos.
  Me deitei ao seu lado e puxei seu corpo mole para cima do meu, ela respirava fundo, puxando o máximo de ar que podia. Seus olhos estavam fechados, mas ela mantinha um sorriso imenso no rosto. Uma de suas mãos estava em meu seio e sua cabeça estava apoiada nesse braço, sua outra mão caminhava pela lateral do meu corpo me deixando arrepiada, eu a abraçava e beijava o topo de sua cabeça.
 Estava feliz por tudo ter acabado bem, é sempre assim, brigamos e transamos pra fazer as pazes, e isso é perfeito. Minha chatinha é perfeita, nosso relacionamento é perfeito, o que sinto por ela é perfeito. Eu não poderia estar mais alegre.







 O técnico finalmente apareceu \o/ Gente tinha me esquecido como era difícil escrever um hot kkkkk por isso ficou essa bostinha, o próximo vai ser melhor, prometo. Amanhã posto mais se não chegar muito cansada do inglês. Comentem bastante e pra ficar mais organizadinho, quem quiser indicação deixe os links nesse cap, eu tinha vários imagines pra indicar em um único post, mas alguém fez o favor de apagar a nota. Espero que não tenha ficado tão ruim quanto eu estou achando e que vocês gostem. Amo muito vocês!! Kisses!! ;)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

YMMG - Capítulo 56


Você narrando
  Acordei cedo após chorar muito, eu simplesmente não entendia porque ela havia feito isso comigo, porque ela faria isso com a gente, não tinha motivos aparentes. Eu já deveria imaginar que não seria fácil namorar alguém como ela, a vida dela é tão inconstante e agitada, enquanto a minha é uma rotina um tanto quanto monótona.
  Eu havia tomado o café com a Amanda e minha mãe, que veio nos ajudar com a bagunça da noite anterior. Engraçado como toda a bagunça me lembrava a Demi, quero dizer, ela nem esteve presente e mesmo assim os detalhes, tudo me lembrava sua empolgação quando fomos fazer as compras pra festa, ela parecia tão animada e parecia querer isso mais do que eu ou a Amanda, queria saber o que à fez mudar de ideia. Acho que minha mãe percebeu o quão mal eu estava com tudo isso e me tratou melhor que no outro dia. Estávamos na cozinha e ouvimos o ding dong da campainha.
- Quem atende? - A Amanda perguntou.
- Eu não, a casa é de vocês. 
- Vai lá Amanda, por favor. - Só faltei me ajoelhar.
- Eu não, deve ser o síndico com uma multa por ontem.
- Ok. - Fui reclamando até a sala.
  Olhei no olho mágico e caramba! Amo  quando ela está assim, vestida com roupas simples que valorizam seu corpo, gosto de ver seu rosto limpo, sem maquiagem. Por que ela faz isso comigo? Por que ela me tem dessa maneira? Minha respiração estava acelerada e pesada. Eu tentava criar coragem para abrir a porta. Não sei por quanto tempo fiquei lhe admirando, mas acho que ela percebeu, ou ela me conhece mais do que imagino:
- Você pode abrir, por favor? - Sua voz era fraca, ela parecia deprimida.

Demi narrando 
  Cheguei em seu apartamento e como de costume me deixaram subir. Toquei a campainha e esperei durante alguns instantes. Ouvi passos leves, deveriam ser os dela, já que a Amanda parece um mamute andando. Alguns segundos se passaram e tive a certeza que era ela, ela deveria estar parada, criando coragem para abrir aporta, eu sabia que era ela pois podia ouvir sua respiração, era como se ela temesse o que estava do outro lado da porta, era uma respiração pesada, a mesma que ela tem na hora da transa, mas não sei o que isso significa. Pensar que ela estava tão perto doía, me deixa mais triste, não sabia o que dizer nem como dizer, sei que me cansei de esperar.
- Você pode abrir a porta, por favor? - Disse sem ânimo ao imaginar a possível discussão que me esperava.
  O que eu menos queria era brigar, mas não podia fingir que nada aconteceu. O que eu realmente queria era me jogar nos braços dela.
- Meio atrasada, não acha? - Por que ela está fazendo isso? Ela é a errada.
- Eu vim me desculpar por não ter vindo ontem e trazer seu outro presente.
- Não adianta pedir desculpas e também não precisa de presente nenhum.
- Não faz assim, por favor. Toma. - Lhe entreguei a chave.

