domingo, 21 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 6

Demi narrando
  (S/a) havia conseguido falar comigo sem que ficássemos num clima estranho, porem, babaca e boca aberta como sou, estraguei tudo. Não sei porque falei tanta besteira. Me levantei e fui atrás dela:
- Que merda ta acontecendo? - Marissa segurou meu braço quando eu passava por ela.
- Depois te explico. - Continuei meu caminho até o banheiro. - (S/a), me desculpa.
- Eu não esperava um pedido de namoro Demi, também não me envolvo com mulheres, mas ontem foi muito legal, esperava que você fosse tão simpática ou seja lá o que foi como ontem. - Ela está encostada em uma parede, mexendo no celular.
- Eu já sou boa em largar celular por aí, mas parece que quando você está por perto isso fica mais forte. Eu gostei muito de ontem e... E de você.
- Deixou ele na mesa?
- No lugar onde o largou.
- Foi mal.
- Não, tudo bem, no seu lugar o tacaria na minha cabeça. - Ela riu, o sorriso dela é irradiante, apenas pra constar.
- Não deveria voltar lá pra pega-lo?
- Não, minha amiga não vai deixar que nada aconteça a ele. - Me encostei ao seu lado.
- Amiga? 
- Digamos que ela estivesse com medo de que você fosse uma psicopata. 
- Como ela adivinhou? 
- Boba. - Empurrei ela com meu ombro, ela se virou para mim e nossos olhares se cruzaram. - Olha sobre ontem...
- Esquece isso.
- Não, quero falar.
- Ok, vai lá. - Ainda nos olhávamos e pude lembrar de como seus olhos eram lindos.
- Não te beijei porque estava bêbada, te beijei porque senti vontade. 
- Eu também, não sei o que aconteceu comigo...
- É, não sei e quer saber? Que se foda! - Encostei nossos lábios e passei meu braço nas suas costas para nos aproximar.
  Primeiro fiquei com receio e depois percebi que estava sendo correspondida, meu terceiro pensamento foi que merda eu estava fazendo, mas então cheguei a conclusão que era muito bom e apenas aproveitei seus lábios quentes, nossa "sincronização labial", que? Bom, sei lá. Parei de pensar quando ela se virou e me deixou entre ela e a parede.


Você narrando
  Entrei no banheiro, me encostei na parede e peguei meu celular. Não demorou muito pra Demi entrar, se eu gostei? Ha! Quase nada. 
  Ela me pediu desculpas pela forma como agiu e começou a falar sobre o beijo, disse que não havia acontecido por estar bêbada e sim por que ela sentiu vontade.  Fiquei muito feliz ao saber disso, começamos a nos olhar, seus olhos são os castanhos mais lindos que eu já vi! 
- Que se foda! - Demi me beijou. 
  No início fiquei um pouco sem reação,  mas ela me envolveu em seus braços e logo cedi ao meu desejo incontrolável sobre ela. A deixei entre a parede e eu, seu beijo e toque eram suaves,  mas nem por isso deixavam de me arrepiar. As curvas do seu corpo faziam eu sentir ainda mais vontade de tê-la. O beijo era tranquilo, não estávamos desesperadas, mesmo assim depois de um tempo ficamos com falta de ar, não nos mexemos, ficamos nos encarando:
- O que foi isso? - Perguntei rindo.
- Eu não sei. - Ela falou seria, mas não irritada.
- Demi! - Ouvi uma voz atrás de mim.
- Marissa! - Demi me empurrou e eu virei.
- O que está acontecendo aqui!?
- Nada! - Eu respondi imediatamente, Demi riu.
- Ai Marissa, depois conversamos, o que você quer?
- Tenho que ir. - Eu fiquei observando a conversa das duas.
- A é, você vai jantar com a sua amiguinha.
- Sem ciumes, sem estresse.
- Não é ciumes!
- Ta. Anda, se despesa da sua amante e vamos embora!
- Como é? - Perguntei me alterando.
- Relaxa (s/n), apenas a ignore. Marissa eu tenho que conversar com ela.
- Tem? - Eu e a tal Marissa perguntamos juntas.
- Tenho. Pode ir com meu carro, depois chamo um táxi.
- Sabe como vai ser difícil encontrar um táxi por aqui? E não vou te deixar aqui sozinha com ela.
- Sim, sei como é difícil e como você quem está atrasada, vá com o carro. E a (s/a) não me parece nenhuma maniaca sexual.
- Já você... - Acho que pensei alto demais, as duas me encararam e ficamos em silencio:
- Ual! Pelo jeito vocês já se conhecem bem. Toma seu celular, me liga quando estiver indo embora, se eu já tiver terminado te pego. - Marissa entregou o celular pra Demi e se foi.
- E aí? - Demi falou se aproximando.
- Que merda estamos fazendo? - Perguntei pegando em sua cintura.
- Sei lá... - Nos beijamos, posso me acostumar com isso.
- Vem, deixa eu te pagar um café como desculpa por ter te chamado de maniaca sexual.
- Foi apenas uma verdade. - Ela riu.
- É serio isso?
- Talvez... - Saímos do banheiro e pedimos dois cappuccinos, de canela pra mim e de chocolate pra ela. 
  Ficamos conversando por um bom tempo, é meio estranho como as coisas fluem ao lado dela, é como se já nos conhecemos.
- Então? - Eu falei.
- Então...
- Eu to morrendo de fome, não almocei hoje... - Ela ficou olhando com cara de interrogação. - Não estou te dispensando.
- É o que acha que eu estou pensando? 
- Na verdade é sim.
- Eu estava pensando que era um convite. - Ela abriu um sorriso enorme, tive que rir, ela é tão cheia de charme, mas ao mesmo tempo tão boba.
- Não era...
- Grossa!
- Espera sua boba. Mas pode ser, se você for aceitar eu irei adorar jantar na sua presença.
- Ufa! Ainda bem, estou morrendo de fome e em casa não tem nada. - Pude sentir o alivio da criança.
- Você é estranha... - Me levantei e fui pagar a conta.
- Quanto deu? - Ela apareceu atrás de mim.
- Não lhe interessa. 
- Por que tão grossa?
- Por que tão chata?
- Bleh! - Ela me mostrou a língua.
- Quantos anos você tem mesmo?
- 4!