Você narrando
- O que é isso, Demetria? - Ela pensa que pode me comprar, mas está enganada.
- Não me chama de Demetria!
- Esse é seu nome. 
- Por que não atendeu minhas ligações?
- Por que não atendi suas ligações!? Por que não veio ontem?
- Eu te pedi pra atender.
- Eu te pedi pra vim!
- Por que aumentou o tom de voz?

Demi narrando
- Sabe o quanto eu te esperei!? - Ela continuou falando auto e as suas palavras me atingiam como um tiro.
- Sabe o quanto eu te liguei? Sabe o porque de eu não ter aparecido? Se tivesse atendido saberia!
- Não sei quantas vezes ligou, mas não apareceu porque tinha que sair com Wilmer, não é? 
- Não, claro que não!
- Não minta pra mim Demetria! Assuma! Porque fez isso com a gente?
- Para com isso!
- Me fala, nós estávamos bem, não estávamos?
- Por favor, vamos conversar.
- Não, não vamos conversar. Vai dizer que não estava ontem com o Wilmer.
- Deixa eu fal...
- Não quero ouvir, não preciso ouvir suas mentiras! O Arthur te viu...
- O Arthur estava lá?
- Ta vendo! Ele estava tocando.
- Para de gritar! Você fica falando e não me escuta, você ontem não me atendeu sabe-se lá o porque, deve ter bebido e esquecido que namora.
- Que eu saiba a unica que ficou bêbada e esqueceu da namorada foi você, talvez fosse melhor que me esquecesse de vez. - Quando ela disse isso meu coração parou, as lágrimas rolaram sobre minha face sem que eu pudesse fazer alguma coisa para impedi-las
- Você está se ouvindo? Me diz que não, me diz que está falando isso da boca pra fora. - Não podia perde-la, estava brava com ela, mas não ao ponto de querer me separar ou algo do tipo. Ela não me respondia apenas me olhava, como se procurasse a resposta dentro dos meus olhos. - Anda, me responde! - Ela continuava em silêncio. - Ok, se é isso que quer é  isso que vou fazer. - Joguei a chave do carro nos seus pés e me virei para o elevador. Eu não iria suportar perder duas pessoas.

Você narrando
  Eu estava tão confusa, não sabia ao certo o que tinha acontecido, talvez eu devesse escuta-la, mas era verdade o fato dela ter estado ontem em uma festa com o Wilmer.
  Ao vê-la partir dessa forma, chorando, sem ao menos um à Deus,  meu coração parou de bater, era como se uma parte de mim estivesse sendo arrancada, despertei do transe e lágrimas escorriam por todo meu rosto, não podia deixa-la ir:
- Demi, espera! - Ela se virou no mesmo instante, quando vi o brilho nos olhos dela ao virar para trás eu não tinha dúvidas de que eu a amava mais que tudo, eu sabia que ela era minha. - O que aconteceu ontem? - Ela começou a chorar mais que antes. - Demi, me fala. - Ela estava soluçando e me deixando preocupada. - Ei me conta.
- Eu... eu... me desculpa. 
- Vem cá. - Por mais brava que eu estivesse com ela não conseguiria deixar ela daquela forma, a envolvi em meus braços e apertei ela com toda minha força, talvez tenha machucado, pois ela fez um barulhinho, só queria lhe mostrar que eu estava ali e não deixaria ela ir assim tão fácil. - Quer conversar? - Ela balançou a cabeça dizendo que sim, puxei ela para dentro e sem lhe soltar fechei a porta.

Demi narrando
  Eu não sei exatamente como aconteceu, mas de uma hora pra outra eu sai do lugar onde me sentia mais vulnerável para o lugar onde me sentia mais segura. Seus braços ao meu redor era tudo que eu queria, eu sabia que era ali que eu tinha que ficar. Ela me abraçava com força, não que fosse preciso muito esforço para que eu ficasse. Eu pertenço a ela e a mais ninguém.
- Eu te amo. - Eu disse com a voz meio contorcida pelo choro e pelo fato de eu estar com a cabeça enfiada em seu peito, ela não respondeu, apenas beijou minha cabeça, isso me lembrou o Wilmer, mas não queria pensar nele.
- Vai subindo, vou pegar água. - Ela se afastou um pouco.
- Uhum. - Disse com uma insegurança de solta-la.
- Tem certeza? Vai ficar bem até eu chegar?
- Vou. - Disse me soltando dela.