Aí está! Não muito grande, mas foi o que deu tempo de escrever. Pretendo, mas não prometo, fazer algo especial de Natal, se não der me perdoem. Comentem! Kisses!! ;)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 5

Você narrando
  Demi me ligou e marcamos em uma cafeteria em duas horas, eu não tinha tomado nem banho ainda, corri para o quarto, escolhi uma roupa leve e fui para o chuveiro.
  Fiquei um bom tempo no banho, a maior parte fiquei pensando em como daria oi pra ela, o resto como eu agiria no resto do "encontro".
  Eu tinha acabado de sair do banheiro quando ouço o celular da Demi tocar, me certifiquei que era o número que eu estava autorizada a atender:
- Alo. 
- Oi, (s/a)! É a Demi! - Ela tinha uma certa animação na voz.
- Eu imaginei que fosse. - Ela riu de uma forma doce.
- Então, já estou a caminho.
- Já? - Olhei rapidamente pro relógio em cima do criado mudo e vi que eu tinha vinte minutos pra chegar a cafeteria. - Quer dizer, eu também, estou saindo de casa em cinco minutos. - Ela não precisa saber que estou nua.
- Ok, te espero lá... Com meu celular, é claro.
- Sim, até logo. - Eu realmente vou revê-la, aí meu Deus.
- Tchauzinho! 
  Corri para me secar, nunca fiz isso tão rápido, acho que fiquei mais tempo no chuveiro do que imaginei. Passei creme pelo corpo voando, eu estava tão desesperada que quando apertei o frasco, voou creme por todo o quarto. Vesti a roupa que eu havia separado e fui fazer minha maquiagem, nada exagerado, era mais pra disfarçar as olheiras de ontem. Procurei por um sapato, mas não achava nada que me agradasse, então coloquei o primeiro que havia encontrado. 
  Fui até a sala, peguei a chave do carro e minha bolsa, fui até a cozinha beber um pouco de água, atravessei a sala e sai do apartamento. Enquanto eu trancava a porta senti uma sensação de estar esquecendo algo. Chamei o elevador, quando a porta abriu tinha uma moça falando ao celu... O celular da Demi! Onde eu estou com a cabeça? Não sou o tipo de pessoa que se esquece fácil das coisas. Voltei ao apartamento e peguei o aparelho, repeti o processo e finalmente entrei no carro.


Demi narrando
  Marissa me ajudou a escolher o lugar para pegar meu celular, uma cafeteria. Liguei para a (s/n) e perguntei se pra ela tudo bem ser lá, ela disse que sim e que não era muito longe da sua casa, marcamos para nos encontrar em duas horas, Mary irá me acompanhar, gostaria que Mat estivesse lá também, mas logo depois do almoço ele teve que sair.
  Decidi começar a me arrumar, sei como sou rápida para isso. Levei mais tempo pra escolher a roupa do que para todo o resto. Antes de começar a me maquiar liguei novamente pra (s/a) dizendo que já estava saindo, queria fingir que sou pontual. Gostei de ouvir a voz dela e gostei ainda mais por saber que vamos mesmo nos ver. O porque disso? Não faço a minima ideia.
  Sai de casa na hora que marcamos de nos encontrar, Marissa foi dirigindo. Chegando lá procurei pela (S/n), mas ela ainda não havia chego, ainda bem! Mary e eu fizemos um pedido, não tinha muita gente no lugar, então não demorou muito para recebermos nossos copos. 
- E aí? Nervosa? - Nos sentamos.
- Por que estaria? - Perguntei experimentado meu café.
- Fala serio.
- Ta. Não acho que será uma situação confortável pra nenhuma de nós...
- Ela quem roubou seu celular. - Marissa falou brincando.
- Babaca. Eu estava pensando, por ser uma situação meio estranha, acho que você deveria manter um certa distancia. - Falei com um certo medo da reação dela.
- Como é? Quer ficar sozinha com a amantizinha Demi?
- Marissa! Não é nada disso, só acho que você aqui vai intimidar ela.
- E qual o problema? 
- Marissa, por favor.
- Ai, ta. Ok! Como quiser. - Ela se levantou meio emburrada e sentou algumas mesas a frente, pisquei pra ela, que me respondeu com seu belo dedo do meio e um sorriso sacana.
  Eu estava um pouco apreensiva, minhas mãos estavam geladas e a barriga tremia, ta, isso eu acho que era fome. Comecei a pensar que faltava pouco e no que faria, levei o copo a boca:
- Então, você é uma especie de Cinderela moderna? Que em vez do sapatinho esquece o celular. - Me virei lentamente e quase engasguei.


Você narrando
  Merda de transito!! O que eu menos queria era me atrasar. Não acredito nisso, normalmente eu levaria no máximo dez minutos pra chegar e já estou há vinte e poucos dirigindo. Quando finalmente cheguei, torci para que a Demi não estive... Merda, ela está! Ela estava de costas, mas era impossível não reconhece-la. Fiquei um tempo na porta fitando o balcão, na esperança que Demi não se virasse, tentando arrumar uma forma de dizer oi. Pensei em ser formal, mas não era o que eu queria, ontem nós nos entendiamos bem, a conversa fluía naturalmente, então achei que ser natural e amigável seria a melhor forma de agir. Me aproximei:
- Então, você é uma especie de Cinderela moderna? Que em vez do sapatinho esquece o celular. - Ela se virou e acho que tossiu ou sei lá.
- Essa é sua forma discreta de me chamar de princesa? - Sim! Pensei e logo me assustei com esse pensamento, mas ela estava tão linda e realmente parecia uma princesa, ta, parei.
- Demorei muito? - Fui ao lado da mesa.
- Sim... - Eu gelei. - É brincadeira. - Ela riu. - Sente-se.
- Que educada. - Falei me sentando.
- Eu sou educada ok? Ok!
- Tão educada que nem me esperou para fazer o pedido.
- Dividimos tantas bebidas ontem, porque não dividimos mais uma. - É serio isso? 
- Acho melhor não, se estiver no mesmo clima de ontem deve ter colocado vodka aí dentro.
- Ontem foi um erro ta... 
- Ual! Bem sincera.
- Não, beber foi um erro. Beber daquela forma foi um erro.
- Olha, Demi...
- Me desculpe.
- Não deve se desculpar. - Eu realmente fiquei abalada com o que ela disse, acho que foi mais pela forma como ela falou.
- Já disse, ter ficado bêbada foi a parte errada.
- Claro e se não tivesse ficado bêbada não teria me beijado.
- Você acho o que? Que nos encontraríamos...
- Eu não achei droga nenhuma!
- Eu não sou lésbica ok? Não vai rolar!
- Você é muito sem noção sabia!
- Eu...
- Toma a droga do seu celular. - O joguei na mesa. - E pra sua informação, também não sou lésbica. Me levantei e fui para o banheiro.






Demorei, mas postei! Queria estar postando com mais frequência, mas essa época de natal já é super agitada, aí junta o fato de eu estar me mudando e de minha mãe estar montando um restaurante novo tudo ao mesmo tempo, concluindo, está uma loucura!! Fiquei muito feliz com os comentários no cap anterior e espero que continuem assim. Comentem se gostaram, se não gostaram, se amaram ou odiaram o capitulo, toda opinião construtiva é bem vinda! Kisses!! ;)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 4

Você narrando
  Tentei tomar meu café sem pensar na Demi, ou em como seu beijo era delicioso e ao mesmo tempo inesperado, talvez até inadequado. Eu estava em um conflito interno, não conseguia parar de me questionar sobre a atração que eu senti por ela e se eu era lésbica, bissexual ou sei lá o que. A questão é que não adiantava, ela não saia da minha cabeça. 
  Terminei de comer e lavei a louça de hoje e algumas que tinham acumulado, minha cabeça ainda doía, então tomei o remédio deixado pela Giovana. Fui para o quarto por volta das três horas e comecei a mexer no celular,  depois de um tempo eu sem querer escrevi Demi no Google, foi sem querer mesmo, acho que foi por eu estar pensando muito nela, bom já estava ali mesmo né, decidi pesquisar. Caralho, é ela! Olhei primeiro as imagens e UAL! Ela é realmente muito linda. Depois fui na Wikipediazinha básica e me emocionei muito com a história dela, ela é uma pessoa muito forte, passei algum tempo vendo coisas sobre ela. Descobri que ela estava namorando, fiquei sem entender o beijo de ontem e não sei porque, mas não gostei dessa informação.
  Meus olhos estavam fechando quando o barulho irritante voltou, me levantei pra procurar e PUTZ... O celular da Demi! Corri para pega-lo, era uma ligação, de uma tal de Mary Linda, demorei um pouco pensando se atendia ou...
- Alô! - Merda, esbarrei na tela. - Alô!? Tem alguém na linha? Da pra responder? Eu sei que está aí.
- Oi, desculpe a demora pra responder. - Eu disse meio que gaguejando.
- Olha, esse celular não é seu.
- Eu sei, só não sabia como devolver.
- Por que não atendeu as outras ligações? Essa talvez fosse uma maneira.
- Porque eu não ouvi nenhuma. - "Me da esse celular aqui Marissa!" Ouvi uma voz do outro lado da linha.
- Oi, eu sou a dona desse celular e adoraria te-lo de volta. - É a Demi? Será? Ai meu Deus, o que eu digo ?
- Demi? - Perguntei um pouco nervosa.
- Sim, parabéns! Descobriu quem sou eu, agora quero meu celular! Tenho coisas pessoais nele e não gostaria que caíssem em mãos erradas.
- Ei, relaxa Demi...
- Relaxa coisa nenhuma, acho melhor que me devolva! - Imaginei que ela não tinha me reconhecido.
- Você acha que se eu quisesse realmente ficar com o seu celular eu teria atendido a essa ligação? - Ela ficou um tempo em silencio.
- É, talvez tenha razão. - Ela disse meio insegura. - Não Wilmer, eu posso resolver isso sem sua ajuda! - Ela falou séria com o seu... Namorado, tenho certeza que esse era o nome dele.
- Olha, só me diz o que fazer para te devolver, não quero confusão com você ou com seu namorado.
- Vou lhe falar um endereço e você pode enviar o aparelho pra esse local. - Essa era uma coisa bem sensata, ela é uma pessoa da mídia, não pode simplesmente ir se encontrar com alguém. Mas eu queria tanto vê-la mais uma vez e entender porque ela tinha me beijado.
- Eu só entrego se for em suas mãos!
- Escuta aqui engraçadinha, não vou cair em golpe algum, não tente me enrolar! Anota logo esse en...
- Demi, sou eu, (s/n). - Achei que se não dissesse quem era nunca ela aceitaria ir, não que ela fosse correr o risco do namorado dela descobrir sobre nosso beijo, mas dessa forma talvez eu tivesse uma oportunidade. Eu fiquei um tempo esperando por resposta, ela estava muda, pude ouvir " Demi, o que a pessoa está dizendo? Deixa que eu falo!".
- É serio? - Foi tudo que ela disse.
- É, é serio, e quer saber não quero criar problemas pra você, então me fala logo o endereço e envio ho...
- Onde quer me encontrar? - "Encontrar?? Como assim Demetria? Vai encontrar quem? Não cai nessa! Vou ligar pra policia!" - Cala a boca Will! (S/a) me desculpe por isso. - Ela me chamou pelo apelido!?
- Não tem problema. - Ficamos caladas. - Então, precisa do celular hoje?
- Quanto mais rápido melhor, tenho números importantes nele.
- Tudo bem.
- Logo ligo novamente marcando o lugar. Pode ser?
- Sim, claro.
- É, e só atenda ligações desse numero ta?
- Aham.
- Tchau.
- Até mais.
- Beijos. - Ela me mandou beijos?? Antes que  eu pudesse responder a ligação foi encerrada.