Você narrando
  Não sei o que iria acontecer, mas também precisava cuidar dela. Não vou dizer que está tudo bem, porque não está, mas eu a amo. Ela já havia parado de chorar, embora seus olhos ainda estivessem vermelhos.
- Aquela era a... - Minha mãe começou a falar, mas eu interrompi.
- Sim, aquela era minha namorada.
- Como assim era? - Amanda perguntou espantada.
- Era!? Na verdade ia perguntar se era a Demi Lovato. 
- É a Demi Lovato, mas não sei a resposta pra outra pergunta. - Falei enquanto colocava água no copo.
- Mas...
- Agora não dá, tenho que subir. - Peguei o copo e fui em direção ao quarto.
  Demi tinha acabado de sentar, pois a cama ainda balançava, ela parecia ter corrido e novamente havia lágrimas em seu rosto - Demi, o que estava fazendo?
- Eu...
- Não minta.
- Não ia mentir, eu tinha descido pra te falar uma coisa e acabei ouvindo a conversa.
- E por que está chorando?
- Você não sabe responder se sou sua namorada?
- Bebe a água. - Disse entregando o copo pra ela.
- Por que todo mundo acha que água pode curar tudo? Não vim aqui para beber água, não vim aqui para chorar...
- É difícil me manter calma e paciente quando você faz essas coisas. Veio aqui por que então?
- Vim trazer seu presente, me desculpar e saber o porque de não ter me atendido.
- E eu queria saber o porque que você não veio ontem e saiu com o Wilmer.
- Me perdoa, tenho meu motivo, já assumi meu erro e pedi desculpa, agora assume o seu.
- Eu, assumir? Qual é, Demi, eu te pedi, você me prometeu, disse que iríamos falar com a minha mãe, sabe o quão difícil foi ontem pra mim? Minha mãe mal olha na minha cara depois que soube que namoro uma menina, a festa foi um saco. Não existe motivo, nada que você fale pode justificar você ter ido pra festinha com seu ex ao invés de vim pra comemoração da sua namorada, isso foi imperdoável, te esperei a noite to...
- Meu pai morreu, está satisfeita, isso é motivo? 
- O Eddie? - Falei gaguejando, como pude fazer isso com ela, mas isso não muda o fato dela ter saído com o Wilmer.
- Não, mas qual a importância de quem foi, os dois são meus país de alguma forma, eu precisava de você.
- Demi, me desculpa, eu não fazia ideia...
- Eu te liguei milhões de vezes, eu precisava de você, da sua voz, mas você não me atendeu. O que acha? Que eu fui lá e te trai? Não, eu não fiz isso. Cansei de você ficar falando e me julgando sem saber.
- Eu não podia imaginar... Demi...
- Eu vou pra minha casa.
- Não, vamos conversar.
- Não quero, não foi você quem disse que nada que eu dissesse poderia fazer você me perdoar?
- Mas isso foi antes.
- Porque não me atendeu? O que estava fazendo? O que quer que eu pense? 
- Demi, eu estava aqui, te esperando, eu estava chateada por causa da minha mãe e esqueci do celular e depois fiquei brava com você e não queria falar com você.
- E por que não me ligou?
- Porque eu estava brava. O que você foi fazer na boate?
- Eu fui esfriar minha cabeça.
- E tinha que ser com o Wilmer? Tinha que beber?
- Eu encontrei com ele por acaso, confesso que estava com saudade da amizade dele, eu nem ia ficar com ele, mas acabei bebendo e ele cuidou de mim.
- E por que bebeu?
- Chega de porquês! Não aguento mais isso, não aguento mais chorar, não sei o que fazer ou falar pra você entender que te amo!
- Demi...
- O que! - Ela falou tão rápido e auto que eu me assustei.
- Calma. - Eu disse rindo.
- Do que está rindo? - Ela é tão linda brava. - Anda, me fala. 
- Desculpa. - Eu não conseguia parar.
- Qual a graça? - Ela estava de braços cruzados e batia um dos pés, isso só me fazia achar mais graça da situação.
- Eu só ia falar que também te amo.
- E você me fala isso desse jeito? Rindo?
- Não precisava toda essa agressividade, vem cá. - Fui pra perto dela e encostei no seu braço para puxa-la.
- Sai. - Ela esquivou.
- Boba. - Abracei ela com força.
- Eu te odeio.
- Eu também me odeio.
- Por que? - Ela levantou o rosto para me olhar.
- Porque as vezes te faço mal, eu namoro a Demi Lovato...
- Namora é? - Ela perguntou sorrindo.
- Calada, deixa eu terminar. Eu deveria te fazer a pessoa mais feliz do mundo, mas você pode ter quem quiser e isso me deixa com medo e insegura.
- Você é uma idiota. - Ela me apertou em seus braços. - Ao seu lado eu sou a pessoa mais feliz do mundo, só acho que você deve confiar mais em mim.
- Olha quem fala.
- Me solta.
- Por que?
- Porque ainda to brava com você.
- Também estou brava com você, mas nem por isso vou te soltar.
- Chata. Me solta!
- Não vou soltar.
- Solta, (SeuNome)!
- Não.
- Solta.
- Não e para de ser teimosa.
- Por que está brava?
- Porque você deveria ter vindo pra cá e não ter sumido, aposto que deixou sua mãe toda preocupada.
- Não só ela. Você acredita que eu não fiz nada de errado?
- Sim, tirando beber né?
- Esquece isso, por favor.
- Não vou conseguir, mas não vou ficar jogando na sua cara.
- Mesmo? Porque é isso que está fazendo.
- Não vou. E por que você ainda está brava?
- Porque não me atendeu.
- Se não atendi deveria...
- Shiiiiii, - Ela colocou o dedo na minha boca. - vamos parar por aqui.
- Ok. 
  Nhac! Mordi o dedo dela. - Por que fez isso? - Ela perguntou olhando o dedo.
- Porque ele me impedia de fazer isso.