Demi narrando
  Consegui tomar o café sem brigar com ninguém, mas tive que explicar algumas coisas, não achei um problema tão grande, afinal tanto Marissa quanto Matthew são grandes amigos, pessoas que eu confio plenamente. Depois que comemos ficamos no quarto assistindo TV, Mary havia ficado responsável pelo almoço e a fome já estava aparecendo, ela desceu para prepara-lo e logo em seguida a campainha tocou. 
  Mary apareceu na porta do quarto:
- Demi, o Wilmer está lá em baixo, quer conversar.
- Ai, eu não acredito. Não quero fazer isso agora.
- Acho bom ir logo. - Matthew disse praticamente me chutando da cama.
- Grosso! - Me levantei.
- Gostos... - Ele colocou a mão na boca com se estivesse falando algo que não podia. 
- Idiota. - Falei rindo. - Mary, fala pra ele que já estou descendo.
- Ok.
- Não quero ir. - Me queixei para o Mat.
- Melhor resolver tudo de uma vez.
- É, você tem razão. - Respirei fundo e fui ao encontro do meu namorado. - Olá! - Sorri ao máximo e me sentei ao seu lado no sofá.
- Por que não atende seu celular?
- O perdi.
- Tão responsável quanto uma criança de 2 anos. Eu quero satisfações, o que fez ontem?
- Will, não devemos satisfações um ao outro, somos responsáveis por nossas ações. - Marissa estava na cozinha.
- Como é que é? Você some, não fala nada comigo e não devemos satisfações? Achei que tivéssemos um relacionamento.
- E temos, isso é, acho que temos. Ou melhor continuaremos tendo assim que me disser que palhaçada foi aquela ontem com o Joe?! E aquelas vagabundas?? Perdeu o juízo Wilmer?
- Que vagabundas?
- Olha, você não me provoca! Estou com um péssimo humor hoje! É melhor que se explique de uma vez. E NÃO me enrole!! - Dei enfase no "não".
- Eu sai com Joe...
- Sendo que eu não queria.
- Posso continuar? - Assenti. - Bom, na verdade foi isso.
- E aquelas mulheres totalmente vulgares se esfregando em você?
- Isso é ciumes?
- Não Wilmer! Porra! Me leve a sério. Você não me respeitou, aquilo foi... - Me lembrei do beijo na (s/n) e percebi que eu não tinha muita moral.
- Foi? Olha, se está pensando que te trai, tire essa ideia da sua cabeça. Talvez eu tenha errado em sair com o Joe e também em ter tirado aquela foto, mas não me acuse injustamente.
- Devo confiar em suas palavras? - Eu queria acreditar nele e também não queria brigar.
- Não tenho como lhe provar que não fiz nada. - Nos calamos.
- Vou acreditar em você.
- E você, o que fez ontem?
- Sai com a Marissa e com o Matthew. - Embora ele não fosse muito com a cara do Mat, ele se sentia seguro quando eu saia com ele.
- Só? Pra onde foram?
- Na inauguração de uma casa noturna.
- E como foi? - Merda Will! Não me pergunte sobre como foi.
- Lá é legal, deveríamos ir qualquer dia. - Não Demetria! No que estava pensando, não consegue nem falar sobre o lugar com ele e quer ir até lá, devo ter ingerido muito álcool.
- Claro, qual o nome? - Juro que não lembro.
- Não me lembro.
- Já tentou ligar pro seu celular?
- Não estava pensando muito nisso. Mary, vem cá!
- Eu? - Não demorou muito e ela apareceu na sala.
- Liga pro meu celular, vê se atendem.
  Após insistir um pouco atenderam, eu me senti aliviada, tenho varias coisas pessoais no meu celular, coisas que não gostaria de me desfazer. Marissa estava toda estressada no celular, achei que eu deveria falar. A voz me parecia familiar, mas me esqueci disso quando a pessoa começou a tentar me dar um golpe, quando lhe falei que não iria cair em golpe algum a pessoa revelou quem era e por coincidência era a (s/n), eu não acreditei, por algum motivo eu quis me encontrar com ela pessoalmente para pegar o celular. Claro que o Wilmer não estava nada feliz com isso e disse que iria junto, mas o convenci de que não era necessário.
  Will tinha que ir embora por algum motivo que não me atentei, estava pensando em como seria me encontrar com a (s/a). Eu sabia que ele tinha percebido que algo estava errado, principalmente porque quando fomos nos despedir me assustei quando ele veio me beijar.
- E agora o que vai fazer? - Marissa perguntou assim que fechei a porta.
- Sabe que não sei. - Me joguei no sofá e ri de desespero.
- É ela né? 
- Sim.
- Achei que fosse, mas estava na duvida.
- Hum. 
- Relaxa, vou com você. Ta? Ta. - Nem discuti, eu sabia que não iria adiantar e acho que vou ficar mais confortável com ela por perto. Mary estava voltando para cozinha:
- Marissa?
- Eu? - Ela se virou para mim.
- Valeu por não me julgar.
- Ainda vai acontecer, relaxa. - Eu ri timidamente.
- O que eu devo falar pra ela? Quero dizer, eu a beijei, sai de lá arrastada e tenho um namorado.
- Sei lá, pegue seu celular, agradeça e vai embora.
- E se eu não quiser só isso?
- Como assim? O que está querendo dizer?
- Não sei.
- Demi, não é porque seu namoro não anda muito bem que você deve começar a gostar de uma garota.
- Marissa a questão não é o sexo da pessoa e sim a atração que sinto por ela!
- Sinto uma forte atração pelo David Beckham nem por isso largo tudo pra ir atrás dele.
- Não disse que faria isso.
- E esse almoço? Vai sair hoje? - Matthew desce as escadas e se joga em mim. 
- Sai seu gordo!
- Vai gente, vamos comer. E na cozinha mesmo, não deu tempo de preparar a mesa.
  Passei o almoço todo tentando imaginar como seria com a (s/n), mas tudo que eu imaginava me parecia surreal demais e eu ainda tinha que ligar para ela.





Galera, eu gostaria de estar postando todo dia, mas não ta rolando, então foi mal por isso! Próximo cap o reencontro, o que acham que vai ou deve acontecer? Comentem. Kisses!! ;)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 3

- Depois do jantar podemos ir ao cinema, o que acha?
- Acho uma ótima ideia. - Eu estava encantada com a forma doce que ela me tratava, eu devia estar com uma cara de apaixonada, toda boba, com minha cabeça apoiada na mão.
- Você está linda hoje. - Eu sorri tímida.
- Você está me deixando envergonhada.
- Não deveria, você é realmente linda Demi. - Ela se aproximou para me beijar. - DEMI! DEMI!!! - Eu comecei a chacoalhar antes de nos beijarmos.
- O que está acontecendo?
- Demi!! Acorda Demetria! - Abri meus olhos e Marissa estava em cima de mim me balançando. - Dormiu feito pedra em.
- Ai que merda! - Eu não podia acreditar que estava sonhando com a (s/a), mas eu estava mais irritada por não ter conseguido beija-la e achei isso muito estranho.
- Você dormiu bastante, só por isso te acordei.
- Não, eu mal dormi. - Me sentei e coloquei a cabeça entre as mãos.
- Por que? - Eu pensei em responder, mas lembrei de ontem e não queria confusão.
- Estava passando mal, acho que descostumei a beber tanto.
- E por que não me chamou? 
- Eu não estava morrendo, era apenas um enjoo.
- Hum, bem vai tomar banho, já já o Mat chega com nosso café.
- Ele conseguiu levantar? - Perguntei, afinal, ele estava gorfando na noite anterior de tão bêbado.
- Sim, mas com uma puta dor de cabeça, não achou remédio e decidiu ir a farmácia comprar, falei pra ele aproveitar e comprar comida.
- Entendi. - Falei entre um bocejo.
- Ah e sua mãe ligou. Queria saber porque não atendia seu celular e falei que não ouvi nenhuma ligação.
- Ele deve estar no silencioso, pega minha bolsa. - Apontei para o objeto largado no chão. Procurei, joguei  todas as coisas que estavam na bolsa na cama. - Ué, ele não está aqui! Não deixei com você?
- Tenho certeza que não.
- Droga!
- Perdeu mais uma vez? Quando foi a ultima vez que o viu?
- Eu não me lembro... AAAHH me lembro sim.
- E então? - Contei a ela sobre a história do Wilmer com o Joe e as vadias, ela olhou no instagram e não havia foto nenhuma, mas eu tenho absoluta certeza do que vi, não estou louca.
- No minimo eles devem ter excluído.
- Então foi por isso que bebeu tanto? 
- Sim, quer dizer, não, não exatamente. - Falei me levantando.
- E por isso ficou com a garota?
- Não! Isso não tem nada a ver com o Wilmer ou com o álcool, beijei a (s/n) porque tive vontade, desejei isso! Você consegue entender?? - Eu perdi um pouco a paciência.
- Ei, relaxa, só perguntei. E você há de concordar que foi muito estranho, mas sou sua amiga, melhor amiga.
- Ta. - Entrei no banheiro e tranquei a porta, não queria falar com a Marissa.


Você narrando
  A minha cabeça estava explodindo e um som irritante não parava, não sabia de onde vinha, decidi me levantar, tomei um banho quente e coloquei uma roupa largada, hoje era sábado pretendia ficar em casa o dia todo. Fui na cozinha e a mesa do café estava posta, havia um bilhete:

Para a melhor amiga de todas, 
Depois da sua bebedeira achei que precisaria de um café reforçado, se estiver com dor de cabeça coloquei o remedinho perto do prato! 
                                                                 Beijinhos, te amo!!
                                                                                      - Gigi ;)
P.S.: Eu te amo... kkkk brincadeira, não fiquei para lhe acompanhar pois vou almoçar com o Brian. Fique feliz por mim!!!! E eu tenho certeza que deve ter acordado bem depois das 13 horas. xox

  Terminei de ler e olhei no relógio, já eram quase duas horas da tarde, fala se minha best não é divina? Me conhece super bem, não consigo almoçar antes de tomar o café da manhã, mesmo que seja de tarde.



Gente ficou pequeno e sem muita informação, mas foi o que deu tempo de fazer, amanhã vai ter um capitulo maior e mais dinâmico, mesmo assim não deixem de comentar. Kisses!! ;)


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 2

Você narrando 
  De verdade, eu estava muito bêbada. O mundo girava, eu girava, a Demi girava. É por que estou bêbada ou por que antes eu não me atentei a isso? Ela é muito linda! Nós dançávamos próximas uma da outra quando começou a tocar I Kissed A Girl, comentamos algo a respeito da Katy Perry, e agora seus braços se encontravam em meu ombro e sem demora a puxei pela cintura. Nos olhamos nos olhos e senti algo dentro de mim, um fogo, mas não apenas de excitação, foi algo como uma explosão, seu olhar é poderoso. Quando nossos lábios se tocaram essa explosão se espalhou pelo meu corpo, fazendo cada músculo se contrair e cada pelo se eriçar, foi um beijo intenso, caloroso, excitante e instigante. Que beijo! 
  Nunca nenhum beijo que eu tenha dado foi sentido dessa maneira, queria continuar ali, a beijando e sentindo seu corpo próximo ao meu, mas subitamente ela foi arrancada dos meus braços, literalmente arrancada. Só tive tempo de olhar nos seus olhos mais uma vez, sem entender absolutamente nada, pude ver que a confusão causada na minha mente também habitava seu semblante, vi uma garota puxar ela para saída, tentei ir atras, mas havia muita gente, era impossível passar por todos.


Demi narrando
  Seus lábios eram macios, quentes, adocicados, talvez por conta de alguma bebida que tenhamos tomado, mas seu beijo com certeza não era maravilhoso por conta do álcool, era um beijo que te fazia desejar mais, que te prendia de uma tal maneira que era como se tivesse um imã. 
  Quando nossas línguas se tocavam um choque percorria todo meu corpo, minhas pernas balançavam, e não era por eu estar embriagada, talvez sim, mas embrigada por ela, eu a desejava, deseja tocar nela, no seu corpo. 
  Suas mãos passeavam pela minha cintura, pude perceber a vontade dela de ir mais alem, mas ela se conteve em apenas apertar a lateral do meu corpo e passar os dedos pelas minhas costas. Eu me concentrava em puxar levemente seu cabelo e manter nossos rostos aproximados, era algo sincronizado, não perdíamos o ritmo, era como se soubéssemos o que a outra queria, ou queríamos a mesma coisa no mesmo momento.
  Senti uma mão pegar no meu braço com força e me puxar, olhei assustada e vi que era a Marissa, voltei meu olhar para a (S/A), que estava tão confusa quanto eu, mas logo fui me distanciando e perdi ela de vista.
- Demetria onde você se meteu a noite toda? O que estava fazendo? Você é louca!? - Já estávamos perto da saída.
- Calma Marissa! O que aconteceu? - Perguntei tentando acalma-la.
- Você está bêbada! O Matthew está morrendo de tanto que bebeu! Você sumiu e quando finalmente te encontro está beijando uma garota!! GAROTA!
- Relaxa. O que tem de errado nisso? E onde está o Matthew?
- O que tem de errado nisso?? Você namora, é famosa, está em um lugar publico e beijou uma pessoa do mesmo sexo!
- Onde está o Mat? - Perguntei sem a tranquilidade de antes.
- No carro, vamos embora! 
  Nos dirigimos até o carro, Matthew estava sentado no banco do passageiro, com as pernas pra fora, vomitando. Demos água pra ele e ele apagou, fomos pro meu apartamento, tivemos que ajudar o Mat a tomar banho e se trocar, Marissa dormiu comigo.
  Eu que não consegui dormi muito, fiquei pensando o quanto a Mary tinha me irritado quando disse que um dos motivos de ter sido errado foi por sermos do mesmo sexo, nunca me imaginei beijando uma garota, mas também nunca achei que ter relações homossexuais seja algo errado, fiquei profundamente chateada.
  Mas não foi isso que me impediu de dormir direito, o que atrapalhou meu sono foi ela, a (S/N), gostaria de ter me despedido, ter trocado meu numero com ela, não sei se volto a vê-la, mas gostaria que isso acontecesse, fiquei relembrando as sensações que o beijo me causou.