Demi narrado
  Não aguentava mais brigar e eu sabia que não iríamos chegar a lugar nenhum com isso. Eu preferia te-la mesmo estando brava com ela do que não te-la, e no fundo, mas sou orgulhosa demais para admitir, eu sabia que eu era a errada e que não podia me apoiar na morte do meu pai pra fazer besteiras. Eu também acredito nela, não acho que ela me traiu, ou alguma coisa assim.
  Eu amo tanto seus beijos e ela sabe disso, mas dessa vez ela me pegou com uma força incrível e me beijou de uma forma feroz que só ela sabia. Era como se ela quisesse me mostrar que sou dela, eu gostei.
- Ual! Vai com calma. - Disse puxando o ar para meu peito. - Sou sua, ok? - Disse olhando em seus olhos.
- Só minha. - Dessa vez nos beijamos com mais calma, mas não menos apaixonadas.
- E você? 
- Eu o que? - Bati na sua cabeça. - Au. Estava brincando, sou só sua também.
- Bom mesmo. 
- Sabe o que eu queria agora? - Lhe encarei esperando a continuação.
- Ei, depois disso acho que sei o que quer. - Disse depois que ela pegou na minha bunda.










Demorei pra postar mais do que imaginava, mas a culpa foi do enem, do inglês, da minha melhor amiga e da energia aqui de casa. Desculpa ter postado essa hora, é que minha internet não tava funcionando. Espero que gostem, queria ter feito uma briga mais tensa, algo mais prolongado, mas não é assim que imagino a relação delas. COMENTEM MUUUUUITO!!! Acho que vem um hot aí, sei lá, estou pensando aqui kkkkk. Kisses!! ;)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

YMMG - Capítulo 55

Demi narrando 
- Demetria, lavante. - Minha mãe abriu as cortinas e o maldito sol adentrou meu quarto sem permissão, minha cabeça explodia, meu corpo doía e meus olhos ardiam. - Vai, sai da cama.
- Já estou indo, não precisa gritar. - Disse me sentando.
- Eu ainda não estou gritando. - Eu me arrependia da noite passada, mesmo assim minha mãe continuava me martirizando. - Vou descer para terminar o café e todos nós iremos tomar café juntos, e não você não tem opção, isso é uma ordem.
- Não me trate como criança.

- Depois do que fez ontem deveria te tratar como? - Ela deixou a pergunta no ar e saiu do quarto.
  Meu Deus, ainda são 8 horas, eu devo ter ido dormir às 5. Me levantei sem a mínima vontade, corri para o chuveiro antes que eu desistisse. Foi um banho rápido não poderia me atrasar para o café em família, coloquei uma roupa confortável e um sorriso forçado no rosto.