Você narrando
  Então é isso, eu beijo uma mulher maravilhosa, fora do comum, famosa mundialmente e alguém a arrasta pra longe sem nem me deixar entender o que realmente estava acontecendo? Bem, é exatamente isso. Depois que consegui atravessar o "mar" de pessoas a minha frente saí da boate, vi Demi e a outra entrando no carro e antes que eu dissesse qualquer coisa elas arrancaram com o carro. Fui para o bar e pedi uma água.
- Aqui está sua água. - Eu estava cabisbaixa, realmente queria ter ficado mais com a Demi, consegui ver o barman depositando o copo na balcão e virar de costas, então ele voltou a ficar na minha frente. - A menina que estava com você esqueceu o celular. - Levantei a cabeça muito rápido. - Você poderia entregar a ela? - Fiquei um tempo sem resposta, mas logo vi uma oportunidade de reencontra-la.
- Sim, claro! 
  Quando cheguei em casa só conseguia pensar em como aquele beijo havia sido inesperado e grandioso, não, grandioso não é a palavra, talvez incrível, grandioso foi o que senti com o beijo. Eu me debati na cama a noite inteira, afinal, eu tinha beijado uma garota, isso estava completamente fora dos meus planos. Haviam algumas ligações e mensagens no celular da Demi, mas todas foram antes de eu pega-lo, não havia dado nenhum toque depois disso.



Comentem please! Kisses!! ;)
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domingo, 7 de dezembro de 2014

I Kissed A Girl - Cap. 1

 Sinopse (para relembrar)
   O que acontece quando duas garotas com mundos distintos e um tanto quanto entendiadas com suas vidas se encontram? Uma livre e desimpedida, porem tranquila, a outra precisa ser cautelosa  e discreta, mas adora uma boa farra. É possível se apaixonar em uma noite? É possível se apaixonar com um beijo? Ou melhor, é possível se apaixonar com um beijo totalmente inesperado? Um beijo fora dos padrões. Mas quem disse que essas garotas gostam de ser como todo mundo, ou fazer o que todo mundo diz que é certo?


Você narrando
 Pronto! Acordei. Agora só me resta achar a capacidade de abrir meus olhos e levantar da minha cama quentinha.
- Acorda, jumenta! - Ainda me pergunto o porque da Giovana ter a chave da minha casa.
- Sua doente! Eu já disse pra não pular em mim pra me acordar. - Empurrei ela.
- Tenho certeza que já estava acordada. - Ela se sentou em cima de mim.
- Então por que pulou em mim dizendo acorda?
- Para te acordar. Dãaa.
- Sua mula, se eu já estava acordada.
- Então, foi para te acor... - Ela parou para analisar sua própria frase, ela não faz isso com muita frequência.
- Aff, odeio sua lerdeza. Agora saí de cima, porra!
- Educação pela manhã, a gente vê por aqui.
- Quer ver minha mão indo na sua cara?
- Ai, sua grossa. - Ela se levantou.
- Bom mesmo, insuportável.
- Grossa, nós vamos lá hoje né?
- Aonde insuportável?
- Você prometeu.
- Ir aonde? - Me sentei.
- Não se finja de desentendida, (S/N).
- Fala logo.
- Falar o que?
- Aghrrrrrr, que lerda! - Me levantei da cama e entrei no banheiro.
- O que fiz de errado? - Ela disse consigo mesma, mas eu pude ouvir.
- Primeiro nasceu, segundo não se suicidou e terceiro entrou na minha vida.
- Você me ama, e sabe disso. 
- Eu não te amo, e você deveria saber disso. - Estava me olhando no espelho.
- Você vai ou não comigo e com o Johnny na boate que ele vai abrir hoje com os amigos?
- Agora lembrei. É hoje? - Comecei a tirar minha roupa.
- Sim, é hoje e você prometeu. - Ela abriu a porta do banheiro e encostou na pia.
- Você pode me dar licença? Quero tomar banho.
- Toma, não to te impedindo de ligar o chuveiro.
- Você é a unica pessoa no mundo que consegue me irritar tanto logo pela manhã.
- Eu sei. - Ela disse sorridente.
- E sabe também que não gosto de baladinhas, festinhas, pubs, barzinhos...
- Por favoooooor, o Brian vai estar lá. - Ela fez biquinho.
- Brian? Quem é esse? - É tão magico irritar ela.
- (S/N)! Você sabe quem é ele e sabe que eu tenho uma quedinha por ele. - Prendi meu cabelo e entrei no box.
- Esses amigos do Johnny são tãaaao legais. - Fui irônica.
- Vai ou não?
- Não disse que iria? Então pronto, só tinha me esquecido, mesmo sem muita vontade eu irei.
- Você é linda.
- Ta, agora vai fazer meu café.
- Já fiz. 
- Mesmo?
- É.
- Nossa.
- Vou ir assistir padrinhos mágicos, termina logo esse banho.
- Lerdeza e infantilidade são seus grandes defeitos.
- Você que é uma chata sem graça. - Ela me deu as costas e saiu do banheiro cantarolando a musica tema dos padrinhos mágicos.


Demi narrando
- Demi, acorda. Já é a decima vez que te chamo. - Ai, Madison insuportável, será que ela não pode respeitar minha fossa?
- E eu acordei da primeira vez que me chamou.
- Me responde uma coisa, toda vez que brigar com o Will, virá pra cá? Você já tem seu apartamento, Demetria.
- Esculta aqui, não me chame de Demetria, a casa é da mamãe e do papai, só irei deixar de vir aqui quando eles me proibirem. - Me sentei irritada. - Madison, você pode me respeitar? Briguei com o meu namorado e dessa vez foi feio.
- Toda vez é feio, não gosto de te ver assim.
- Desculpa, não deveria ter sido grossa com você, a culpa é daquele imbecil do meu namorado. Mas dessa vez foi realmente feio.
- O que aconteceu?
- Você não é nova de mais pra isso?
- Também era nova de mais quando você me ensinou a falar porra, caralho, filho da p... - Tapei a boca dela.
- Ta bom, já entendi. Eu gritei com ele, ele gritou comigo, a coisa foi tão feia que tive que pegar um táxi pra chegar aqui, não queria ficar mais um minuto perto dele.
- E seu carro?
- Ficou na casa dele.
- E por que foi a briga?
- Ele não queria me deixar sair com a Marissa hoje e eu não queria que ele fosse lamber o cu do Joe, eles estão com uma enorme amizade de infância e isso me irrita.
- E aí?
- E aí que eu disse que sairia com a Marissa e pedi pra ele sair com qualquer um, menos com o Joe.
- E porque você pode ir com a Marissa e ele não pode sair com o Joe?
- Porque o Joe fala coisas pra ele sobre quando namorávamos, ele não gosta e desconta em mim, depois nós dois sempre brigamos. 
- Eu adoro o Wilmer, mas não acho que deveria namorar com ele, acho que só a amizade dele já estaria de bom tamanho e Joe está estranho.
- Ele é estranho.
- O que vai fazer?
- Sair com a Marissa, nem estou mais no clima, mas também não vou ficar em casa e chega de perguntas sobre meu relacionamento mocinha.
- Que horas a Marissa chega?
- Devo ir buscar ela no aeroporto às dez horas.
- Então corre.
- Porque?
- Nove e meia.
- Já!? - Pulei da cama. - Porque não me chamou mais cedo?
- Estou te chamando desde oito horas.
- Tanto faz. Vai comigo?
- Vou. 


Você narrando
 Eu e a Gi estamos na sala, jogadas, uma em cada sofá.
- Que horas vamos ir?
- Ir onde?
- Ai, Giovana, você pegou toda lerdeza do mundo pra você? - Ela me mostrou a língua. - Onde nós vamos hoje?
- Ah, entendi. O Johnny disse que viria nos buscar às 10 horas, acho que é da noite né? - Joguei uma almofada nela. - Ai!
- Sua anta, é claro que é da noite, o que faríamos em uma casa noturna de manhã?
- Sei lá. - Ela deu de ombros.
 A Gi trouxe suas coisas pra se arrumar na minha casa, começamos a nos arrumar pouco antes das oito horas. Sempre pontual, Johnny, chegou em casa às 10, mas sempre lerda, a senhorita Lenis, ficou pronta uns vinte minutos depois, durante o caminho o John foi nos contando sobre como o local já estava lotado e que quase não conseguiu sair de lá para nos buscar. Não demoramos muito pra chegar no Crazy, esse é o nome do lugar. Meu Deus o que vim fazer aqui? Não é que não goste de me divertir com os amigos, é que tudo isso parece agitado de mais para mim.


Demi narrando
  Eu e a Maddie pegamos um táxi até a casa do Wilmer, que não estava, mas havia deixado a chave do meu carro com o porteiro, peguei meu carro e corri para o aeroporto. Não sei como me livrei da morte, a Marissa estava um fera quando cheguei.
  Passamos na casa da minha mãe para deixar a Madison, almoçar e para Mary ver minha família, depois fomos ao meu apartamento e ficamos fazendo coisas de meninas, ou seja, ficamos fofocando.
  A ultima vez que olhei no relógio eram 22:10 e estávamos esperando o Matthew para irmos a algum lugar, não faço a minima de onde seja, só quero esquecer o Wilmer. No final das contas acho que a Maddie e a Marissa têm razão, talvez eu e ele devêssemos ser apenas amigos, mas eu gosto dele e ele me faz bem. 


Você narrando
- Ual! Está incrível Johnny. - Gi disse encantada com todo o lugar.
- É, ficou... Maneiro. - Está muuuuito cheio, mais o lugar era lindo, a decoração impecável. John havia feito um bom trabalho. 
- Obrigado, Gi. E... obrigado garota chata ao lado da Gi.
- John, disfarce mais seu amor por mim. - Falei convencida.
  Já deveria estar há quase duas horas naquele lugar escuro e barulhento, Giovana dançava com o Brian mais feliz que nunca, Johnny dançava freneticamente com seus amigos, vira e mexe vinha me chamar pra me juntar a eles, mas isso não fazia muito a minha cara. Eu estava curtindo as musicas sentada no bar, observando o pessoal, tinham vários famosos, Johnny é o tipo do cara que se relaciona com todo mundo, então tem muitos amigos.