- Bom dia. - Disse quando entrei na cozinha, lá só estava minha mãe, a Dallas e a Marissa.
- Bom dia. - A Marissa respondeu com um leve sorriso no rosto, isso fez com que eu me sentisse melhor.
- Dallas, sua irmã disse bom dia. 
- Isso é realmente necessário, mãe, porque sinceramente não sinto que ela se importa com uma resposta.
- Qual seu problema, Dallas?
- O mesmo que o seu e nem por isso eu saí por aí pra encher a cara e trazer mais problemas.
- Meninas, se acalmem. - Meu pai disse entrando na cozinha.
  Acho que a Dallas tem razão, eu deveria ter ficado com ela, deveria ter ficado com a minha família, mas as vezes devemos ser um pouco egoístas, bom, esse não era o melhor momento pra ser egoísta.
- Onde está a Madison? - Perguntei me sentando.
- Achamos que seria melhor se ela não presenciasse todo esse desconforto, ela está em uma amiga. 
- Claro que ela não precisava presenciar esse "desconforto". - Dallas fez as aspas com as mãos. - Mesmo porque não foi o pai dela que morreu. - Acho que todo o silêncio dela no dia anterior se transformou na revolta de hoje.
- Me desculpe, Dallas, mas meu "pai" também se foi. - Usei as mesmas aspas que ela. - A Madison é apenas uma criança e o pai dela que foi realmente nosso pai. - Dallas se levantou da mesa.
- Demi, - Eu levantei a cabeça e olhei pro meu pai. - não acha que foi muito dura com ela?
- Talvez, mas ela acha que eu estou bem com tudo isso. E dizer que não foi o pai da Maddie, bem, o pai da Madison também é meu pai e teria sido uma perda ainda maior, não consigo imaginar isso.
- Talvez devesse falar com ela. - Marissa sugeriu.
- Assim que eu comer, estou a horas sem comer.
- E depois vai à casa da sua namorada.
- Mãe, não quero ter que vê-la.
- É melhor resolver de uma vez do que ficar adiando. - Meu pai disse pegando o jornal.
- Pode ser. 
  A verdade é que eu queria muito vê-la, mas queria que ela me procurasse, foi ela quem não atendeu as minhas ligações. Eu estava resolvida a ir lá e apenas lhe entregar a chave do carro. Depois do café fui ao quarto da Dallas, que estava deita com a cabeça a baixo do travesseiro.
- Dallas, - Disse me sentando. - acho que deveríamos conversar.
- Isso deveria ter acontecido ontem.
- Me desculpe, eu fui egoísta e só pensei nos meus sentimentos, eu definitivamente não me orgulho do que fiz.
- E nem deveria, você chegou em casa bêbada e com o Wilmer.
- Ele só estava me ajudando.
- Mesmo? O que aconteceu ontem? 
- Nada, quer dizer, eu estava lá e não pretendia beber, mas as coisas começaram a invadir minha mente e não consegui lidar com isso, foi demais pra mim.
- E onde o Will entra nisso?
- Bem, estava eu, o Joe, a namorada dele, o Will e o irmão do Wilmer.
- Joe também estava?
- Sim.
- Você sabe que a (SeuApelido) não vai gostar nada quando souber, né? 
- Por isso que não pretendo contar.
- Você é louca? 
- Não, ela vai pirar.
- Ela tem motivo pra isso?
- Não, claro que não.
- Tirando o fato de você não ter ido na festa dela pra encher a cara com seus ex namorados.
- Não fui pra encher a cara e nem com meus ex namorados e ela saberia onde eu estava se tivesse me atendido.
- Ok.
- E como você está em relação tudo isso?
- Não sei, as vezes sinto muita vontade de chorar e outras parece que aconteceu com alguém bem distante.
- A verdade é que foi com alguém bem distante.
- Mas você não liga nem um pouco?
- Claro que ligo, isso está me enlouquecendo, mas não sei como lidar com isso, é tão confuso e frustrante.
- Você sabe o que acontece quando você não expressa seus sentimentos e guarda só pra si durante muito tempo, uma hora vem tudo a tona e é pior.
- Eu sei.
- Acho que eu deveria ir me desculpar com o Eddie.
- Não chama ele assim, ele é nosso pai.
- Tem razão, e você deveria ir logo falar com sua namorada antes que a mamãe te mate.
- É, vou indo, fica bem, ok?
- Aham, você também e boa sorte lá.
- Obrigada, te amo.
- Também te amo.
  Lá vamos nós, não sei o que dizer pra (SeuNome) quando chegar lá, acho que ela vai me bater, mas também estou brava. O que fiz não foi legal, mas se ela tivesse me atendido nada disso teria acontecido.





SUPRESA!! KKKKK Decidi postar mais um pouquinho porque amanhã não vou ter tempo de postar nada, espero que gostem e como agradecimento vocês poderiam comentar bastante, que tal? Comentem o que acham que vai acontecer! Kisses!! ;)

YMMG - Capítulo 54


Você narrando 
  Não posso acreditar que a Demetria está fazendo isso, não posso acreditar que ela não vai aparecer. Já imaginava que essa festa seria um lixo por causa da minha mãe que nem olha na minha cara, mas sem a Demi está insuportável. Se não fosse pelos convidados eu subiria e ficaria no meu quarto até minha mãe me aceitar.
  Queria saber o porque da Demi não estar aqui, mas não vou ligar pra ela, ela que está errada.