Demi narrando
  Matthew nos falou sobre a inauguração de um lugar, parecia legal, decidimos ir lá mesmo. Logo que cheguei encontrei alguns conhecidos com quem nos juntamos, o local era super agradável, musica boa, com certeza irei frequentar. Meus pés estavam doendo de tanto dançar, então disse que pagaria algo para beber como desculpa para me sentar.
- Pude notar que ficou no bar o tempo todo, pode me recomendar alguma coisa para beber? - Perguntei a uma garota que estava sentada.
- Está falando comigo? - Ela me encarou.
- Só tem você aqui. - Olhei pros lados em busca de encontrar alguém tão chato quanto ela que estivesse sentado no bar há algum tempo.
- Bom, o trabalho do barman é ficar no bar e servir bebidas, sua pergunta se encaixaria perfeitamente a ele.
- Espero que ele não beba em serviço. - Fiquei um tempo esperando uma resposta, mas ela nada disse. - Então, alguma sugestão ou não?
- Você é sempre tão intrometida e sai falando com estranhos assim?
- Você é sempre tão grossa e chata com estranhos assim? - Perguntei me sentando ao seu lado, pura provocação.
- Argh! - Ela reclamou. - Tem tantos lugares para se sentar, fala serio, me deixa em paz.
- Tem tantos lugares para se sentar, fala serio, me deixa em paz. - Repeti o que ela disse.
- Quanta infantilidade.
- Quanta infantilidade.
- Olha, até tenho uma sugestão de bebidas, mas vai álcool e crianças não podem ingerir. 
- Não sou criança! E também não quero encher a cara.
- Não é o que me parece. - Ela disse me olhando de cima a baixo.
- E o que lhe parece? - Olhei em seus olhos, nada especial, mas eram bonitos.
- Parece que te conheço.
- Demi Lovato, prazer! - Estendi minha mão.
- Ok.
- Você não tem educação não? - Balancei minha mão ainda estendida.
- (S/N), só (S/N), prazer! - Ela apartou minha mão.
- Então senhorita só (S/N), agora que nos apresentamos não somos estranhas, pode me recomendar algo?
- Quanta graça! - Fiquei olhando ela. - Não vai ir né? - Neguei com a cabeça. - Alguma coisa sem álcool né?
 - Assenti com a cabeça. - Bom, tem um drin... - Parei de ouvir um tanto por causa da musica que parecia ter ficado mais alta e porque me lembrei do meu pé que doía muito, abaixei para tirar os sapatos. - ... Pode ser esse?
- Que? - Perguntei me levantando.
- Pode ser essa a bebida? 
- Que bebida?
- Outra lerda não! - Ela fechou os olhos e balançou a cabeça.
- Ei! Quem chamou de lerda?? - Perguntei me irritando. 
- Você! - Ela respondeu na maior cara dura.
- Sou nada! Pode ser essa a bebida mesmo! Mas quero com uma dose de vodka.
- Achei que não queria álcool. - Ela me olhou confusa.
- Achou errado!


Você narrando 
  Eu estava bem tranquila, observando todos ali, uma maluca começou a falar comigo, confesso que estava achando graça dela.
- Achei errado duas vezes então. - Lhe disse.
- O que achou errado também? - Ela perguntou apressada.
- Achei que uma diva como você não descesse do salto.
- Você não me conhece! E senti esse seu "diva" com pouquíssima sutileza, não sou uma diva.
- Demi Lovato né? - Disse rindo.
- Quem está de graça agora? 
- Vou pedir ta?
- Pedir o que?
- Lerda! - Fiz o pedido de um suco de mistura de frutas verdes com a dose de vodka da donzela.
- Tem  que ser bom em.
- Se não? - A confrontei.
- Se não terá que pagar.
- Não seja por isso. - Eu não estava pagando nada que consumia, privilégios de ser best do dono.
- Gosto assim. - Ela disse sorrindo, belo sorriso por sinal.
 Não demorou e logo o pedido chegou, ela sugou um pouco no canudo e fez uma careta fofa, tirou o canudo, comeu a decoração do copo e virou, quando terminou chacoalhou a cabeça.
- Definitivamente esse não é um suco para se beber com vodka... - Eu ri da cara dela. - Mas quem sabe com tequila.
- É serio? - A olhei incrédula.
- Nãaao! Um minuto. - Ela colocou a mão na bolsa e pegou o celular, mexeu nele durante um tempo e pude ver seu semblante mudar completamente, o rosto alegre e sorridente se transformou em algo como espanto, com certeza ela viu algo de que não gostou.
- Tudo bem? - Perguntei depois de observa-la por um tempo.
- Quer saber? Tudo otimo! Duas doses de tequila. - Ela disse ao barman, a encarei com estranhamento. - E você? Vai querer o que? Me acompanha? 
- Oi? Achei que essa fosse a intensão das duas doses.
- Não foi. Me acompanha na tequila ou quer outra coisa? - Ela disse seria.
- Ta né. - Achei que deveria entrar nessa, se era com ela que eu iria passar a noite que fosse algo compartilhado. 
- Quatro doses! - Ela corrigiu o pedido diante do rapaz que nos servia.


Demi narrando
  Eu estava começando a me divertir com a (S/N) quando sinto meu celular vibrar loucamente, achei que fosse a Marissa ou o Mat preocupados, procurei dentro da minha bolsa, não havia ligação alguma, nem mensagens dos dois, algumas da minha mãe, mas isso é normal, percebi que eram citações no instagram, achei estranho por eu não ter postado nada, fui ver qual era a imagem e me irritei imediatamente, era uma foto do Wilmer com o Joe, não só dos dois, eu queria matar-los, mas assim seria muito fácil, decidi me divertir, como eles estavam fazendo. Pedi doses de tequila para mim e para minha acompanhante inesperada.
  Sinceramente, após algumas doses de tequila e vários outros drinks eu já estava alta, ta, eu estava bêbada e acho que a (S/A) também, sim agora já tenho intimidade com ela. Dançavamos de uma forma descoordenada e agitada, mas mesmo dessa maneira desengonçada ela me parecia tão atraente, tão bonita e sensual... Que pensamentos de gente bêbeda. 
- KKKKKKKKK! - Ri alto do meu pensamento.
- Do que ri? - (S/A) perguntou sorrindo.
- Nada. - Continuamos pulando e dançando.
- Adoro Katy Perry!! - Ela berrou.
- Eu também! - Respondi com a mesma empolgação.
- Essa musica...
- Siiiiimm! - Sem mais delongas envolvi meus braços ao redor do seu pescoço e todo o receio que ainda existia foi perdido quando ela me puxou pela cintura.
  Nossos rostos se aproximaram, olhei em seus olhos e por um instante não me pareceu algo tão ou apenas carnal. Fechei os olhos, aproximei meus lábios dos dela e esperei para que ela fizesse o resto. Ao som de I Kissed A Girl (click para ouvir) nós nos beijamos.




Olha quem eu voltei!!! Quero me desculpar, foi tudo uma questão de falta de tempo, eu estava estudando muito e muito focada na escola, 2015 ano de iniciar a faculdade, aí já viu né. mas durante as ferias quero tentar recompensar esse tempo. Espero que gostem do primeiro capitulo, comentem para que eu saiba que devo continuar! Kisses!! ;)