Demi narrando
  Que lugar cheio, espero que tenha alguém conhecido. Fui andando até o bar, esbarrando em meio mundo de pessoas bêbadas, havia um ou outro conhecido, mas ninguém que me agradasse. Me sentei em um banco e logo fui atendida, pedi um Red Bull para começar e também não estava afim de ficar bêbada.  
 Olha quem está aqui, Joe Jonas e sua bela namorada, Blanda alguma coisa. 

- Senhorita, sua bebida.

- Brigada.
- Demi? - Deveria saber que o melhor amigo do Joe estaria aqui.
- Wilmer! - Disse como se estivesse surpresa.
- O que faz aqui?
- Vim andar à cavalo. 
- Seu bom humor me surpreende.
- Não enche.
- Faz um tempo que não nos falamos.
- Isso prova que você não estava afim de ser apenas meu amigo, precisava mais que isso, foi eu começar a namorar pra você sumir.
- Você sabe que não é verdade, gosto de ficar com você, mas sua amizade e sua felicidade em primeiro lugar. Não queria atrapalhar seu namoro.
- Me poupe, Will, e sai daqui.
- Você que sabe, só não apronta, espero que sua namorada te controle, não queremos que amanhã as pessoas estejam falando de como você estava bêbada.
- Minha namorada não está aqui.
- Então acho bom você se cuidar sozinha. - Ele se levantou e depositou um beijo em cima da minha cabeça.
- Não preciso de ninguém pra cuidar de mim. - Disse quando ele se virou de costas e levantei meu belo dedo médio.
  Mas a verdade é que eu precisava sim de alguém pra cuidar de mim, principalmente agora, mas não era qualquer alguém, precisava dela, da minha bebê. Aquela otária! Estou com tanta raiva dela, gostaria de bater na cara dela, queria socar ela e depois fazer sexo selvagem com ela.
  No meio da minha revolta virei pro cara do outro lado do balcão e pedi o mesmo que o garoto ao meu lado estava bebendo, não sabia o que era, mas o menino parecia tão jovem e aguentava, eu também aguentaria, com certeza já havia ingerido coisa pior. Como deixaram ele entrar, ele não devia passar de dezesseis anos, e o pior não é o fato dele estar dentro e sim o fato dele estar bebendo. 
  Quando recebi meu pedido dei um primeiro gole com vontade, o primeiro é sempre o pior, queima, arde, me faz querer vomitar. Esse provavelmente foi o pior primeiro gole de todos, mas acho que foi porque doeu não só fisicamente, também doeu moralmente, o que meus fãs ou minha família e amigos pensariam se soubessem que depois de tanto esforço contra isso eu estava aqui novamente. Olhei pro garoto ao meu lado e lembrei de mim a alguns anos, terminei minha bebida e pedi outra, disse que queria a que mais estivesse saindo essa noite, depois que peguei meu copo fui para pista de dança, aquelas inúmeras luzes girando, piscando e se alternando entre si me deixavam cada vez mais tonta, havia uns caras tocando, a música não era ruim, me aproximei para ouvir melhor, não que eu entendesse algo do que eles diziam, a essa altura já não entendia nem meus pensamentos. 
  Acabei desistindo de ouvi-los e fui dançar, me lembro que alguns caras chegaram em mim e algumas garotas também, não adiantava, só pensava na imbecil que não atendia as minhas ligações. O Joe me viu e me chamou para se juntar a eles, que mal havia nisso, a noite não poderia ficar pior, a cada duas músicas o Joe chegava com uma rodada nova de bebida, a escrota da namorada dele a cada música se esfregava mais nele, acho que ela queria provar pra mim que ele era dela agora, a coitada não sabe que eu pouco me interesso nela e no namoro dela.
  Ei, parabéns Demetria Lovato, você  merece um prêmio, decidiu comemorar a morte do pai enchendo a cara, assim como ele costumava fazer. Olha onde eu cheguei, estou ajoelhada, no banheiro da boate, vomitando, com o Wilmer segurando meu cabelo, não posso negar, ele é meu amigo e eu gosto dele, só não como antes.
- Vem. - O Wilmer me ajudou a ficar de pé.-  Não precisa de ninguém, né? - Eu apenas olhei pra ele. - Toma essa água.
- Não quero! - Disse batendo na garrafinha que ele segurava.
- Para de ser rebelde e bebe logo.
- Quero sair daqui. - Tentei sair, mas não conseguia me movimentar direito.
- Vai sair assim que beber a água.
- Me dá isso. - Peguei a água e tomei tudo em menos de um minuto, eu estava com sede, mas não queria dizer ao Wilmer.
- Teimosa, ainda tem um gole. - Virei a garrafa. - Nem pense nisso! - Ele disse quando eu ameacei cuspir a água nele. - Demi, não!
- Hahahahahaha. - Sem quer comecei a rir descontroladamente da cara que ele fazia e acabei cuspindo toda a água nele. 
- Não acredito que fez isso. - Ele disse rindo.
- É, eu fiz. - Disse perdendo o equilíbrio e apoiando nos ombros dele. 
  Quando despertei da crise de riso percebi que estávamos muito próximos, ele olhava intensamente para os meus olhos, percebi o que estava prestes a acontecer e me afastei dele. Acho que ele percebeu meu desconforto.
- É, tá na hora da bêbada ir pra casa.
- Não quero ir pra casa! - Eu disse isso gritando por alguma razão desconhecida.
- Não adianta gritar. Está de carro?
- Sim, mas não quero ir, quero dançar.
- Já dançou bastante por hoje.
- Mas um pouquinho? - Ele nem me respondeu, apenas pegou na minha cintura e me levou para fora do banheiro, ele praticamente me carregava.
  Com um braço o Wilmer abria caminho e com o outro ele me servia de apoio. Com dificuldade chegamos ao estacionamento.
- Onde está seu carro?
- Lá! - Apontei na direção em que ele estava.
- Me de as chaves.
- Não! Meu carro, minhas chaves, eu dirijo!
- No estado em que você está não consegue dirigir nem carrinho bate-bate, e olha que nele a intenção é bater.
- Toma, mas dirigi direitinho.
- Eu estou sóbrio, diferente de umas pessoas por aí.
- Eu também estou. - Não sei porque, mas ele começou a rir. - Oops, soluço. - Disse dando um pulinho com o soluço.
- Está sim, agora entra. - Me joguei no banco de trás. - Pra sua casa?
- Não quero ficar sozinha!
- Pra minha casa?
- Engraçadinho.
- Nem bêbada trai a namorada que chata.
- Nem me fale daquela vadia, me leva pra casa da minha mãe.
- O que aconteceu entre vocês?
- Não quero falar, cala boca e dirigi.
- Grossa mal educada.
- Shiiiiiu, escuta o silêncio.
- Esculta o silêncio??
- É e pega meu celular aí na frente. - Ele me entregou o celular. - Puta que pariu!
- Que foi? 
- Tem 42 ligações perdidas.
- De quem?
- Da minha mãe, Marissa, pai, Dallas, tem até da Madison, mas nenhuma da vagabunda da minha namorada!
- Sua mãe vai te matar.
- Eu sei.
  Cheguei em casa e nem conseguia abrir a porta, o Wilmer tentou me ajudar, mas acho que eu estava fazendo muito barulho e minha mãe abriu a porta.
- Mãe, eu...
- Entra. Olá Wilmer. - Eu entrei, mas fiquei atrás dela.
- Oi, é... eu só vim trazer ela, aqui está a chave do carro e a bolsa dela, já estou indo.
- Obrigado por traze-la, espero que ela não tenha feito muitas besteiras.
- Não muitas, acho que ela só precisa de um banho gelado.
- Essa vai ser a última coisa que ela vai ter. - O Wilmer pegou um táxi que passava e minha mãe entrou.
- Acho que vou ir tomar banho e dormir. - Disse tentando me livrar da bronca.
- Vai sim,  mas só depois de nos ouvir. - Só agora que ela falou que me dei conta que ainda estavam todos na sala, menos a Maddie. - Senta. - Fiz o que ela mandou. - Onde você foi?
- Em uma boate. - Disse olhando pro chão.
- Uma boate? É tudo que tem a dizer!?
- Não grite mãe.
- Não grite!? Você imagina como estávamos preocupados? Você não tem mais 16 anos, Demetria! Não tem mais idade pra fazer esse tipo de coisa. E por mais que tenha 20 anos ainda nos deve satisfações, é assim que funciona nessa família e não é você que vai mudar isso. Se você queria ir para uma festa, fosse pra casa da sua namorada, ela deve estar te esperando até agora.
- Ela nem liga.
- A Dallas precisava de você e você nem se quer perguntou como ela estava. Nós demos um tempo pra você e você ficou trancada no quarto, sem comer. Nem preciso perguntar se comeu por aí, sei que a resposta vai ser negativa.
- Eu... eu...
- Não gagueje! 
- Pai, você não vai dizer nada?
- Estou decepcionado de mais para falar. - Escutar isso me doía mais que qualquer sermão.
- Dallas? - Ela apenas abaixou a cabeça. - Mary?
- Demi, você extrapolou.
- Não acredito nisso, todos vão ficar contra mim?
- O que você queria? Quer que passemos a mão na sua cabeça? Pense como eu me sinto ao ver minha filha chegar em casa nesse estado. Nós abrimos olhos pra você Demi, você pediu ajuda, nós ajudamos e agora você quer que deixemos você voltar a estaca zero?
- Não, mas...
- Sem mas! Vai para o seu quarto, tome um banho e vá dormir. Amanhã você irá acordar cedo e levará a chave do carro pra (SeuApelido), vai explicar tudo a ela e se desculpar por você e por nós. Ela não merecia isso, era importante sua presença lá.
- Também era importante que ela atendesse minhas ligações, também era importante que ela me ajudasse nesse momento. - Comecei a chorar, não queria isso, mas voltei a pensar no meu pai, pensei em como a (SeuNome) me queria lá hoje e não aguentei.
- Vai pro quarto, Demi. - Minha mãe disse mais calma.

Você narrando 
  Realmente ela não veio, ok, estou conformada, mas isso não vai ficar assim. O Arthur acabou de ligar e disse que estava vindo, disse pra ele que não precisava, que já era tarde, mas ele insistiu, disse que iríamos festejar mais um pouco, não engoli muito isso, ele estava estranho, parecia querer dizer algo.
  Não havia mais ninguém aqui, a Luana ficou toda bravinha por causa do meu namoro, então decidiu ficar no hotel e eu e a Amanda estávamos assistindo um filme de comédia quando o Arthur chegou.

- O que você tem? - Ele perguntou depois de se acomodar conosco no sofá.

- Nada. - Respondi sem ânimo.
- Ela ficou a noite inteira assim, ela já não estava bem por causa da tia, mas piorou quando percebeu que a Demi não vinha mesmo. - A Amanda se intrometeu.
- Ela nem passou aqui? - Ele fez uma cara de espanto.
- Não, nem ela, nem a família dela. Vou dormir, tudo que quero é que esse dia termine de vez.
- Ei, espera. - O Arthur puxou meu braço fazendo eu me sentar novamente. - Vim pra comemorar com vocês.
- Awwwwnn que fofo. - A Amanda bebeu?? Eu e ele olhamos para ela, que corou.
- Hoje não Thur, não consigo.
- Vai ficar assim a noite toda?
- Não, só até eu dormir.
- Nada vai fazer você se sentir melhor?
- Nada, Arthur, esquece.
- Ok, já que não tem jeito, tenho que te contar uma coisa. - Meu coração parou de bater e eu parei de respirar. - Não sei como te dizer, mas como seu amigo tenho que falar.
- Ok, mas fala de uma vez Arthur! - Me veio mil e uma coisas na cabeça, estava com muito medo do que ele iria dizer.
- A Demi estava lá, e com o Wilmer...
- E o que mais???
- Tudo que vi foi ele segurando ela pela cintura, eles andaram o tempo todo assim, e ela parecia estar mais pra lá do que pra cá.
- Eu não acredito que ela fez isso. - Eu estava tão decepcionada, tão magoada, tão machucada por dentro, dessa vez ela me feriu. Nem sei o que pensar.
- (SeuApe... - Não precisava ouvir nada.
- Não, Amanda, não precisa.
  Lagrimas não me saiam e também não expressariam a dor que eu sentia.










Vocês me deixam maluca kkkkk querem pegar a Miley, mas não querem traição, apesar que, sinceramente, eu concordo que traição é muito complicado e eu mesma já falei que acho traição imperdoável, e não é isso que queremos entre as duas, né? Mas no próximo imagine eu prometo que "você" pega a Miley. Vocês não estão mais comentando!? Preciso saber a opinião de todos, vocês que me ajudam a escrever a história e sem os comentários fica difícil. 

Links pra quem vai na TNLT em SP:

https://twitter.com/DLS2brigadeiro
https://www.facebook.com/beatriz.sousa.3950

Assim a gnt marca de se encontrar, mas quem não for também segue e adiciona :D Kisses!! ;)